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Virou hospício

O colunista Josias de Souza, da Folha de São Paulo,traça um quadro rápido da política no país e conclui que o cenário é de hospício, tamanhas as discrepâncias no comportamento dos prinicipais atores da chamada arte do possível. Vale a pena ler:

A política brasileira vai se transformando num hospício. É algo que ninguém ignora. Há, porém, algo novo na atmosfera. O manicômio passou a ser dirigido pelos loucos.

Tínhamos o chamado Carnaval fora de época. Coisa a que se dedicam os foliões cuja folgança, por infinita, não cabe nos poucos dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas.

Agora, temos também a campanha fora de época, apartada do calendário eleitoral. Aos pouquinhos, vai-se carnavalizando a política. Nesta sexta-feira, a pretexto de lançar, em Alagoas, o programa Territórios da Cidadania, Lula pisou o seu território predileto: o assoalho do palanque.

Lero vai, lero vem, o ato “administrativo” foi descambando para a folia. Súbito, o presidente, com mãe Dilma a tiracolo, caiu no samba: “E estão lá os nossos amigos do PSDB, que, no primeiro momento, eu diria, trabalharam de forma civilizada. Estão lá os nossos amigos do DEM, que tiveram tanta vergonha que mudaram o nome do partido, de PFL para DEM…”

“…Estão lá, destilando ódio, destilando ódio. Ódio. Coisa que mesmo que, quando era dirigente sindical, não conseguia destilar ódio contra os meus adversários. Deus escreve certo por linhas tortas. A pesquisa de ontem deve ter deixado eles incomodados.”

No início da semana, São Lula canonizara, em pa©lanque montado no Recife, o ex-deputado Severino “Mensalinho” Cavalcanti. Nesta sexta, levou ao ponto mais alto do andor o “companheiro” Renan “Rei do Gado” Calheiros. Aquele que “nos ajudou tanto no Senado.”

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