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A direitona range os dentes

Agito na oposição. A direitona range os dentes e cospe fogo. Saudosos do regime fardado lustram os coturnos. A coluna do Diogo Mainardi na revista Veja conta que Angela Maria Slongo, mulher de Olivério Medina, representante das Farc no Brasil, está contratada no Ministério da Pesca e acumula cargo no governo do Paraná.

Ora, pois, Angela Maria Slongo não é acusada de crimes, não está impedida de trabalhar, muito menos de ser mulher de Olivério Medina, preso a pedido do governo da Colômbia.

Não pode, é claro, acumular cargos públicos. De resto, não deve ser patrulhada pelas convicções suas e de seu marido. Ou voltamos à época dos crimes de opinião?

Pra ler o artigo de Diogo mainardi, clique no

O nome é Angela Maria Slongo

Diogo Mainardi
Revista Veja

“O Palácio do Planalto contratou a mulher de Olivério Medina, representante das Farc no Brasil. Enquanto uma fatia do estado brasileiro prendia um criminoso internacional, uma outra fatia o protegia, oferecendo à sua mulher um salário de apaniguada”

A mulher de Olivério Medina, o representante das Farc no Brasil, foi contratada pelo governo Lula. Agora só falta arranjar um emprego para a mulher de Fernandinho Beira-Mar, outro criminoso ligado às Farc.
Em 29 de dezembro de 2006, Angela Maria Slongo foi nomeada pelo ministro da Pesca, Altemir Gregolin, para o cargo de oficial de gabinete II, com um salário de DAS 102.2. Angela Maria Slongo é mulher de Francisco Antonio Cadena Collazos, também conhecido como Olivério Medina, ou Padre Medina, ou Camilo López, ou El Cura Camilo. Quando Angela Maria Slongo foi nomeada pelo Palácio do Planalto – sim, o Ministério da Pesca é ligado diretamente ao gabinete do presidente da República –, Olivério Medina estava preso em Brasília, a pedido da Colômbia, seu país de origem, onde era acusado de atos terroristas e assassinatos.
Pausa. Respire fundo. É melhor repetir o que acabei de dizer. Pode ser que alguém tenha passado batido. É o seguinte: enquanto uma fatia do estado brasileiro cumpria a lei, prendendo um criminoso internacional, uma outra fatia – mais especificamente, Lula e seus ministros – o protegia, oferecendo à sua mulher um salário de apaniguada, a fim de que ela pudesse permanecer perto dele, numa chácara em Brasília, à espera do julgamento do STF, que iria decidir sobre sua extradição. Ele só saiu da prisão domiciliar no fim de março de 2007. Angela Maria Slongo até hoje continua aparelhada no Ministério da Pesca, recebendo seu salário de apaniguada, que acumula com o salário pago pelo governo do Paraná. VEJA pediu esclarecimentos sobre a escolha de seu nome para o cargo de confiança. O Ministério da Pesca informou que ela apenas mandou um currículo e foi selecionada por critérios profissionais. Simples? Simples.
Publicamente, Lula tenta se afastar da companhia das Farc. Às escondidas, seu governo dá cada vez mais sinais de irmandade com o grupo terrorista, como nesse caso da mulher de Olivério Medina. Nos computadores de Raúl Reyes, o terrorista morto pelos soldados colombianos, foi encontrada uma mensagem de Olivério Medina em que ele dizia poder contar com o apoio da “cúpula do governo” brasileiro, em particular com o ministro Celso Amorim. O papel de Olivério Medina no Brasil, de acordo com o jornal colombiano El Tiempo, era “trocar cocaína por armas e fazer o recrutamento de simpatizantes”. O recrutamento de simpatizantes podia ser feito até mesmo no Ministério da Pesca. Já a troca de cocaína por armas passava por outros canais. Numa de suas mensagens sobre o tema, Olivério Medina referiu-se a um certo “Acácio”, identificado como o Negro Acácio, sócio de Fernandinho Beira-Mar no narcotráfico.
Um relatório oficial da Abin acusou Olivério Medina de ter oferecido dinheiro das Farc à campanha eleitoral de candidatos petistas. Quando VEJA fez uma reportagem sobre o assunto, um monte de gente chiou. Para os agentes da Abin, os membros do PT que receberiam o dinheiro eram aqueles das correntes mais esquerdistas do partido, como a do ministro da Pesca, que contratou a mulher de Olivério Medina. Sempre que alguém morre no Brasil por um crime relacionado ao tráfico de drogas, pode-se dizer que há um dedo das Farc. O grupo terrorista está perdendo terreno na floresta colombiana. Mas chegou ao poder nos morros brasileiros e na Esplanada dos Ministérios.

8 Comentários

  1. Fabio, você foi correto em publicar o artigo do jornalista Mainardes. Pelo teor não acho que a linha de abordagem do assunto descamba para a patrulha de opinião. As FARC, de acordo com o que tenho lido, não é simplesmente um movimento político clandestino, faz parte do tráfego internacional de drogas, com ramificações no Brasil, cuja atividade causam, não o bem da população, mas a sua submissão ao pesadelo das drogas, principalmente os jovens brasileiros. Ora, justamente o dinheiro do povo brasileiro vai custear um cargo público a uma pessoa ligada a um procurado pela Justiça justamente por sua ligação com as FARC ? E mais, em acúmulo com salário recebido do governo do Paraná ? Ao meu ver, não se trata de patrulha de opinião, mas de um ato de desvio de poder manifesto. Já não basta os nepotes, os mensaleiros, os sanguessugas, os aloprados, os desmemoriados, agora temos a consorte de um criminoso, com duplo salário. Permita-me discordar.

  2. Uma pessoa que tem ligaçoes tão íntimas com um movimento terrorista que alimenta o tráfico internacional de drogas não poderia ocupar um cargo público. Pelo menos não um cargo público por nomeação, um cargo de confiança. Poderia submeter-se a concurso de provas e títulos, o que seria diferente. Mas, ocupar um cargo de confiança é absurdo. De toda sorte, ninguém sabe quais suas verdadeiras ligações com os bandidos das Farc, o que o que precisaria ser melhor esclarecido. Por ora tudo é adivinhação, “chute”. Nada se sabe das verdadeiras ramificações deste grupo terrorista no Brasil. Tudo que ser investigado com profundidade. O que é inadmissível é esta desconhecida senhora ocupar DOIS cargos públicos. No mínimo é muito estranho…

  3. Por acaso ela fez algum concurso público para preencher o cargo?

    Qual é a função dela? Ela cumpre horário?Qual o salário?

    Qual a nacionalidade dela?

  4. Qual a qualificação profissional além de ser casad com uma pessoa da FARC?
    O que ela entende de pesca para beneficiar o povo brasileiro que paga os impostos que por sua vez paga o salário dela?
    Por que não empregam ela na empresa do maior empresário brasileiro o “Lulinha de R$ 50 milhões”? ela não é competente? Ah! entendi …

  5. Isso é a emergência do reacionarismo. Um das construções teóricas dos iluministas do século XVIII era a de que as penas deveriam se restringir à pessoa do condenado. Era uma contraposição às penas medievais de jogar sal nas terras dos condenados para que o solo se tornasse improdutivo, e de prender e matar todos os seus familiares, ascendentes e descendentes.Desde a Revolução Francesa entende-se que só o criminosos deve pagar pelos seus crimes, e mais ninguém.
    A Angela Maria Slongo não tem nada a ver com os atos do marido. Pode-se questionar a acumulação de cargos públicos, ou se ela cumpre os requisitos legais para ocupar o cargo no ministério, mas ela não pode ser penalizada por atos cometidos por outra pessoa.
    Era o que faltava. Agora, além de quererem implantar a pena de morte e reduzir a maioridade penal, querem extender as punições aos parentes e companheiros. Só falta quererem implantar a pena de trabalho forçado nas galés.

  6. ANTONIO DO CARMO Responder

    Angela Slongo é professora. Seu salário é de R$1.900,00. Foi contratada para trabalhar no Projeto Pescando com Letras. É um projeto de aslfabetização de pescadores de comunidades pobres.
    Não acumula cargo nenhum. Foi cedida pela Secretaria de Educação do Parná, sem ônus para o Governo do Paraná.

    O MAINARDI, A REVISTA VEJA TÊM ESTES DADOS: não os publicou e não os publica por má-fé !

  7. Antonio Francisco Responder

    Angela Slongo é BRASILEIRA, professora, com vários cursos de especialização em alfabetização de adultos.
    Seu salário é de R$1.900,00. Foi contratada para trabalhar no Projeto Pescando com Letras. É um projeto de aslfabetização de pescadores de comunidades pobres.
    Não acumula cargo nenhum. Foi cedida SEM ÔNUS pela Secretaria de Educação do Parná, sem ônus para o Governo do Paraná.

    O MAINARDI, A REVISTA VEJA TÊM ESTES DADOS: não os publicou e não os publica porque não quer, por má-fé !

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