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Veneri cobra explicações sobre ParanaPrevidência

Nem a base de apoio engole as explicações do governo sobre o escândalo da Paraná Previdência. O deputado Tadeu Veneri, do PT, disse hoje que os servidores públicos estaduais merecem uma explicação detalhada sobre a situação contábil do fundo de aposentadorias e pensões.

Denúncia feita por ex-dirigente do fundo aponta déficit de R$ 3,4 bilhões nas contas da Paraná Previdência. R$ 1,8 bilhão seria o valor que o governo teria deixado de recolher ao fundo e que corresponde à sua contrapartida no financiamento das aposentadorias e demais benefícios pagos pela instituição.

O Estado deposita na conta da ParanaPrevidência por mês a contribuição previdenciária exigida pela Lei 12.398/98 e pelo Plano de Custeio do fundo previdenciário. O Governo envia à ParanaPrevidência uma parcela do total das contribuições descontadas do salário de cada funcionário público e da contrapartida do próprio Estado.

Veneri disse que esta não deve ser uma discussão orientada pelas divergências entre governo e oposição. “Este é um tema de interesse dos servidores públicos estaduais, independente das posições do governo ou de seus adversários. Qualquer desequilíbrio que possa estar havendo no fundo prejudicará ao servidor público, que correria o risco de não receber um benefício para o qual contribuiu durante toda a sua vida funcional. Então, as explicações devem ser dadas aos servidores”, afirmou o deputado.

8 Comentários

  1. O argumento do deputado Veneri é correto.
    Os funcionários públicos são os permanentes, dão a sua vida ao serviço, fazem carreira, merecem seu fundo e respeito por parte de todos.
    Ora, os temporários – governantes, nepotes e comissionados – são aqueles que, munidos do poder, escracham o serviço público fazendo o que bem entendem e muitas vezes o que sequer entendem, agindo temerariamente nos assuntos de interesse público, depois, terminada a gestão, passam a outras plagas, agarrados nos estribos de seus patrões cavaleiros, deixando as mazelas, os deficits, os passivos e inclusive o fundo dos funcionários à beira do abismo.
    É preciso responsabilizá-los antes que se escafedam. Ou não ?

  2. É preciso responsabilizá-los com certeza!

    É preciso não nos omitirmos!…
    Que ironia! Falar em omissão, em um blog onde muitos não podem sequer falar se identificar pois podem sofrer retaliações!

    Que democracia é essa?
    Onde, quem foi eleito pelo povo tem o direito de retirar os direitos de quem o elegeu. É preciso rever a imunidade parlamentar, já que fazer funcionar a constituição é mais difícil!!! Ora, pois!!!!!!

  3. cidadão de olho ... Responder

    todo apoio a essa cobrança do Deputado Estadual Tadeu Veneri, afinal parlamentar está lá pra isso, ou seja, fiscalizar os atos do Poder Executvo.

    … e que a direção da Paraprevidência esclareça o episódio (inclusive com auditoria específica, se for o caso) da aplicação de R$ 390 milhões em bancos públicos e privados e R$ 50 milhões no BS Pactual ..ato realizado pelo Sr. Mario Lobo Filho, a priori sem autorização de seus pares !

    Transparência é o mínimo que se espera de nossos governantes e mais ainda dos gestores do fundo previdenciário dos servidores públicos do Paraná …

    Ainda resta a pergunta: afinal por que demitiram o Dr. Alpendre ?

  4. José Carlos Trindade Responder

    Demitiram porque ele sabe muito, de tudo e de todos. E porque também não tem medo de falar o que sabe. Agora, uma pergunta: a oposição já se preocupou com a segurança do rapaz? Ele vai até o fim com todo o material que tem? Enfim vamos ver alguma coisa diferente nesse Paraná, repleto de gente sem coragem, sem cérebro, eterno puxa-saco porque precisa de cargo?

  5. FALTA ALGO NA ESTRUTURA DO PAÍS.
    Existe uma sensação de impotência e desamparo que ocorre, quando se agride os direitos, quando em algumas situações se causa lesão uma pessoa ou à sociedade como um todo. Parece que há, por omissão ou falta de instrumentos de justiça, uma capa de proteção ao crime que se comete contra o bem estar do povo. Onde está o dinheiro das polonetas, o dinheiro desviado do FGTS, da CPMF, falta de correção da tabela do imposto de renda? Tudo parte do bordado da capa de proteção, que parece inviolável para cobrar a água, a luz e o telefone não usados.
    Todo o abuso servindo de retaguarda para a tranqüila manipulação dos bens mais sagrados do povo, como a saúde e o salário dos aposentados. Falta algo nas estruturas de proteção aos interesses fundamentais: ou condição legal ou, como em outros países, uma revolução popular para o expurgo de alguns irresponsáveis. Falta algo!

  6. O problema na política é o comprometimento, os apadrinhamentos, a esperteza de uns para o bem de poucos, os interesses rasteiros de políticos que se vendem por um tempo – enquanto tudo está numa boa – e que, depois, quando o vento sopra contrário, se arvoram em defesa do cidadão, do povo, do contribuinte e por aí vai…

    Parlamentar deve ter o rabo-preso exclusivamente com o seu eleitor. Prestar conta durante todo o seu mandato para conquistar confiança e continuar no cargo. Mas, os políticos globalizaram os interesses e deixam o eleitorado à míngua, até às vésperas da próxima eleição. Aí sai distribuindo porrada, fala grosso e se acham a última bolachinha do pacote…

    Ou muda a política ou se terá que mudar os políticos. O povo está melhorando na avaliação desses e daqueles de rabo felpudo.

  7. Clovis Pena:

    Estou contigo. Falta algo embora tenhamos muito. Por exemplo: as ditas autoridades de controle público (Tribunal de Contas, Parlamentares isentos, Ministério Público), cheias de prerrogativas para atuar em defesa do interesse e do patrimônio públicos, os mais régios salários pagos pelo dinheiro suado do povo e calhamaços de leis e normas, tem tudo o que é necessário. E que resultados apresentam à sociedade ? Não se sabe. Se usassem, com rigor, somente uma lei, a lei de improbidade administrativa (lei federal 8429/92), acabaria a impunidade aos ímprobos da administração pública e adjacências. Mas, realmente, falta algo – creio que é a consciência de que suas funções e seus cargos não são delas, mas do povo, da sociedade, que espera autenticidade de seus ocupantes. O resto é conversa fiada. O povo precisa fazer a contabilidade correta, do custo e benefício deste sistema. Está na hora. Ou não ?

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