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Depois do susto

O conselheiro Fernando Guimarães deu tremendo susto na macacada da escolinha, ontem, ao aparecer para assistir a preleção das terças, agora conhecida como Hora do Mico, tantos são os que o governador tem pago.

Guimarães fora avisado de que estava pautado para os insultos de Requião e decidiu encarar o desafio. Entrou, sentou bem à vista de Requião e esperou. Se Requião falasse dele, estava disposto a responder.

Guimarães no pedaço, Requião se fez de desavisado. Ouviu fanfarra, cumprimentou delegação japonesa, fez piada sem graça e não deu um pio sobre Guimarães enquanto este permaneceu na platéia.

Para não perder a pose, Requião fez lá suas investidas. Mas desviou o fogo para outros inimigos, verdadeiros e imaginários, entre eles Jaime Lerner, a imprensa e os Vampiros da água e do lixo, que o Duce classificou de beneficiários da maior picaretagem do século.

Terminada a sessão da escolinha, Fernando Guimarães deu-se por satisfeito e foi embora. Requião foi então avisado por um assessor de imprensa que a situação estava tranqüila. Própria para descer o porrete nos ausentes.

Requião não teve dúvidas. Soltou o verbo em Fernando Guimarães ausente. Mexeu novamente com a religião do conselheiro, chamou-o de menino Mandu e lançou ameaças e desafios para gáudio e aplausos da platéia amestrada onde figuravam alguns representantes da esquerda funcionária.

E pensar que nessa troupe há até mesmo quem se diga guardião da moral revolucionária. A sessão de ontem da Hora do Mico foi emblemática da situação que vivemos no Paraná e do caráter de nossos governantes. A Hora do Mico não deixou de cumprir o seu papel. Afinal, que mico é maior que esse de esperar o adversário sair para ficar valente.

4 Comentários

  1. Não, não é o mico-leão-dourado, é o mico amarelão!!!

    Que vergonha, Sr. Poltrão!!!

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