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Não há injustiça ou exploração ao Paraguai em Itaipu

O Tratado de Itaipu completou 35 anos ontem. Voltou a ser tema de debate e questionamento como sempre acontece quando há eleições e troca de governo no Paraguai. A construção da hidrelétrica envolve interesses de dois países e no imaginário da esquerda apedeuta a obra é evidência da exploração do mais rico, o Brasil, ao mais pobre, o Paraguai.

O artigo de Jorge Samek, diretor geral de Itaipu, homem do PT, põe a questão em pratos limpos. Publicado na Folha de S.Paulo de hoje, demonstra que não há nenhuma injustiça ou relação de exploração a ser reparada em Itaipu. A obra foi pensada para solucionar de forma pacífica e definitiva um litigio de fronteira entre Brasil e Paraguai que remontava ao período colonial. Daí surgiu um empreendimento binacional que se tornou modelo de integração solidária e eqüitativa.

Se há quem pudesse se queixar dos termos do acordo como simples negócio, os direitos de cada qual em Itaipu teriam de ser proporcionais ao aporte financeiro de cada um dos países. Ora, pois, dadas as dimensões do projeto o Paraguai não teria condições de arcar com a sua parcela de encargos (capital e garantia para empréstimos) correspondente aos seus 50% da produção da usina.

O Brasil assumiu 100% dos financiamentos, dívidas no exterior e garantias aos credores. Para viabilizar tudo isso e levando em conta que o Paraguai entrou com absolutamente nada é que ficou estabelecido, acima dos interesses comerciais de cada qual, que toda a energia gerada seria consumida pelos dois países até o fim do pagamento das dívidas que resultaram dos empréstimos e dos investimentos feitos pelo Brasil.

Como pode o Paraguai questionar um tratado que o beneficiou e beneficia de tal maneira? Ora, pois, sobram demagogia e desfaçatez na posição nacionaleira de Fernando Lugo, o demagogo que promete assumir a presidência em sandálias para marcar a sua opção preferencial pelos pobres. Os prosélitos da exploração do Paraguai devem ler o artigo do Samek antes de continuar de abrir a boca para dizer besteiras.

O artigo está disponível no site do Ministério das Relações Exteriores.

2 Comentários

  1. Esse é o estilo da esquerda fuleira do carro-de-boi, do arado e da roca de fiar… fazer o tipo e enganar a torcida… mentir, sofismar, fazer-se de vítima… os velhos recursos da demagogia-populista-oportunista latino-americana, à qual se filiam quase todos os chefetes políticos cucarachos e alguns apredizes feiticeiros de expressão restrita à taba, como Mello e Silva e seus pupilos… é a vanguarda do retrocesso, do obscurantismo medieval e do pé-de-chinelismo ntelectual…

  2. O Samek, como natural de Foz, viu nascer e ser realizada a obra de Itaipu. Hoje, Jorge Miguel Samek mostra sua maturidade e diplomacia em colocar, de forma muito clara, o que o Lugo também já sabia. O Paraguai como um bom parceiro, sabe que é graças ao tratado que teve e está tendo muitos benefícios, quase sem ter investido. Não os teria sem Itaipu. O caminho de Lugo, passado o clima eleitoral, deveria ser o de ampliar, por exemplo, a cooperação para as exportações via Paranaguá e em iniciativas de produção agropecuária, entre outras.

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