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Vendas industriais crescem 17%

Nem tudo são lágrimas neste vale governado por Requião. As vendas industriais paranaenses cresceram 17% no primeiro trimestre, como informa a FIEP.

A boa performance da agroindústria e a fartura de crédito determinaram o bom desempenho no período, considerado o melhor trimestre desde 1986. Máquinas e Equipamentos, Veículos Automotores e Couros e Calçados foram os gêneros que registraram as maiores altas.

As vendas industriais paranaenses registraram alta de 17,03% no primeiro trimestre deste ano em comparação a igual período do ano passado. Foi o melhor primeiro trimestre desde 1986, de acordo com análise do Departamento Econômico da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), que divulgou nesta segunda-feira (05) o balanço dos três primeiros meses do ano. Dos 18 gêneros pesquisados pela Fiep, 11 tiveram desempenho positivo e sete negativo. Os gêneros que mais cresceram no período foram: As maiores quedas ficaram por conta de Edição e Impressão (-30,98%), Material Elétrico e de Comunicações (-18,62%) e Móveis (-17,99%).

O resultado positivo deste primeiro trimestre é atribuído à boa performance da atividade agroindustrial do Paraná, à fartura de crédito pessoal para consumo de bens, principalmente duráveis, e à expansão do mercado doméstico derivado da conjugação do crédito, do aumento dos salários e do nível de emprego.

O emprego total cresceu, em média, 6,46% no período e o emprego diretamente ligado à produção subiu 3,30%. Os setores que registraram os maiores aumentos do nível de emprego no período foram Refino de Petróleo e Produção de Álcool (+36,03%), Máquinas e Equipamentos (+16,02%), Alimentos e Bebibas (+13,81%) e Veículos Automotores (+12,22%). As principais reduções de emprego na produção no período aconteceram nos gêneros: Têxteis (-24,17%), Vestuário (-23,40%), Couros e Calçados (-12,71%) e Madeira (-10,27%).

Março – O desempenho de março confirma a trajetória típica já verificada em marços de anos anteriores. “Após um primeiro bimestre atípico de elevada atividade industrial, quando as vendas industriais cresceram 23,66% em comparação a 2007, os negócios começam a fluir em ritmo normal para este período do ano”, observa Maurílio Schmitt, coordenador do Departamento Econômico da Fiep. Segundo ele, as vendas industriais deflacionadas aumentaram de fevereiro para março em 4,27%. “O aumento registrado em março foi relativamente baixo, pois é neste mês que se deflagram, com maior intensidade, os negócios industriais”, comenta. Este movimento pode ser verificado pela quantidade de gêneros industriais que aumentaram as vendas (14 de um total de 18) e o nível de emprego (15 dos 18) em março contra fevereiro.

Por outro lado, a utilização da capacidade instalada está dois pontos percentuais acima da registrada no primeiro semestre de 2007, situando-se em 79%. De acordo com o economista, esta proporção só não é maior devido ao contínuo aumento da capacidade produtiva decorrente da incorporação de novas máquinas e equipamentos nas plantas fabris. “Este fato é confirmado pelo aumento das importações de bens de capital (56,49% de expansão em 2007 e mais 32,59% neste primeiro trimestre de 2008)”, explica Schmitt. Ele acrescenta que o gênero Máquinas e Equipamentos foi o que mais cresceu em 2007 no Paraná, com aumento de 25,67%, mantendo boa performance neste primeiro trimestre de 2008, com aumento de 43,75%.

“Este crescimento das vendas industriais deve continuar em 2008, porém em níveis decrescentes em relação a 2007”, acredita Schmitt. Ele lembra que até fevereiro as vendas industriais acumulavam alta de 23,66% acima de 2007. Já em março o percentual caiu para 17,03%, devendo seguir esta tendência neste primeiro semestre.

1 Comentário

  1. Estes números são muito suspeitos e devem sr olhados com desconfiança, pois a metodologia que a Fiep e o IBGE usam para medir produção, seja pelo faturamento (vendas) ou pela quantidade física, são critérios tão antigos como os índices da velha União Soviética. Nada dizem sobre a vitalidade da indústria, sobre a sua produtividade. A verdade é que esses números sem produtividade e lucratividade, que é o que importa no mundo mundo moderno, não servem rigorosamente para nada.

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