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Aumenta a tensão no campo

Na última semana ocorreu no Paraná, perto de Cascavel, a destruição de um acampamento do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST). Segundo o coordenador nacional do MLST, Joaquim Ribeiro, foi o quarto ataque pela mesma milícia.

O Procurador-geral do Ministério Público do Paraná, Olimpyo de Sá Sottomaior, “relaciona os conflitos no campo à omissão da União por não efetivar a reforma agrária”.

O ataque chamou atenção por usar um caminhão com carroceria blindada e pequenas janelas de onde, segundo testemunhas, pistoleiros atiravam. Na madrugada da quinta-feira 8, homens encapuzados destruíram a lavoura, a igreja e a escola, construídas na Fazenda Bom Sucesso, lar de 250 famílias do MLST. Chamada, a polícia efetuou dez prisões.


“Foi o quarto ataque da mesma milícia armada”, afirma Joaquim Ribeiro, coordenador nacional do MLST. O arcebispo dom Mauro Aparecido dos Santos, divulgou em seu site fotos do caminhão e uma carta condenando a violência.
Procurador-geral do Ministério Público do Paraná, Olympio Sotto Maior Neto relaciona os conflitos no campo à “omissão da União, que não efetiva a reforma agrária”. Critica especialmente o Incra, por não identificar as áreas passíveis de desapropriação. “Há uma situação de confronto, e o Paraná não tem como superar o problema sozinho”, diz.

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