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Prepare-se. As previsões não são boas

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson (foto), afirmou ontem que a perspectiva econômica de médio prazo permanece difícil e que a ameaça de inflação global é grave. Paulson encerrou viagem de quatro dias pela Europa em um encontro com o ministro das Finanças britânico Alistair Darling.

Dias antes da reunião de cúpula do G8 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo – Estados Unidos, Alemanha, Japão, Reino Unido, França, Itália e Canadá – mais a Rússia) no Japão, Paulson disse que os altos preços do petróleo representam um “forte vento contrário” para a economia americana e vão provavelmente prolongar sua desaceleração.

Paulson disse que a economia americana enfrenta um período “difícil”, com a crise de crédito e as agonias do mercado imobiliário. O secretário americano pediu em Londres a expansão dos poderes regulatórios para garantir que o fracasso de uma instituição financeira fora do setor bancário não ameace o sistema financeiro inteiro. A economia americana cresceu 1% no primeiro trimestre do ano e os economistas dizem que há risco de recessão. Os problemas econômicos se alastraram para fora dos EUA, com o Reino Unido e os países da zona do euro também mostrando sinais cada vez maiores de pressão.

5 Comentários

  1. Guerra total? Reply

    É o custo que o mundo paga para manter a máquina de guerra imperialista norte americana, pois ao desviarem os recursos da área social para a guerra, aumentarem as taxas de juros e os impostos os “falcões” desaqueceram a economia do maior mercado do mundo, os EUA.

    A quarta frota foi reativada, pois as novas descobertas de campos de petróleo em nossa costa e a onda nacionalista popular que varre a América Latina e que fatalmente atingirá o Brasil, inquieta os “donos do quintal” que não abrem mão de seu “destino manifesto” expresso na aplicação da “Doutrina Monroe” contemporizada!

    O Brasil possui fronteiras de 8.500.000 Km², uma população de mais de 180 milhões e uma infinidade de riquezas, recursos minerais, território, quase que totalmente agricultáveis, um mercado interno em expansão, o que são algumas das condições básicas para que um país se torne uma potência mundial. Somente cinco países no mundo preenchem esses requisitos e o Brasil é um deles, então somo o principal alvo da ameaça sugestiva de reconstruir a quarta frota..

    A crise do sistema é estrutural e a “bolha imobiliária” é apenas um dos sintomas de uma entropia degenerativa mais profunda por que passa os EUA, a terra que domina o mundo com o papel podre, sem lastro.

    Embora os “Chicago boys” mantenha a hegemonia no pensamento econômico norte americano na implementação da radicalização neoliberal globalizante o governo Bush já teve de tomar algumas medidas keynesianas para reduzir a grande insatisfação popular interna.

    O impacto futuro desta crise recessiva nas demais economias vai ser grande, pois os norte americanos são responsáveis por 70% do déficit comercial no mundo, ou seja, os consumidores americanos são os grandes compradores dos produtos exportados por todos os países.

    Por todo o mundo os países dependentes começam a romper com as amarras do papel imposto de serem apenas meros exportadores de matérias primas e aqui na América do Sul não é diferente.

    A hegemonia mundial está em jogo e, por trás dela, o desejo de construir uma sociedade global sob o comando dos grandes impérios financeiros.
    O Brasil é território importantíssimo a ser conquistado e subjugado nessa guerra, pois somos o elo mais forte a ser mantido nesta cadeia de dominação.

    Aprendendo com a história dos próprios EUA, quando Jefferson disse que seria impossível a guerra da Independência, pois a Inglaterra estava muito forte com a sua armada intervindo nos quatro cantos do planeta Thomas Paine retrucou, e disse que o momento da maior força era o da maior fraqueza, pois os efetivos bélicos do império estavam pulverizados e o povo inglês já não agüentava pagar o custo da máquina imperialista de guerra.
    O quadro acima não difere em muito da atual realidade norte americana, aonde a América Latina se rebela, a China se agiganta e a Europa unificada começa a fechar as suas portas na busca das soluções para os seus problemas na defesa de seus interesses internos.

    Um grande engodo é o fato midiático de que os combustíveis renováveis substituirão o petróleo, já que o uso que o atual sistema industrial calcado na química fina faz dele é muito maior que o fornecimento de energia.

    Sob o ponto de vista do consumo dos biocombústiveis caso o Brasil se torne um imenso canavial e uma enorme plantação de soja não daria para atender nem ao menos a demanda norte americana, mas estas campanhas midiáticas servem para criar a esperança de uma futura alternativa para a crise energética ambiental estrutural que se avizinha, pois o meio ambiente continuará sofrendo as agressões causadoras do desequilíbrio, pois a principal matriz primária para a indústria continuará sendo o petróleo, que com as novas descobertas deixa de ser escasso.
    Para nós, desarmados, o que deveria ser objeto de comemoração com as novas descobertas de reservas, começa a ser um risco real o aumento da intervenção do imperialismo.

    A poucos dias saiu uma matéria por toda a mídia sobre o aumento de propriedades rurais na mãos de estrangeiros e veio a grande surpresa, elas não estão localizadas na Região Norte, mas sim em SP, PR, e no Mato Grosso do Sul, bem em cima do que é o aqüífero Guarani, o que significa mais uma preocupação a ser encarada.

    A terceira guerra, de forma localizada pela posse das reservas minerais, já está em andamento a muito tempo, pois a hegemonia é sempre exercida pela força, mas o quadro tende a se agravar com a internacionalização dos conflitos tanto no Oriente Médio como aqui, pois o sistema não sobrevive sem as reservas minerais, água, ferro, etc., sendo as principai do ponto de vista estatégico as dos hidrocarbonetos, já que vivemos em um mundo de plástico acionado por está energia não renovável.

  2. Muito boa a análise (Guerra Total?) sobre momento importante e preocupante do mundo atual. Algumas coincidências históricas estão acontecendo e todo cuidado é pouco. É claro que os fatores energia, alimentos e bens primários são vetores importantes da equação. Entretanto não podemos ser alarmistas e pessimistas até porque, com a globalização, as informações circulam em tempo real e com uma velocidade tal fazendo com que os povos do mundo já não precisem aceitar decisões unilaterais que levem o mundo à um conflito maior. Teremos sim, conflitos localizados no sentido de se manter o domínio sobre determinadas reservas, bens e serviços. Em relação ao Brasil devemos ter uma política exterior forte, contundente e objetiva sem qualquer medo de impormos nossas condições fins defesa de nossos interesses. Devemos cada vez mais avançar no desenvolvimento de pesquisas em ciência e tecnologia principalmente no campo das informações. Ser pego de surpresa é o pior dos mundos. Acredito que essa questão inflacionária global é somente ajustes nas economias mais fortes que logo entrarão na calmaria de sempre. O processo é histórico, portanto, nada à temer.

  3. Chuck Norris Reply

    Os EUA já estão em recessão faz tempo, o Dow entrou em Bear Market, a GM está prestes a falir, já era, não há mais risco de nada, tudo de ruim foi concretizado.

  4. Alguns indicativos: Reply

    – Escassez de reservas de recursos naturais sob o controle das superpotências

    – Guerras rapineiras localizadas para a conquista dos territórios fornecedores de matérias primas

    – Formação de blocos políticos, econômicos e militares

    – Chauvinismo crescente nos países industrializados com o surgimento de grupos paramilitares de extrema direita e das políticas restritivas aos imigrantes

    – Aumento dos gastos das superpotências com equipamentos bélicos e formação de tropas

    – Crise estrutural econômica e política do sistema

    – Ressurgimento dos movimentos nacionais e populares nos países dependentes fornecedores de matérias primas que conquistam democraticamente os governos, o que demonstra um forte apoio popular e sentimento antiimperialista

  5. Remanejamento bélico Reply

    PARA ONDE VÃO SER REMANEJADAS ESTAS TROPAS NORTE AMERICANAS ESTACIONADAS NA EUROPA A PARTIR DA IMPLANTAÇÃO DO PLANO MARSHALL E DO DESENCADEAMENTO DA “GUERRA FRIA”?

    A retirada das tropas norte-americanas da Alemanha está para se concretizar. O presidente dos EUA, George Bush, pretende apresentar um plano de reestruturação das Forças Armadas estacionadas no exterior. Isso afetaria imediatamente a Alemanha.

    http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,1299362,00.html

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