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Flávio Arns encara a exploração nas lavouras de fumo do Paraná

Durante o debate promovido para esclarecer denúncias sobre a exploração de crianças e jovens nas lavouras de fumo no Estado do Paraná foram apontados outros problemas como a intoxicação, a lesão por esforço repetitivo (LER), as más condições de trabalho, além dos problemas ambientais.

O Senador Flávio Arns, autor do requerimento para a realização da audiência pública, acrescentou que estudos acadêmicos demonstram que as pessoas, incluindo crianças e jovens, apresentam níveis de nicotina no organismo superiores aos dos próprios fumantes. Para saber mais, clique no


“Os problemas e os gastos com a saúde pública recorrentes do fumo são enormes. Não podemos concordar que crianças e mulheres grávidas convivam com essa situação. É fundamental o debate sobre as relações entre a indústria do fumo e os pequenos produtores e os incentivos estabelecidos na Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco para a implantação de novas culturas”, afirmou Arns.

Arns sugeriu também a criação de grupo de trabalho para dar encaminhamento aos problemas apontados no debate. “Precisamos de respostas claras e objetivas sobre o que vem sendo feito pelos Ministérios em termos de ações de apoio à mudança de cultivo para os produtores de fumo. Certamente, será necessária a realização de nova audiência para tratar destes encaminhamentos”, acrescentou o senador.

Para o Senador, ao assinar a Convenção-Quadro de Controle do Tabaco em 2005, o Governo Federal assumiu o compromisso de apoiar o produtor além de incentivar a produção de culturas alternativas. “O compromisso assumido pelo Governo Federal não está sendo definido. É preciso mais investimento em programas, cursos de qualificação profissional, linhas de crédito para agricultura e desenvolvimento agrário. Precisamos trabalhar à favor destas pessoas”, conclui Arns.

Estima-se que só no Estado do Paraná cerca de 70 mil crianças e adolescente trabalhem em alguma fase do processo de produção de fumo. Nos três estados do Sul do País, eles somariam 380 mil.

2 Comentários

  1. Esse quadro deixa claro a irresponsabilidade dos governos estadual e federal, em particular no Paraná, no governo estadual.O que mais se discute na política paranaense são picuinhas entre o governo estadual e a imprensa, a oposição, e o que realmente precisa ser solucionado fica para depois, como é esse caso da exploração do trabalho infantil, que se arrasta por todo o país a muitos anos. Nessa hora no Paraná falta o populismo do presidente Lula, que o governador não tem,e os olhos voltados para um governo social, e não eleitoreiro.

  2. Marilsa Oliveira Responder

    Parabens a procuradora do MPT Margareth Mattos que levantou o problema que resultou na longa matéria do Fantastico. O que fez o senador acordar depois de 5 anos de mandato. Antes tarde do que nunca.

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