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Lugo encara o quadro político adverso

Passada a euforia provocada pela vitória, o grupo político que cerca o presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, passa a examinar o difícil quadro que vai enfrentar. Para que se tenha uma idéia, dos dez governos de departamentos eleitos, sete são colorados.

A correlação de forças também é desfavorável a Lugo no Congresso. A maioria dos senadores e dos deputados são de partidos adversários. O Partido Colorado terá 17 dos 45 senadores e controlará o Senado. O que vai exigir de Lugo um grande esforço de conciliação interna para governar. Isto explica seu discurso logo que ficou evidente sua vitória. Conclamou a todos para o esforço de pacificação.

Nas relações com o Brasil, Lugo recuou das ameaças iniciais de levar a revisão do tratado de Itaipu a cortes internacionais. Agora fala em criar uma equipe técnica para discutir o preço da energia de Itaipu e propõe a abertura de uma mesa de diálogo de técnicos sobre a energia de Itaipu.

O presidente Lula, ainda em Gana, afirmou que não abre diálogo sobre a revisão do tratado. Ainda que admita analisar o preço da energia comprada do Paraguai, segundo o ministro Celso Amorim. Fernando Lugo só tomará posse em 15 de agosto. Lugo e Lula deverão se encontrar antes disso.

3 Comentários

  1. Este tal presidencialismo de coalização leva presidentes, governadores e prefeitos eleitos pela via direta compor governos parecidos com Frankestein. Se elegem com o voto popular progressista e formam governo cheio de filhotes do arbitrio, do neoliberalismo e dos que buscam interesses pessoais. É só ver no Brasil, no Paraná e em outros estados e nações. E avançam a passos de tartaruga. Enquanto isto a elite come mel e o povo chupa cana e corta cana.

  2. Governabilidade! Responder

    Agora chegou o momento de buscar a governabilidade para a construção um governo de centro esquerda sem os arroubos dos discursos de campanha!

  3. Fernando Lugo é a mais nova pedra no sapato de Jorge Samek, que terá que conversar com o presidente eleito do Paraguai sobre a revisão do tratado de Itaipu. Mas, antes de administrar essa crise, Samek terá que enquadrar um assessor pessoal que anda jogando cáca no ventilador em direção à candidata do PT à Prefeitura de Curitiba, Gleisi Hoffmann. Desde que exerceu o cargo de diretora financeira da Itaipu, Gleisi não contava com a simpatia e colaboração do referido assessor na divulgação de suas ações.Mas, Samek sabe que depende do desempenho do PT em outubro próximo para cacifar sua candidatura ao Governo do Estado em 2010. Como a coordenação da campanha do PT já identificou a fonte das intrigas que anda minando a imagem do PT na cidade, Samek terá que enquadrar e bonito o assessor, que ficará mais gago que nunca.

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