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Coronel Furquim mostra responsabilidade de Requião na tragédia em Porto Amazonas

O coronel Elizeu Furquim, presidente da AMAI, associação que representa os policiais militares, escreveu artigo onde mostra que os erros cometidos por policiais militares decorrem, entre outras razões, da pressa do governador Requião em incorporar 800 policiais militares sem o curso de formação para se beneficiar disso na eleição e 2006.

“O resultado está visível, os votos foram conquistados, mas a incapacidade dos policiais está atingindo pessoas inocentes, vítimas da ambição e interesse de algumas autoridades.”, diz Furquim.

Para ler o artigo do coronel Furquim na íntegra, clique no

A notícia de uma criança morta por policiais no Rio de Janeiro ainda gerava indignação entre os brasileiros, quando mais uma pessoa inocente, agora no Paraná, foi vítima de um erro militar. Na madrugada deste domingo, dia 13, Rafaeli Ramos Lima foi morta por policiais-militares, por erro operacional, em uma perseguição policial na cidade de Porto Amazonas.

É natural que a população condene os policiais militares que, nota-se claramente, tem a sua culpa. Porém, o problema não está apenas nestes policiais que atuam na cauda da hierarquia, mas também nos autos escalões do governo: comandantes, secretários de segurança pública, governadores. Recentemente o governador fluminense, Sergio Cabral, referiu-se aos policiais-militares, que agiram no caso do menino João Roberto, como débil-mentais. Eles podem até ser, mas, é importante lembrar, foram contratados, treinados e armados por Cabral, depois de ter recusado o projeto de resgate da corporação proposto pelos “Barbonos”. .

Sobre a ocorrência de Porto Amazonas, também faltou um preparo mais adequado no curso de formação e treinamentos constantes para procedimentos de risco, como perseguição e bloqueios. Policiais de cidades pacatas estão acostumados a interferir em briga de vizinhos, capturar ladrões de galinha, registrar acidentes de trânsito. Desta maneira, quando se depararam com situações mais perigosas, como uma perseguição policial, com a sua própria vida em risco, acabam agindo pelo instinto e na ânsia de interromper uma fuga, erraram o carro e deram causa a uma tragédia. Se estivessem certos seriam heróis.

Um fato relevante é que o governador Requião cobra a apuração dos fatos, afirmando que “os policiais serão rigorosamente punidos”. Talvez ele não se lembre, que um dos envolvidos na infeliz ocorrência, o soldado Dionete dos Santos Rodrigues, ingressou na PM em maio de 2006, integrando o grupo de 800 militares “beneficiados” pela antecipação do curso de formação, concluindo-o em apenas três meses. Esta foi uma estratégia política do governador Requião para angariar os 800 votos a seu favor, além de utilizar estes policiais como cabos eleitorais para conquistar a reeleição.

O resultado está visível, os votos foram conquistados, mas a incapacidade dos policiais está atingindo pessoas inocentes, vítimas da ambição e interesse de algumas autoridades.

Cel Elizeu Ferraz Furquim
Presidente da Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares Ativos, Inativos e Pensionistas – AMAI

4 Comentários

  1. Concordo plenamente com o artigo do Cel. Furquim. É muito fácil e cômodo responsabilizar o Policial Militar. Onde ficam asresponsabilidades do Comandante da PM, do Secretário de Segurança e do próprio Governador do Estado. Acho que as famílias atingidas, ou o prórpio Ministério Público deveriam responsabilizar pessoalmete esses ocupantes transitórios dos cargos públicos pagos pela população para que exerçam co mum mínimo de competência essas funções.

  2. Foi no ponto, o Cel. Furquim. Geralmente, prega-se a responsabilidade somente dos envolvidos e não daqueles que ensejaram, pelo seu poder de mando e decisão administrativa, a ocorrência da situação propícia à irregularidade ou à fatalidade da atuação do servidor. Este fato lamentável. Não há preço que pague esta vida ceifada. Mas pode-se estipular, nítidamente, que este incidente integra o custo das últimas eleições para o povo paranaense. Esta a contabilidade que o povo precisa começar a fazer urgentemente. Parabéns, Cel. Furquim, pela lucidez, oportunidade e pertinência de seu artigo.

  3. Ninguém culpou o prefeito do Rio, quando Coice de Mula matou Nestor Moreira, nem culparam o Papa quando o padre Hosaná matou o bispo, mas, nos casos que vêm ocorrendo pelo Brasil afora, não há como afastar a responsabilidade dos governadores, pois o descaso com a segurança pública é evidente nos Estados onde vêm acontecendo estes atos bárbaros… Falta remuneração adequada, treinamento, supervisão eficiente e os resultados são claros como o dia… Pior que nos tempos do coronel Ramiro Bastos…

  4. Caio A. Machado F° Responder

    E eu que acreditei quando o Requião foi secretário de segurança pública por 6 meses, que ele poria ordem na área!…

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