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Alpendre não foi o único a sair porque denunciou irregularidade

Francisco Alpendre foi demitido da Direção Jurídica da Paraná Previdência depois de se contrapor à aplicações de dinheiro da instituição em bancos privados de segunda linha. Não é o primeiro a deixar o governo de Requião depois de denunciar irregularidades ou corrupção. Vale lembrar alguns casos, entre muitos:

Elma Romanó – Diretora do IAP em Ponta Grossa. Foi presa acusada de participar de um esquema de autorizações irregulares para o corte de Araucária na região de Ponta Grossa.

Na verdade Elma Romano é quem teria feito as denúncias ao Ministério Público sobre os cortes ilegais em junho de 2007. Dálio Zippin Filho, advogado de Elma, declarou que o governo Requião seria especializado em “degolar funcionários que apontam os podres da administração estadual”.

Sandra Turra – Diretora Administrativo-Financeira da Ceasa. Após denúncias que envolviam irregularidades na Ceasa, Sandra Turra foi designada para a função de Diretora para colocar a “casa em ordem”. Não teve o respaldo que pretendia e acabou pedindo demissão por não ter a autoridade necessária para solucionar as graves irregularidades na Ceasa.

Luiz Henrique Bona Turra – Procurador do Estado. Foi demitido pelo governador Requião, seis meses após denunciar o suposto superfaturamento nas compras do programa Leite das Crianças e outras irregularidades, como problemas em contratos da Copel, e a falta de licitações para a concessão de linhas de transporte rodoviário.

Jozélia Nogueira – Procuradora Geral do Estado. Não concordou com o posicionamento do governador em relação a decisão do juiz Edgard Lippman que proibiu o uso da TV Educativa para os ataques de Requião. Depois de mostrar a sua posição foi demitida e humilhada pelo governador.

Após a saída do governo, Jozélia, declarou que em muitos casos judiciais do governo o tramite não caminha porque o governador cria obstáculos. Em relação ao pedágio, Jozélia declarou que o governador não demonstra real interesse na negociação para baixar as tarifas.

Leopoldo Campos Diretor do Porto de Paranaguá. Depois que denunciou os problemas no Porto, principalmente em relação ao Terminal de Álcool, foi exonerado.

Ruy Alberto Zibetti – Porto de Paranaguá – Diretor de Desenvolvimento Empresarial da APPA. Foi afastado após enviar ofício comunicando o desaparecimento de 4,5 mil toneladas de farelo de soja do silo público.

Orley de Souza Miranda – Porto de Paranaguá. Foi transferido de setor após denunciar o desaparecimento de 4,5 mil toneladas de farelo de soja do silo público.

8 Comentários

  1. POR ISTO, SERIA DE BOM ALVITRE UM AVISO A TODOS OS FUNCIONARIOS PUBLICOS DO PARANA – NESTE GOVERNO QUEM DENUNCIA CORRE O RISCO DE PERDER O EMPREGO
    A QUE PONTO CHEGOU O PARANÀ E O CINISMO DE SEUS GOVERNANTES – E OLHA QUE SÃO ADVINDOS DA GERAÇÃO 1968 – QUE PREGOU SEMPRE A MORALIDADE PUBLICA, A DEMOCRACIA E O ESTADO DE DIREITO….

  2. Colégio Estadual Responder

    Não podem também ser esquecidos os professores do Colégio Estadual do Paraná, processados por denunciar os desmandos da diretora Geral, professora Maria Madselva Ferreira Feiges, avalizada (ou seria orientada?) pelo Sr. Secretário de Estado de Educação e seu irmão GovernaDOR.

  3. Ora, ora… porque tanta indignação… nesse governo de caipiras e do atraso jeca, manda quem pode, obedece quem tem juízo… e aceita emprego aí só quem precisa…

  4. O que nos leva a perguntar: aonde estão as ditas autoridades de controle público (Tribunal de Contas, Parlamentares isentos e Ministério Público), cheias de prerrogativas para atuar em defesa do interesse público e do erário público, os mais régios salários pagos pelo povo do Paraná e calhamaços de leis e normas, que até o momento nenhuma satisfação deram à sociedade de que se dignaram abrir procedimento para apuração cabal das irregularidades que motivaram a saída dos servidores mencionados ?
    Não sabemos mais se á mais lamentável a ocorrência impune destas irregularidades (a par de outras tantas denunciadas pela mídia) ou a anomia e inoperância das ditas autoridades.
    É preciso repensar urgentemente a atuação destes representantes do povo que parecem muito mais preocupados em usufrir de seus privilégios do que dar satisfação de seus cargos à sociedade que lhes paga regiamente.
    É gravíssima esta situação.

  5. Gostaria de saber se ás denúncias acima mencionadas pelos seus respctivos patrocinadores são de conhecimento do Ministério Público ou não.

  6. Beto:

    Se não sabiam (demos esta vantagem ao Parquet) hoje sabem até porque o jornal Gazeta do Povo igualmente as elenca, na coluna do jornalista Celso Nascimento.
    Agora comecemos a contar os minutos, os dias e talvez os anos em que venha através do Parquet (ou de parlamentares isentos e do Tribunal de Contas) alguma conclusão a respeito das mesmas denúncias.
    São os representantes do cidadão e guardiões do erário público, pregam o “aggiornamento” de estarem mais parto do povo, mas, de regra, não dão satisfação à sociedade que os paga.

  7. …….mas os picaretas continuam, e o caso do Rafael Greca que terminou o serviço do Romanelli afundando, enterrando, e falindo a Cohapar, pois vejam só, até um deputado denunciou as irregularidades na Cohapar em plenário da Assembléia Legislativa, e nada acontece para sanar, moralizar e salvar a Cia, e os picaretas continuam lá.
    Agora proibiram o site do Campana na rede da Internet na Cohapar, o provedor nega o acesso ao site.
    As verdades e as denúncias incomodam muito o governo Requião, o que será que eles tanto querem esconder ?

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