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Resposta de Rafael Greca sobre a Casa dos Pobres

Fábio Campana,

Faz 14 anos que Margarita e eu não vamos ao Albergue São João Batista e não nos ocupamos dele, a não ser pelas costumeiras doações (anônimas), que não precisam ser propagadas.

Desde que deixamos de ter poder não falamos com Rafael Pussoli.

Soubémos, estarrecidos, Margarita e eu, da ação de usucapião pela sentença da Justiça do Trabalho, motivada por ação do Ministério Público da 9ª Região.

Então chamamos, pelo telefone, o Rafael Pussoli para conversar, ele não veio.

Só podemos ter-lhe pena.

Nossa fidelidade à Igreja Católica é a de sempre. Questão de consciência cristã, será a mesma do batismo ao dia do Juízo.

O que está em discussão é a disputa – na justiça dos homens – do imóvel à rua Piquiri esquina com Brasílio Itiberê onde funciona há 54 anos a Casa dos Pobres e Albergue São João Batista.

O assunto é tão grave que fez o próprio Arcebispo Dom Moacir Vitti entrar com uma ação de reintegração de posse da área do Albergue. Isto porque Rafael Pussoli – para escândalo da Comunidade Curitibana – pediu a posse do Albergue por usucapião e destituiu o Arcebispo de mando sobre a instituição católica erguida num terreno de propriedade da Igreja Católica.

Área nobre, acessível aos pobres migrantes, perto da Rodoferroviária e do Shopping Estação, o terreno do Albergue e da Creche vale, segundo Pussoli declarou à Gazeta do Povo, perto de R$ 2,5 milhões.

Mas, muito mais valioso é o serviço inestimável ali prestado pelas Irmãs de Caridade Vicentinas aos pobres e doentes.

O Albergue não precisa – e não deve – dar outro lucro que não o “lucro social”.

Superávit é um conceito neo-liberal que não combina com Caridade Cristã. Existe superávit no Evangelho?

Há perguntas que não querem calar:

• Que interesse público pode existir em tirar esta área da Igreja Católica e transferi-la para mãos privadas?

• O que querem fazer com este local? A nota oficial da Arquidiocese fala em manutenção perpétua do endereço, na mão das Irmãs de Caridade.

• Porque a Fundação Elizabeth Randon, do Rio Grande do Sul, cf. pode ser comprovado pelo Google (internet), anuncia a mudança do Albergue para um novo prédio da Vila Hauer, e praticamente apropria-se da obra católica, omitindo a Igreja e a sua legítima representação local que é a Arquidiocese ?

• Como interpretar e entender os maus tratos infringidos às Irmãs pelo gestor Pussoli, obrigadas a recorrer ao Ministério Público do Trabalho.

O mais, no seu texto de hoje, é desaforo, ausência do argumento.

Pode ser briga de comadres, mas pouco tem a ver com a Verdade.

Sinceramente,

Rafael Greca

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