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Só o governo não percebe escalada da violência

Do senador Osmar Dias, ontem, em discurso no Senado, sobre a violência em Curitiba e Região Metropolitana:

“Há precariedade no sistema de segurança da Capital e Região Metropolitana, outrora considerada uma região pacífica, sem problemas de criminalidade. Em 2002 ocorreram em Curitiba 530 homicídios. Em 2003, foram 612 mortes violentas; em 2004, 693; em 2005, 778 e em 2006, 874 assassinatos. A violência, medida pelo número de assassinatos ocorridos em Curitiba, cresceu, em média, 12% ao ano. É um índice seis vezes maior do que o do crescimento da população”.

O governo Requião contesta as estatísticas. Agora terá mais uma para rebater. Neste inicio de 2008, diz a Gazeta do Povo, Curitiba teve mais do que o dobro dos homicídios ocorridos em Porto Alegre. A capital gaúcha teve 64 homicídios até o dia 16 de março. No Paraná, a Delegacia de Homicídios registrou 142 assassinatos em Curitiba até 12 de março. Vale a comparação. Porto Alegre é a única cidade da Região Sul com população semelhante à Curitiba. Ambas possuem hoje cerca de 1,7 milhão de habitantes.

Ninguém, com exceção do governo Requião, contesta o óbvio. Curitiba teve 1/3 do número de assassinatos registrados em todo o ano passado. Não há como esconder. Há um escalada de violência e criminalidade que transforma a cidade numa das mais perigosas do país para se viver, observa o advogado Dalio Zippin, que reclama da falta de políticas públicas de segurança.

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