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“Curitiba dá pena”

O jornalista Gilberto Dimenstein deu a dimensão alcançada pela violência em Curitiba em seu artigo na Folha de São Paulo de ontem.

Pouco a pouco, a cidade que foi referência de urbanidade se torna emblemática do brutal crescimento da taxa de homicídios que nos aproximam da vida e do horror de sociedades que vivem em estado guerra.

É opinião de alguém distante, não envolvida no processo político paranaense, que olha nossa realidade sem torcer os fatos. Portanto, isenta. Leiam.

“Foram registrados 26 assassinatos em Curitiba e em sua região metropolitana entre sábado e terça-feira, período do feriado do Carnaval. Esta é mais uma informação para justificar o título desta coluna: Curitiba dá pena.

Dá pena porque nos acostumamos a admirar aquela cidade como um laboratório urbano de civilidade, especialmente para as nações mais pobres. Muitas das invenções curitibanas se propagaram pelo mundo — mas a violência atinge sua imagem, revelando uma desagre-gação social combinada com ineficiência policial. A civilidade de uma comunidade começa pelo direito à vida.

A matança do feriado apenas reforça o relatório, divulgado na semana passada, com base em dados do Ministério da Saúde. A taxa de assassinatos é de 49,3 por 100 mil habitantes em Curitiba, muito maior do que a média nacional — a linha do homicídio, segundo o documento, cresce a cada ano. Mesmo considerando a possibilidade de desvios estatísticos apontados pela Folha, a cidade está pior do que São Paulo e, na melhor das hipóteses, igual ao Rio.

Curitiba é mais um exemplo do poder avassalador da epidemia da violência, abalando sua imagem de cidade modelo — é uma pena não só para eles, mas para todo o país”.

É, Curitiba dá pena. O Paraná inteiro dá pena.

12 Comentários

  1. Está mídia sofista e bem remunerada de tanto repetir a mesma mentira de diversas formas acabou acreditando na “Cidade sorriso” e na “Capital ecológica” entre tantas outras balelas……………..

  2. É o resultado de cinco anos de governo requião: o rei do lixo… lixo de segurança pública…

  3. Dá pena é dos curitibanos e dos paranaenses que vem escolhendo seus mandatários no legislativo e no executivo da forma mais inconsciente possível, somente para cumprir a tabela das eleições, sem se preocupar que na esteira destes contaminados por interesses escondidos e personalíssimos (com as exceções de praxe) vem a epidemia das mazelas sociais, da qual se alimentam e fortalecem tais políticos justamente às vésperas das eleições para se perpetuarem no calco privilegiados das prerrogativas, régios salários pagos pelo povo e outros interesses nacionais e internacionais até.
    Acorda povo, a lama está chegando no umbigo !

  4. Carlos Gonçalves Responder

    Com a palavra o Prefeito da burguesia Curitibana…. Seu Beto Richa.
    a) Onde estão os empregos prometidos?
    b) Qual a proposta para tirar da indigência as centenas de miseráveis e adolescentes que perambulam por esta cidade?
    c) Para que serve a guarda urbana armada?
    d) Onde estão as creches 24 horas, quanto por cento das mães são atendidas?
    e) Onde está o trabalho integrado da policia militar com a guarda municipal?
    f) Quantas escolas funcionam em tempo integral em Curitiba?
    g) Qual a politica de esporte e lazer para adolescentes e adultos da periferia?
    h) Porque os belos parques da Curitiba são espaços de desfile para dondosas, bombados e Yorkshire, e o povão?
    i) Onde está a politica habitacional para populações sem renda?
    j) Desculpe tanta pergunta, seo Beto for responder chegará atrasado ao jogo de tenis no Graciosa. Assessores Trabalhem!!!!!!!!!

  5. Esta história de remeter o problema da criminalidade essencialmente à miséria, falta de emprego, entre outras desculpas esfarradas sócio-culturais já não encontra eco entre os estudiosos sérios do problema. Se assim fosse todos os miseráveis seriam criminosos. O texto do Dimenstein aborda enfaticamente o número de homicídios em Curitiba, os quais não estão necessariamente ligados à roubos e outros crimes patrimoniais. A verdade é que policiamento ostensivo, vigilância cerrada sobre locais onde ocorrem potencialmente os homicídios são medidas disuasivas indispensáveis para reduzir esta espécie de crime. Vide o exemplo de Nova Iorque: tolerância zero. Isso é responsabilidade inafastável do Estado do Paraná e seus governantes. O resto é demagogia bolivariana de quinta categoria. Para usar uma velha expressão: “desculpa e bunda, todo mundo tem”.

  6. Sítio do Requião Responder

    Para Carlos Gonçalves. O papo é segurança pública, cabe ao estado e não ao município. E tem mais fala pro Doático parar de trazer esse pessoal para invadir terrenos em Curitiba e região metropolitana.

  7. Carlos Gonçalves: cara vc abordou temas que os burgues e membros da escoria curitibana desconhece, veja que o tal sitio do requião, já tá gralhando,hehehehe
    vamos colocar outros temas que tbem são esquecidos pelo betinho,que tal.

    Meio ambiente
    1) o programa de coleta do lixo reciclado que foi esquecido
    2) o veto para as sacolas biodegradaveis
    3) o aterro do cachimba em colapso
    Transporte Coletivo
    1)a tarifa domingueira 1,80 só pra quem usa dinheiro…80%dos trabalhadores usam o cartão e pagam o mesmo dos dias de semana.
    2) o veto aos itens que ampliavam a responsabilidade das empresas
    3) os onibus vencidos, idade superior a 10 anos de atividade
    4) o comercio ilegal dentro dos terminais…
    5) apenas 7 agentes da URBS para fazer tal controle…

    etc,etc,etc

    Prefeito dos ricos, funcionario de dono de shopping…pulha !!!

  8. Concordo absolutamente com José Carlos, o texto de Dimenstein fala claramente, que o que acontece em Curitiba é uma pena para todo o Pais, pois era uma cidade modelo e exemplo mundial, de coisas boas no Brasil, tipo a reciclagem, o transporte publico a urbanização, etc. E agora é famosa por ser um dos lugare mais violentos do Pais… gente vamos enfrentar a realidade, sou curitibana (extremamente curitbana) e não nego, CURITIBA DA PENA.
    O texto do Sr. Fabio Campana é como dizer… “querer tampar o sol com a peneira”, Sr. Campana, não queremos desculpas e comparações, mas soluções, ja que o sr. tem mais voz ativa do que nòs, simples pagadores de impostos, use da sua influência para encontrar soluções e não para dar desculpas esfarrapadas!!! Estamos todos cansados… ansiosos, amedrontados e extremamente indignados!

  9. Maria de Fatima M. Responder

    Sobre aviolência em Curitiba é preciso fazer uma reflexão e cair na real. A violência está aumentando no mundo todo. E aqui não é diferente, Ficaram escondendo por orgulho , prepotencia,preconceito, bairrismo, Em 2005 eu passei em um concurso da prefeitura. Eu morava em Santa Felicidade fui trabalhar no bairro fazendinha do lado da escola ficava o morro de piolho ninguem entrava sem autorização. Minha filha foi vitima de um rapto relãmpago no Batel, e o Parolim o que é aquilo.Em quase todas cidades antigamente não havia tnta violência.Acorda curitiba, se não queriam ver a cidade crescer porque aceitar industrias? É o preço. Agora trabalhar e resolver os problemas .

  10. Mas os bairristas de apartamento nao enxergam isso, e culpam quem é de fora pelos problemas da cidade, a verdade veio a tona, Curitiba nunca foi modelo, pois jamais pensou no futuro, jamais pensou em construir uma infraestrutura para os anos que viriam, educou seu povo para ter “orgulho de ser Curitibano” e terem ainda mais orgulho de serem bairristas e nao os educou para serem cidadaos acostumados a um mundo globalizado, lógico, são os orgulhosos elegem requiao e beto richa, uma capital que se mantem com o dinheiro dos agricultores do interior do Estado e subsidios federais.

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