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Em Colombo e São José faltam eleitores. Em Altamira sobram

Dois casos chamam a atenção na Região Metropolitana. Colombo e São José dos Pinhais têm um número muito pequeno de eleitores em relação à população. A proporção em Colombo é de 54% e em São José dos Pinhais 57%.

Mas há casos ainda mais intrigantes. Em Altamira do Paraná, apenas 36 dos 4.369 habitantes não têm título de eleitor. Há uma explicação. A população de Altamira diminuiu 37% em 11 anos. Quatro de cada dez moradores deixaram a cidade em uma década.

Altamira não foi incluída na lista daquelas que precisaram passar, até maio deste ano, por um recadastramento eleitoral. O motivo pode ser uma falha de cálculo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O instituto projetou a população da cidade com base em um índice de redução gradativa do número de habitantes. Por conta disso, Altamira aparecia nas estimativas de habitantes 34% maior do que na verdade era. Ter 4,3 mil eleitores numa população de 6,6 mil pessoas – proporção de 65% – parecia razoável. Isso teria despistado a necessidade de realistamento. O procedimento, agora, só pode ocorrer daqui a quatro anos.
Mesmo cidades que passaram pelo recadastramento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) continuam com alta proporção de eleitores. A situação é mais alarmante em Iracema do Oeste (Oeste do estado) e Miraselva (Norte) – municípios que convocaram e realistaram todos os votantes e ainda assim estão com mais de 90% da população com título de eleitor. Do total de 107 cidades que concluíram o recadastramento, 11 ainda estão acima do patamar de referência da Justiça Eleitoral.
A revisão em Miraselva, por exemplo, resultou no cancelamento de 420 títulos de eleitor. O número é significativo, diante do universo de eleitores que restou (1,7 mil votantes). Mesmo assim, a proporção da quantidade de eleitores no total de habitantes ainda ficou em 90,7%.
O chefe do cartório eleitoral, Frederico Amorim Oliveira, conta que Miraselva tem poucas ofertas de emprego e muitas pessoas buscam trabalho em outras localidades – mas sem cortar o vínculo com a cidade. Quando havia suspeita de que o endereço fornecido não estava correto, uma equipe da Justiça Eleitoral fazia visitas-surpresa. Muitas irregularidades, segundo Oliveira, foram detectadas dessa forma.
Outra ocorrência intrigante foi registrada na cidade de Floresta, no Norte do estado. Após a revisão do eleitorado – determinada justamente devido à desconfiança acerca da quantidade de títulos – a proporção de votantes entre os moradores aumentou.

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