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Na CPI, uma certeza, Alvaro vazou o dossiê

Na CPI mista dos Cartões Corporativos, hoje, André Fernandes, assessor de Alvaro Dias, depôs por quatro horas e foi chamado repetidas vezes de “mentiroso”, “mau caráter” e “traidor”. O senador saiu em defesa do assessor e disse que assumia toda a responsabilidade pelos seus atos.

O outro depoente foi José Aparecido, da Casa Civil, indiciado pela Polícia Federal por ter vazado despesas sigilosas do governo Fernando Henrique Cardoso. Ele se valeu de habeas-corpus para lhe garantir o direito de mentir ou se calar. No caso dele prevaleceu a tese de que ele estava ali como acusado e que, portanto, não precisaria produzir provas contra si.

José Aparecido disse, simplesmente, que não tinha memória sobre o envio do dossiê de despesas de FHC para o computador de André Fernandes.

De tudo ficou uma certeza em senadores e deputados governistas e da oposição. Foi Alvaro Dias quem vazou o dossiê.

4 Comentários

  1. Álvaro Dias vazou o dossiê; motivo pelo qual o Senador defendeu seu assessor.

    Porém, porque o Aparecido pediu habeas corpus? Quem realmente tem a culpa?

    Aliás o habeas corpus não permite nem acareação.

    Acho que há mais uma certeza: Há um dossiê e a turma do Aparecido morre de medo que ele fale…

    Quanto custa este silêncio?

  2. O vazamento do tal “dossiê” não constitui crime de quebra de sigilo bancário ? Não seria então caso de falta de decoro parlamentar do Sr. Alvaro ?

  3. O problema maior está na produção do dossiê! É aí que o bicho pega. Se o Aparecido enviou para o André, assessor parlamentar, tinha um objetivo. Qual era? Futricas, tão somente? Acredito que não. O mais provável era deixar claro que o “outro lado” tinha munição para uma guerra fria e longa…

    Mas, poderia hastear a bandeira da paz se tudo ficasse por baixo dos panos… E a “coisa” tomou proporção inimaginável e o coringa foi desmascarado.

    Enfim, o dossiê mostrou a sua cara. Ele existia! Em sendo crime vazar informações sigilosas, o vazamento primeiro saiu do computador de Aparecido Pires. O resto é o resto.

    Álvaro ou qualquer outro político que tenha desmascarado às intenções rasteiras dos adversários cumpriu com o seu dever de homem público. Chantagem também é crime.

  4. Peruca deve assumir a responsabilidade e confessar. Políticos de hoje são pusilânimes e frouxos. Carlos Lacerda em 1957 publicou um telegrama confidencial do Itamarati para desmascarar uma tramóia entre o BB e a Última Hora de Samuel Wainer. Foi acusado de crime de lesa pátria. Fez uma defesa memorável na Câmara e esta impediu que fosse processado. Peruca, por óbvio, não tem nem a coragem, nem a cultura e lucidez de Lacerda. Vai amarelar e negar tudo, com o rabo entre as pernas…

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