Uncategorized

Outono do Patriarca

A inteligência do governador (perdoem o oxímoro) tem patinado. Lapsos, trocas de nomes, esquecimentos fazem parte de um quadro que alguns médicos nativos atribuem ao stress.

Tomar o falso pelo verdadeiro e o virtual pelo real tornou-se freqüente e isso não caracteriza uma inteligência de primeira ordem, observa o deputado Plauto Miró Guimarães.

Assim caminha a humanidade. Ontem, em todas as rodas, Requião e seus equívocos eram motivos de chacota. Mas esse não foi o principal problema criado pelo governador Requião em sua última aparição na escolinha.

O constrangedor foi vê-lo no papel de governador, com poder de polícia, ameaçando desafetos, entre eles Fernando Guimarães, do Tribunal de Contas, porque não suporta ver o seu governo com as entranhas expostas.

A atitude de Requião foi de absoluto descontrole emocional. Suas imprecações demonstram que ele perdeu o controle. Chamou inimigos de cachorros, prometeu pauladas, insinuou que um umbandista não pode ser conselheiro do Tribunal de Contas, repetiu os qualificativos chulos que dedica à imprensa e lançou ofensas e perdigotos.

Papel feio o do governador. Suas ameaças não atingem apenas Fernando Guimarães. Atentam contra a consciência democrática de todos os paranaenses. Incrível foi perceber que a maioria dos políticos e lideranças do Paraná não se encorajou a responder a esse destampatório patético e desesperado.

Preocupante. Requião parece sofrer também da síndrome de Tourette, doença descrita por Oliver Sachs e que se revela pela nervosa puxada de ombro quando Requião está tenso, ansioso, o que, aliás, é quase que o seu estado normal nos últimos meses. Sinais dos tempos. Teria chegado, enfim, o outono do Duce do Canguiri.

5 Comentários

  1. Imaginem só como ele vai chegar ao fim do mandato…

    Tenho muita pena de você Paraná!!!

Comente