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O novo chefe do Ministério Público

O procuradores e promotores que defendem a independência do Ministério Público estadual podem surpreender Requião na eleição do dia 22. A eleição interna indica três nomes entre os quais o governador escolhe o Procurador Geral de Justiça.

Ora, pois, é muito provável que os defensores do Ministério Público independente elejam os três nomes a serem apresentados ao governador, o que deixará Requião sem a opçção de indicar alguém de sua confiança, mesmo que este não seja o mais votado. Nessa linha são candidatos Olympio Sotto Maior e Fuad Farah e até quinta-feira, último prazo, poderá ser inscrito outro candidato não alinhado ao governador.

Até o momento, Requião conta com as candidaturas de Ângela Khury e Clayton Maranhão, ligados ao procurador geral atual, Milton Riquelme. Terá de fazer grande esforço para vencer as resistências internas na corporação para colocar um dos dois na lista de três mais votados. A indisposição com o governo cresceu muito depois do confronto direto de Requião com procuradores e promotores, quando chegou a revelar salários, aposentadorias e denunciar irregularidade.

Nas eleições anteriores, Requião preteriu os mais votados em favor de Milton Riquelme de Macedo. Esta manobra, dizem os candidatos de oposição, garantiu a Requião protelar atitudes do Ministério Público contra o nepotismo e outras questões cabeludas, entre elas a do relacionamento do governador com Délcio Rasera, acusado de escutas telefônicas ilegais.

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