Uncategorized

Reclamar em posto de saúde dá prisão

A professora Seli Batista Ribeiro Manoel, 46 anos, moradora do bairro do Novo Mundo, foi parar numa delegacia depois de protestar por ter esperado quase cinco horas na fila da Unidade de Saúde 24h do Pinheirinho.

“Estava com dor de garganta e febre e comecei a me irritar com o descaso e a demora no atendimento. Quando vi, tinham mais de dez guardas municipais para me levar pra delegacia. Uma humilhação”, contou.

Para conhecer o drama da professora Seli, clique no

Na segunda-feira da semana passada, Seli procurou o Posto de Saúde na Unidade Vila Feliz com muita febre e dor de garganta. “Me informaram que não tinha médico e procurei a unidade 24 horas. Fui medicada, mas não melhorei. Então, voltei dois dias depois quando toda a humilhação aconteceu”, lembra.

Na quarta-feira retrasada, por volta das dez horas da noite, Seli começou a comentar com outros pacientes que esperavam na fila sobre a demora no atendimento. A professora teria discutido com um guarda municipal, que ordenou a todos que parassem com as reclamações. “Tinham dois guardas municipais e depois da discussão eles chamaram vários outros que chegaram em duas viaturas e me ameaçaram dizendo que depois que fosse atendida eu seria levada para uma delegacia”, explicou.

A professora foi atendida por volta das 22h40 e, em seguida, levada ao oitavo distrito, onde foi fichada por tumulto. “Ele ainda mentiram que eu quebrei um computador só para justificar a queixa”, disse. No dia seguinte, a professora Seli – orientada por um guarda municipal e também pelo policial da delegacia – voltou ao 8º DP, onde registrou queixa contra a ação da Guarda Municipal.

O investigador José Tozato, que atendeu a professora, também reclamou do tratamento dado a ela. “Eu acho um absurdo o que aconteceu. A pessoa vai até a unidade de saúde porque está doente, não para passear, e é tratada desse jeito. Aconselhei-a a pegar testemunhas e tomar providências judiciais também”, disse o policial.

Uma das testemunhas que confirma as informações da professora Seli é Nasser dos Santos Bandeira, que estava no posto, acompanhando uma paciente. “Faltam médicos e é vergonhoso o tratamento que pessoas humildes recebem nas unidades de saúde de Curitiba”, falou. O programador de computadores Émerson Karl Viebrantz, que também presenciou a confusão, lembra que além dos dois guardas municipais de plantão na unidade, foram chamados mais dez deles para escoltar a professora ao 8º DP.

Seli terá agora que se explicar à Justiça no dia 12 de agosto, às 14h10, no Juizado Especial da Comarca de Curitiba. Se condenada, ela estará sujeita a prestar serviços comunitários. “Por ficar doente e querer atendimento médico, fui confundida com bandido. Saí de lá doente e escoltada pela polícia, dentro da viatura por ter cometido o ‘crime’ de exigir meus direitos de cidadã”, disse.

16 Comentários

  1. Não é a primeira vez que isso acontece…

    Enquanto as pessoas continuarem achando que tudo que acontecer “foi o Requião que pagou” ou “foi o Beto que pagou”, a saúde pública, a educação e a segurança vão continuar uma m….

    Em tempo: meu voto é no Moreira e no Kielse

  2. Isso é uma vergonha!
    Onde já se viu uma pessoa passar cinco horas numa fila para ter um atendimento médico? Sem politicagem nem coloração partidária. Isso é descaso, irresponsabilidade dos órgãos públicos que deveriam dar a contrapartida aos cidadãos dos impostos pagos.

    E outra grande calhordice é esse negócio de prender – ou levar para a delegacia para intimidar – pessoas porque está cobrando o que lhe é de direito. Se não houve agressão a funcionário público, bem como a patrimônio público, o que essa gente está fazendo é abuso de autoridade.

    A senhora deveria arrumar um advogado e processar o município por constrangimento, danos morais, entre outros. O ilustre prefeito Beto Richa deveria chamar o comandante da Guarda Municipal e lhe puxar a orelha.

    Esses fatos são chatos no dia a dia. E em período eleitoral, pior ainda. A Prefeitura Municipal de Curitiba deve desculpas a pobre senhora. Ou estou enganado?

  3. Vigilante do Portão Responder

    Não sei não, longe de mim duvidar da professora, mas já ouviram a versão do pessoal que estava de plantão na hora do incidente?
    Trabalho atendendo público e, modestamente acho que atendo bem, mesmo assim, volta e meia acontece um problema, principalmente de pessoas que acham que o seu problema é maior e mais urgente que o problema dos demais.
    Para a guarda ser chamada, é claro que houve muito mais do que o relatado acima. É de se investigar, principalmente se não ocorreu entrevero “montado”.

  4. É um absurdo a tentativa de politizar o incidente. Altamente ridículo. Socorro … até na desgraça tem gente usando da contrainformação.


  5. parabéns à professora SELI por ter protestado e exigido seus direitos…

    Chega de postos de saúde abarrotados de gente e horas e mais horas de espera ! Chega de transporte coletivo, apinhado de gente (gente e não “gado”) !

    Chega de bairros da periferia da cidade, abandonados e sujeitos a “ações cosméticas “, etc e tal.

    Nosso repúdio a polícia autoritária e servidores arrogantes, que conduziram a Prof. Seli ao distrito policial …humilhando-a e por extensão a toda população que utiliza os serviços da municipalidade.

    Mais respeito ao cidadão: liberdade de expressão e voz !

    Basta de demagogia e propagandas oficiais enganosas …

  6. Essa “professora” Seli tá com um cheiro de LARANJA. Professora da onde? De que? Aparece problema justo na éoca de eleição!
    HUMM, ………

  7. Tens uns Laranjas que pensa que o povo é idiota e não percebe ARMAÇÕES.

    Seli: Me engana que eu gosto, tá?

  8. Acho que tem que ir prá Justiça prá provar que não qis tumultuar pra fazer jogo eleitoreiro!

  9. Oh Seli: A CASA CAIU!
    Vais ter que provar que és professora e não estava ali com comparsa de Fazenda Rio Grande para tumultuar e criar fato eleitoreiro contra o Beto.

  10. Se a manifestante era “comprada” pelo PMDB, onde estava a TV Educativa pra registrar o episódio?

  11. Fiquei horas em um posto de saude 24 horas esperando atendimento, sei muito bem como funciona, quem duvida fique um dia em uma unidade 24 horas nomeio do povo para ver a realidade. Tem gente que vive em outra Curitiba, a Curitiba dos ricos, centrão, juveve, batel da vida, agora o resto nem chega perto. Lamentavel.

  12. Dr. Francisco Mário Responder

    Há necessidade de união entre sindicatos, conselhos, entidades de classe, políticos comprometidos com a saúde e a classe médica, para se criar um mecanismo e troca de informações e em comum acordo elaborar resoluções, normas, leis, a serem discutidas com os orgãos publicos como forma de garantir segurança nos postos de saúde e dos profissionais que ali trabalham. O stress afeta a capacidade laborativa e adoece o médico.
    A imprensa cabe manter a matéria em foco para que não caia no esquecimento.
    Deve-se questionar os sindicatos porque não promovem debate com os políticos e encontrar aqueles que tenham compromisso com a classe.

    05 de outubro por melhores condições de trabalho e salário.
    18 de outubro dia do medico refletir!!! Doutor mostre sua cara saia do armário.

    Mande este email para um conhecido. Faça esta idéia viajar, o médico não suporta mais tanto descaso.

  13. Os abusos da guarda municipal dentro dos postos de saúde não mudaram em nada de 2008 para cá….bem feito para nós eleitores, que estamos sendo depositando mercada nas urnas!!!!!

Comente