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Osmar é Richa e não abre

Cultiva-se em algumas hortas a crença de que o senador Osmar Dias nada tem a ganhar com o apoio que dá à reeleição de Beto Richa.

O senador é homem experiente e tem suas convicções. Em sua compreensão, uma derrota de Richa em Curitiba representaria grande passo para o PT estabelecer sua hegemonia no Paraná por bom tempo.

Ou seja, a derrota de Richa seria a derrota de todos os políticos que estão na banda oposta da turma de Paulo Bernardo, onde Osmar Dias também se situa.

A vitória de Beto Richa pode ameaçar a sua candidatura a governador, na medida em que Richa se sentir qualificado pela reeleição a prefeito e se lançar ao governo. Mas Osmar Dias sabe que a sua candidatura vai depender, antes de tudo, de suas próprias condições.

Traduzindo: se Osmar estiver bem nas pesquisas em Curitiba e na Região Metropolitana, será candidato a governador. Se estiver mal, de nada adiantarão acordos prévios com quem quer que seja.

Osmar Dias situa o PDT do Paraná no território que lhe permite projeto de poder com aliados tucanos, liberais e assemelhados. Na trincheira oposta ele visualiza o PT e seus aliados à esquerda.

Quando o PDT curitibano tenta romper este quadro de alianças e insiste em lançar candidatura própria que só favoreceria o projeto do PT, Osmar Dias e as torcidas coxa e atleticana desconfiam que a rapaziada de Wilson Picler está fazendo, intencionalmente ou não, o jogo do PT.

É por isso que o senador Osmar Dias está com o prefeito Beto Richa e não abre. Porque é candidato a governador e vê a eleição na capital como prévia importante de 2010. Acredita, inclusive, que ele e o PDT herdarão naturalmente uma parcela do PMDB que se desfaz neste fim de ciclo de Requião.

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