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Portos não serão privatizados

A famiglia Requião exulta. O governo Lula decidiu que não vai privatizar os portos. É o que conta em artigo José Augusto Valente, ex-secretário de Política Nacional de Transportes, do Ministério dos Transportes, no período de maio/2004 a junho/2007.

Diz ele que o setor portuário foi classificado como segmento estratégico que deve movimentar US$ 320 bilhões este ano e continuará nas mãos do governo.

A orientação foi dada na semana, quando a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e outras sete companhias portuárias foram retiradas do Programa Nacional de Desestatização (PND) e confirmada pelo ministro da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito.

“O governo brasileiro não vai privatizar os portos. Não porque não queira, mas porque esse é o modelo correto de gestão portuária”, afirmou o ministro.
Na avaliação do ministro, o equipamento portuário tem de atender ao coletivo, ou seja, às demandas de pequenos, médios e grandes produtores. “Essa decisão de atendimento estratégico não pode ficar nas mãos de poucos ou de um monopólio privado”, considerou.
De acordo com Brito, o setor portuário é público no mundo interno, com uma única exceção em Hong Kong, onde o porto é privado. O ministro lembrou que os portos de todo o mundo, inclusive do Brasil, têm gestão pública e terminais privados, que são explorados pelas empresas.
O modelo de portos privados, disse o ministro, não interessa ao Brasil. Nesse modelo, o porto pertence a um determinado grupo que define qual carga pode ou não ser transportada. “Temos que escoar a produção do Brasil inteiro, temos que dar atendimento a qualquer que seja o tipo de mercadoria, haja interesse econômico para um grupo específico ou não”, comentou.

2 Comentários

  1. Antonio C. A. Corrêa Responder

    O importante não é privatizar, uma vez que os portos são, constitucionalmente públicos, podenedo, isso sim, ser concedidos ou delegados a estqados, municipios ou empresas.

  2. Antonio C. A. Corrêa Responder

    Complementando: o importante é a qualidaee da administração (gerência), que no caso de Paranaguá é “temerária” e inadequada téc
    nica e administrativamente

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