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O Plano de Safras e 2009

Do Luis Nassif
O Plano de Safras não conseguirá resolver um problema fundamental: a estrutura de preços e custos no próximo ano. Os preços dependem de câmbio e do mercado internacional.

Hoje em dia, existe o seguinte quadro:

1. Em setembro começa o plantio. Os custos tomam como base o nível de preços atual, com as commodities bombando e o câmbio desfavorável.

2. No ano que vem, há dois movimentos imprevisíveis: do câmbio e das cotações internacionais. Se a queda das commodities for superior à desvalorização do câmbio, haverá um desajuste na rentabilidade da agricultura. Se ocorrer a desvalorização das commodities e o câmbio se mantiver apreciado, haverá quebradeira.

O grande problema dessa visão financista da economia é supor que a economia real se comporta como uma mesa de operações. Na mesa, mudou o câmbio, muda-se a posição. No mundo real, não. Na agricultura, não, porque há um ciclo anual em que se incorrem em custos na partida e se busca o retorno na saída. Mudanças de cenário impactam diretamente o resultado.

1 Comentário

  1. Cidadão de olho Responder

    onde o Sr. Nassif está vendo possibilidades para a desvalorização das commodities ?

    Por mais que no mundo haja retração das economias centrais e periféricas (reação dominó da crise imobiliária americana), o atual estoque de alimentos (baixo) e o consumo crescente, impossilitarão a desvalorização das commodities !

    O que é mais certo acontecer, isto sim, é a frutração das safras pelo mundo afora, decorrência de mais do que prováveis, alterações climáticos (aquecimento global).

    Assim, é mais um fator para a valorização das commodities e não de desvalorização !

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