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“A avaliação do Beto não resiste a um bom debate”, diz Gleisi

Foto: Joka Madruga

“Gleisi Hoffmann desafia favoritismo de Richa em Curitiba” é o título da extensa matéria do jornal Valor Econômico de hoje, assinada por Marli Lima. A capital paranaense nunca teve uma mulher no comando, nem tampouco um petista.

“É muito ousado para Curitiba?” pergunta o jornal. “Mas Curitiba é uma cidade ousada”, diz Gleisi, que confessa que começou a acalentar esse sonho após um comício do presidente Lula aqui em 2006, no qual os participantes começaram a gritar “prefeita” durante o seu discurso de Gleisi. Para ler a matéria do Valor, clique no

Gleisi Hoffmann desafia favoritismo de Richa em Curitiba

A advogada Gleisi Hoffmann, candidata do PT à Prefeitura de Curitiba (PR), sabe que entrou em desvantagem na campanha eleitoral. Seu principal adversário é o prefeito Beto Richa (PSDB), que tenta a reeleição como um dos políticos mais bem avaliados nas pesquisas feitas nas capitais do país. Mas uma amostra de sua força pode ser percebida na ligação que ela recebeu na quinta-feira, enquanto estava com a reportagem do Valor. Ao telefone, o marido: o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Ele estava em Brasília com o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), e queria enviar um recado de otimismo.

Bernardo contou a Wagner que Gleisi estava dando uma entrevista sobre como enfrentar um concorrente favoritíssimo. O governador falou para lembrar o caso dele, que entrou no pleito com 4% de intenções de voto, enquanto o adversário, Paulo Souto (PFL), tinha 72%. Um mês antes das eleições, a diferença entre os dois ainda era grande, mas o petista venceu a disputa no primeiro turno. Mais do que um incentivo de um companheiro de partido, o telefonema foi um lembrete de que Gleisi não surge na disputa como um azarão qualquer. É uma candidata que dialoga com personagens poderosos da República e que tem conselheiros influentes.

Antes de a experiência de Wagner ser lembrada, Gleisi havia falado de sua disputa ao Senado, em 2006, quando concorreu com o veterano Álvaro Dias (PSDB). Foi sua primeira experiência como candidata e, apesar de não ter virado o jogo, viu os 2% de intenções iniciais saltarem para 45% nas urnas. Foi esse resultado que levou o partido a apostar na mulher que já quis ser freira quando adolescente e depois entrou na militância política. Filiou-se primeiro ao PCdoB e depois ao PT, atuou como assessora parlamentar, ocupou secretaria estadual no governo de Zeca do PT (no Mato Grosso do Sul), foi secretária municipal em Londrina (PR) e chegou a ser diretora financeira de Itaipu, a primeira mulher a ocupar o cargo.

A capital paranaense nunca teve uma mulher no comando, nem tampouco um petista. “É muito ousado para Curitiba? Mas Curitiba é uma cidade ousada”, diz a candidata, que começou a acalentar esse sonho após um comício que o presidente fez no município em 2006, no qual os participantes começaram a gritar “prefeita” durante seu discurso. “Ele (Lula) brincou comigo. Disse: “acho que você vai ser prefeita, hein?”” Depois disso, Gleisi começou a estudar as cidades e, hoje, tem uma rotina de 15 horas de trabalho por dia, entre conversas às 4 horas da manhã com motoristas de ônibus e visitas a mulheres da periferia à tarde, onde ouve reclamações de falta de creches e aumento da violência. “Nos bairros, nossa juventude está matando e morrendo”, critica, ao defender o contraturno (um segundo período) escolar, para tirar menores da rua. “Não acho que vamos resolver esse problema com polícia.”

A candidata afirma que não está preocupada com a figura do atual prefeito e sua aprovação. “É uma avaliação que tenho dúvida se resiste a um bom debate sobre propostas”, diz, para, em seguida, acrescentar que a situação é diferente da vivida pelo presidente, que ao contrário do adversário local, enfrenta críticas da imprensa e da oposição. “O Lula está bem avaliado numa conjuntura real da política”. Na sala de trabalho, Gleisi tem na estante uma foto ao lado do presidente. Quando ele esteve na cidade, na semana passada, para o lançamento de plano agrícola, ela recebeu abraços e atenção e posou para novas fotos ao seu lado. Mas, embora admita que usará o nome dele nos próximos três meses, ainda não fala sobre como será a participação do presidente na campanha.

Sobre as mulheres, seu principal público, Gleisi admite que “um pequeno percentual” delas pode se deixar levar pela imagem de Beto Richa, um homem jovem, de 42 anos, mesma idade que ela. “Isso não é um concurso de beleza, é uma eleição para prefeito”, diz. A candidata diz não temer ataques à sua vida pessoal ou seu passado. “Várias pessoas me informaram que teve gente que foi ao Mato Grosso do Sul, foi a Londrina”, conta, ao ser questionada sobre o assunto. Ela também descarta agressões aos adversários. “Acho isso ruim, porque desfoca da política.” A petista não revela planos futuros.

Para ela, “política não é carreira”, por isso não deixa claro o interesse na disputa de 2010. Durante a conversa, a candidata reforçou diversas vezes que acredita na vitória. Caso isso aconteça, o marido, que se comprometeu a ajudar a cuidar das crianças nos fins de semana durante a campanha, irá participar da gestão como ministro do Planejamento. “Vou deixar ele enlouquecido”, brincou. “Vou infernizar, pra trazer recurso pra cidade”. Esse é outro ponto sobre o qual ela quer colocar luz, para mostrar a participação do governo federal nas obras de Curitiba. Obras são a principal marca de Richa, que é engenheiro civil.

Paulo Bernardo é o segundo marido de Gleisi – o primeiro foi um jornalista, com quem não teve filhos. Com Bernardo, teve João Augusto, de seis anos, e adotou Gabriela Sofia, 2. Indagada sobre o impacto da distância entre Brasília e Curitiba sobre as relações familiares, ela respondeu que a “questão pessoal, infelizmente”, não é o que está coordenando a vida do casal. “Temos sempre espaços sagrados, como o domingo, sábado à tarde”, contou. Nos próximos meses será diferente, porque ela fez um “pacto familiar dizendo que em julho, agosto e setembro mamãe estaria fora aos domingos também”.

Além de Richa, Gleisi enfrentará na campanha o candidato do PMDB, Carlos Augusto Moreira Júnior, que é ex-reitor da Universidade Federal do Paraná, e mais cinco adversários. Para financiar a campanha, vai “pedir dinheiro para quem tem”. “Não tenho preconceitos para pedir doação”, avisa.

15 Comentários

  1. Depois de tantos anos de vida partidária ela ainda consegue acreditar em manifestações partindo de uma claque paga?

    Como que uma “militante feminista” faz um discurso de “se precisar chamo o meu marido Oscar”?

    Viva o “baba”!!!!!!

  2. aurora silveira Responder

    A HORA DO HORROR – agora começa a tentativa de manipulação do eleitor de menor nivel intelectual e menos informado… Essa senhora que ficou famosa na ITAIPU por verdadeira incapacidade administrativa e que nada tem a ver com Curitiba, faz o papagaio de
    marqueteiros rasteiros…mas, acontece que
    estes estão muito bem, pois o PT É O ÚNICO PARTIDO SEM PROBLEMAS DE RECURSOS
    (retirados dos organismos públicos é claro)!!!

  3. Vocês só sabem falar mal da Gleisi..quanto medo!!!
    Porquê não apresentam propostas?Claro,por que não têm,e quando apresentam copiam as dela!!!
    Vão se danar…BANDO DE INCOPETENTES QUE SÓ SABEM GASTAR DINHEIRO PÚBLICO EM PROPAGANDA!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  4. Esses “caras pálidas”, puxa sacos, pau mandado do tucanato, CLAQUE PAGA, Chuck Norris, aurora silveira, são de dá dó….provavelmente são o retrato do eleitor “analfabetos políticos” não os do Bertold, mas aqueles manipulados e manobrados, pagos, pelos tucanos só para falarem besteira. Dá pra ver e sentir do outro lado da telinha do computador, o ódio que eles nutrem por quem tem competência e capacidade. A Gleisi não precisará manipular ninguém para ver a gestão maquiada, fruto dos marqueteiros do Beto que dizem que o tranporte é o melhor, porquenão usam ônibus, falam que a saúde vai bem, porque talvez não estejam na fila como muitas de nós esperando a cinco meses para fazer uma mamografia, falam da educação infantil que é referência, que o Prefeito criou 9 mil vagas, porque talvez não precisaram estar até a gora na fila de espera por uma vaga na creche. Aliás “caras” mal amados como estes provavelmente jamais terão filhos e outras coisas mais…….. O Debate vai começar e aí vamos ver quem tem conhecimento profundo sobre as questões que mais importam para as pessoas, além das simples realizações de obras……obras…….obras…..muito concreto……..muitos automóveis circulando……..quase nenhuma ação para deficientes……crianças nas ruas, em cruzamentos fazendo malabares com pedras de “peti pavê”, moradores de rua..muitos… que provavelmente só envergonham esses tucanos metidos a besta……Vamos ver o que vai acontecer….eu não apostaria que o jogo está dado. A não ser que esses três idiotas junto com o Beto tenham combinado com os quase 1milhão e 200 mil eleitores que este eleição será de um turno. EU DUVIDO………

  5. Essa Gleisi foi muito mal no debate. No Beto não voto. Mas vou ter que arrumar outro para votar. Fiquei muito decepcionado com a Gleisi.

  6. Este comício do Lula não foi aquele em que o Oneas, o mesmo que foi processado junto com Ricardo Chab por tentativa de chantagem, organizou em Colombo junto com um tal de Zeno que é assessor do Bernardão?

  7. Caraca, a Beatriz matou a cobra e mostrou o pau. Engulam esta tucanada, futuras viúvas do Beto.

  8. Vigilante do Portão Responder

    Propostas, quais propostas da Gleise? É só coisa de marqueteiro, igual ao PAC do LULA, escolhe as cidades, vem, faz uma baita propaganda, dizendo que vai ter tantos milhões para tal coisa e outros tantos milhoes para outra coisa. Depois a Folha de São Paulo desnuda a farsa, do dinheiro prometido, não saiu nem 10% e foram aplicados só 5.
    Essa turma tem amnia de confundir propositadamente as coisas. Vejam, semana passada, mandaram a imprensa aliada ($$$) divulgar que vão ser “INVESTIDOS” 80 bilhões na agricultura. Esqueceram de contar para a patuléia que não é investimento, trata-se de EMPRÉSTIMOS do BB.
    E o produtor que não pague, vai ficar sem o trator e até sem a terra.

  9. A Gleise trará para Curitiba toda sua experiência do Mato Grosso do Sul, da gestão do Zeca do PT, e também de Londrina do Nedson. É o que Curitiba precisa!

  10. Tá difícil de emplacar a nossa panqueique. (assim que nós militantes chamamos Gleise). Bem acredito nela só se o Lula passar 2 anos por aqui. Se estava meio desanimado, agora desisti. Fui gente, tô fora…

  11. Vigilante do Portão Responder

    Se a Gleise vai trazer para Curitiba a experiência do Mato Grossso do Sul e de Londrina; Então SOCORRRRRO, Quase faliram o MS e Londrina, bem em londrina o Belinatti tá bem cotado. E olhe que para o londrinense apoiar o Belinatti é sinal que o PT Fez um péssimo governo. As notícias de lá são aterradoras.

  12. Vigilante do Portão Responder

    Ela só teve “emprego” público, sempre “indicada” pelo partido. NUNCA fez um concurso público.Só ocupou os cargos por ser do PT, no loteamento absurdo e abusivo que fazem dos órgãos da administração.
    Ainda bem que o FHC privatizou quase tudo, pois já pensaram se o Lula e seus partidários tivessem todas aquelas estatais para indicar apadrinhados?
    Voltando aos cargos ocupados pela Gleise, não teve nenhum pela meritocracia? Só porta dos fundos da indicação política?

  13. Independente de qualquer coisa, ela da de 10 no atual prefeito. O cara simplesmente não fez nada pela cidade, não investe em nada, todas estas obras ao mesmo tempo perto do final do mandato mostra claramente a ma fé do candidato a reeleição. Querendo mostrar serviço!.
    As ruas quase intransitáveis, ônibus lotados, nenhuma melhoria significativa no transporte. A saúde com meia dúzia de posto bonito mas com péssimos profissionais e nenhuma especialidade. A linha verde que ele tanto fala já era projeto da administração anterior, oq ele fez foi adiar oq deveria ter feito antes.
    E uma coisa muito importante, o PT que é duramente tachado de corrupto, é tão corrupto quanto o PSDB/PFL, a única diferença é que o PT não esconde.
    Dou preferencia pelo PT, políticas sociais são a única coisa que pode tirar o país da situação atual.
    Nós somos ricos com uma população pobre.
    Ele já mostrou a ma fé e incompetência, prefiro dar a chance a quem merece.
    O curitibano com esta mania burguesa sempre cai no papo do PSDB. Na imagem tratada e passada pelo seus candidatos, na idéia inovadora e progressista. Tudo isso não tem utilidade quando se diz respeito a tirar a população pobre da exclusão, que inclusive é gigantesca em Curitiba, e colocar o país em um patamar melhor.

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