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Um brasiguaio intranqüilo

Primeiro brasileiro eleito prefeito de uma cidade no Paraguai, em 1996, Romildo Maia (foto) divide a sua história entre a dificuldade financeira quando morava em Serra dos Dourados, no Paraná, e o império que criou em San Alberto.

Hoje é chamado pelos eleitores de “dono da cidade”. Dono de cinco mil hectares de terras, 5% da área do município, é dono de um dos maiores silos para armazenar grãos da região, da única rádio, do único posto de gasolina, do único clube e pilota um jipe Mercedes Benz e uma caminhonete Toyota.

Maia tem desafetos. Agora sofre com a mudança na política. A vitória de Fernando Lugo acirrou os ânimos contra os brasiguaios e tirou a tranqüilidade de todos. mas Romildo Maia não perdeu a coragem e a esperança:

– Daqui a cinco anos o Partido Colorado estará de volta, e ninguém vai nos segurar.

Para ler matéria de Ana Luisa Zenker, da agência Brasil, clique no


Brasileiros representam 90% da população de estado paraguaio próximo à fronteira

Ana Luisa Zenker

San Alberto (Paraguai) – Atualmente, cerca de 90% dos 15 mil habitantes de San Alberto são brasileiros. Nos dois lados da estrada que leva a esse departamento do alto Paraná, há plantações de soja e milho. Na cidade, as placas são escritas em português, idioma que ouve em qualquer esquina ou estabelecimento da cidade em que o prefeito, Romildo Maia, nasceu no Brasil.

Romildo e o irmão Renilson Maia chegaram a San Alberto em 1970 com os pais e oito irmãos, em busca de terra fértil e barata. “Foi muito difícil porque na época não tinha estrutura nenhuma”, conta Renilson, o mais velho. A estrada só foi asfaltada depois do início da construção da Usina Hidrelétrica Binacional de Itaipu, na década de 1970, e a cidade foi fundada em 1993.

Hoje, além das terras e da empresa que tem com o irmão, Romildo Maia está no segundo mandato na prefeitura do município. “Posso dizer que mudou da água para o vinho. Praticamente viemos sem nada. A gente tinha dez hectares de terra. Hoje a gente está bem financeiramente e, graças a esse país com essa terra produtiva e aos anos bons de colheita, a gente está trabalhando, progredindo”, diz Romildo.

Renilson Maia diz que os brasileiros geralmente não querem participar da vida política no Paraguai. “O brasileiro que está aqui não se interessa pela política. Ele prefere ficar de fora e isso muitas vezes é ruim para os próprios brasileiros mesmo”, diz.

Um dos principais atrativos para os brasileiros, desde que o presidente Alfredo Stroessner começou a incentivar a imigração para colonizar o Paraguai, nas décadas de 1960 e 1970, tem sido o preço pago pela terra, mais baixo do que no Brasil. Segundo cálculos do agricultor Adelar Birk, que trabalha na cidade vizinha de Mbaracayú, com base nos valores da soja produzida, um hectare no Paraguai custa cerca de R$ 10 mil, enquanto no Brasil se pode pagar em torno de R$ 25 mil.

Birk acredita, no entanto, que agora já não existe muito espaço para novos colonos no país. “O brasileiro veio para colonizar o Paraguai e abrir novas fronteiras e hoje eu acredito que não tenha muita oportunidade mais. A oportunidade hoje é para quem está aqui, progredindo na agricultura”.

Opinião semelhante tem o engenheiro agrônomo brasileiro Edson da Silva. Formado no Brasil e morador de Foz do Iguaçu, na fronteira com Cidade do Leste, ele diz que hoje os brasileiros não vão mais colonizar o Paraguai, mas explorar o mercado de trabalho.

Ele conta que esse mercado tem se mostrado promissor para quem tem curso superior, já que falta mão-de-obra paraguaia especializada para trabalhar no país, principalmente nas grande propriedades produtoras de soja, milho e trigo, principais produtos de Alto Paraná, Itapua e Canindeyú, as áreas com a maior concentração de brasileiros.

Há seis anos Edson cruza a fronteira para trabalhar num mercado que pode chegar a pagar US$ 40 mil por ano. “Para o profissional agrônomo o Paraguai é um mercado muito vantajoso, porque o pessoal do Brasil que se forma tem uma disposição, tem uma vontade de trabalhar muito maior”, diz ele, que tem carteira de imigrante, carteira de motorista e carro com placa do Paraguai.

14 Comentários

  1. DANIEL F. DE SOUSA Responder

    SOU ADMIRADOR DE TODOS OS BRASILEILOR QUE MORAM AI NO PRAGUAY MAIS ESPECIALMENTE EM SAN ALBERTO ON DE TAMBEM MOREI PO 14 ANOS (1973A 1987) ONDE PUDE CONTEMPLAR MUITAS DAS DIICULDADES EXISTENTES DA EPOCA HOJE MESMO ESTANDO NO BRASIL QUNDO VOU AI PASSEAR ME SINTO EM CASA POI MUITO AMIGOS TENHO NESTA REGIÃO BEM COMO PARAENTES Q ESTAO DES OS ANOS 70 EAINDA ESTÃO SATISFEITO NUM PAIS ESTRANGEIRO EM QUE UMA REGIÃO COMO ESTA SÃO A MAIORIA BRASILEIROS E ATE MESMO MUNICIPIOS SECOMO ESTE SENDO DOMINADOS PELOS BRASILEIROS AI EXISTENTES.

    DANIEL FERREIRA DE SOUSA

    OURO PRETO DO OESTE RONDONIA

  2. Morei em San Alberto 1992 a 1999. Romildo Maia foi prefeito nesta epoca, na minha opiniao o melhor. Parabens por seu segundo mandato Romildo abraco aos meus amigos de San Alberto [gleba 6].

  3. por favor quero entrar em contato com Rafael maia, para saber noticias da jessica. por favor entregue esse recado a ele. quem pede e luizinho da antiga [vidrieria luiz] o pai dela e o Sidnei e a mae e a Lenir . grato por sua atencao Luiz e Silvia

  4. em primeiro lugar, romildo é um falido, tem um silo falido, e roubou muito nessa prefeitura, ele ja perdeu suas terras(a maioria), dono de 5%????? hahha, pode ter sido algum dia, o silo dele deve para muito agricultor, agora el perdeu a eleiçap GRAÇAS A DEUS, por que estava se sustentando pela politica. Tem muito brasileiro trabalhador e honesto na regiao que merece ser mencionado en vez dele. sou brasileiro, sou de são alberto, e nao falo isso pq sou contra o partido dele mas sim pq ele é isso o que disse mesmo.

  5. morei em san alberto muitos anos sinto saudades dos amigos que deixei la. sempre que posso volto para rever todos, lugar abençoado so as autoridades policiais sào muito coruptas no mais maravilhas

  6. Eu morei em sa alberto en 98 2000 e ja tinha obras de romildo.
    mercado etc e vou conta qe lugar maravilhoso la tive varios amigos qe jamais irei esqecer e tambem gfostava muito d ir ao mercado maia la eramos recepcioados muito be co diheiro ou sem ele , e isso mesmo romildo va e frente barreiras e feita p passar e vcsabe vecer depois da luta ve as vitorias sou sua fa mada un abraco p chacau se ele mora ai ainda e peco a deus qe um dia qero voltar ai revelos

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