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Em Londrina, todos na Justiça Eleitoral


Londrina é a cidade onde a a maioria dos candidatos enfrenta processos judiciais. Ou seja, a confronto eleitoral começa mesmo no fórum. Todos os candidatos a prefeito enfrentam processo. A começar pelos ex-prefeitos: Antonio Belinati e Luís Eduardo Cheida (foto), que tem pedidos de impugnação contra as suas candidaturas.

Também a perigo estão André Vargas, do PT, Marcos Colli, do PV, e Barbosa Neto, do PDT. Sem contar 12 candidatos a vereador que estão no alvo do ministério Público porque respondem a ações na Justiça. Para saber mais sobre o quadro político judicial de Londrina, clique no

Os candidatos a prefeito Antonio Belinati (PP), André Vargas (PT) e Luiz Eduardo Cheida (PMDB) apresentaram na quinta suas defesas nos pedidos de impugnação de suas candidaturas à Justiça Eleitoral feitos pelo Ministério Público. Marcos Colli (PV) entregou sua defesa na véspera. Os quatro, além de 12 candidatos a vereador, estão no alvo do MP porque respondem a ações na Justiça.

Um dos motivos para o pedido de impugnação de Belinati foi o fato de a Câmara Municipal ter rejeitado suas contas de prefeito referentes a 2000, conforme recomendou o Tribunal de Contas (TC). Contra ele também foram apontadas ações de improbidade administrativa.

Na defesa, o advogado Eduardo Franco escreve que a Justiça concedeu liminar a Belinati devolvendo seus direitos políticos cassados pela rejeição das contas de 2000. Franco também diz que nenhuma das ações de improbidade foi julgada em primeira instância. A lei eleitoral, de acordo com ele, permite a impugnação somente quando o candidato for condenado em todas as instâncias. “Há ações que nem sequer houve citação de todos os envolvidos”, escreveu.

O petista André Vargas é acusado pelo MP em duas situações. Em 1998, quando coordenava a campanha eleitoral do partido, Vargas buscou recursos em campanha de legenda coligada. Esses recursos seriam irregulares. O candidato também responde a ações movidas por vigilantes da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Os nomes deles foram incluídos como doadores da campanha do petista em 2006. Os vigilantes dizem que foram usados como laranja. Vargas alega que houve erro na prestação de contas.
O advogado do petista, Gustavo Munhoz, defende que o próprio candidato apresentou pedido de correção à Justiça Eleitoral quando percebeu o “erro”. Munhoz também diz que a lei só permite impugnação de candidatura quando o candidato é condenado.

Na defesa apresentada à Justiça Eleitoral, os advogados do candidato do PMDB, Luiz Eduardo Cheida, consideram que o Ministério Público (MP) cometeu “litigância de má-fé” ao pedir a impugnação do peemedebista. Eles alegam que, em reunião em Curitiba, os procuradores eleitorais haviam decidido pedir a impugnação somente dos candidatos com condenação pelo menos em primeira instância. Nas duas ações por improbidade administrativa às quais Cheida responde, não houve nenhuma condenação. “Apesar da deliberação acima descrita, o impugnante [Ministério Público] mesmo assim ingressou com ação com fito de inibir o registro da candidatura do impugnado [Cheida], contrariando o disposto na reunião dos procuradores eleitorais, bem como contrariando o ordenamento jurídico. Salienta-se que o impugnado não possui qualquer condenação em 1ª instância, como já discorrido anteriormente”, escrevem os advogados na defesa do peemedebista. Ao JL, o promotor Miguel Sogaiar disse que só vai comentar a acusação feita pela defesa do candidato quando for notificado.

As duas ações apontadas pelo Ministério Público para pedir a impugnação de Luiz Eduardo Cheida se referem ao período em que ele ocupou a prefeitura de Londrina (93-96). Uma delas trata da contratação de um advogado pelo Município. O coordenador da campanha do PMDB, Antonio Caetano de Paula Junior, diz que Cheida foi absolvido em primeira instância. Outro motivo para a impugnação é a desapropriação feita pela Prefeitura de um terreno do Iate Clube. Neste caso, de acordo com Paula Junior, a ação estaria suspensa. “Cheida ainda nem foi chamado para se defender”, alega. O coordenador diz que o pedido do MP trouxe prejuízos à campanha do peemedebista e que a defesa apresentada ontem visa reduzir o dano eleitoral e regatar a “imagem ilibada” do candidato.

7 Comentários

  1. Todos homens que já estiveram no colo do Janene:

    Cheida – irmão de Janene, Assad, foi o vice dele e mandou na Sercomtel. Deu no que deu.

    Belinati – o Jannene manda nele.

    PT de André, Paulo Bernardo e Nerdson;
    O Jannene comprou eles.

  2. JACU DO PE VERMELHO Responder

    beml embrado, todos aí já foram comandados pelo Janene mensalão. Só falta o Barbosa que teve como vice o irmão Assad Janene, e trabalhou como radialista para o mensaleiro

  3. Caro Fabio
    Ha um equivoco, não são todos os candidatos, você cita 5 candidatos, mas nós temos na cidade 9 candidatos a prefeito.

  4. Não é por nada não, mas nos próximos dias vai sobrar até pro Luiz Carlos Hauly. Aí dará maioria absoluta nos pedidos de impugnação.
    Até o Hauly tem laços estreitos com o “brimo” Janene.

  5. Estamos indo de mal a pior…. sempre fui contra os votos nulos e brancos, mas hoje sou a favor.. ” NÃO JOGUE SEU VOTO NO LIXO, VOTE NULO”

  6. Alexandre Melatti Responder

    hauly laços estreitos com janene?
    hahaha
    tem gente que nao sabe o que fala hahaha
    janene ja ameacou hauly de morte algumas vezes ein haha e eles sao amigos?haha

  7. A corrupção não é um simples pecado dos políticos. Muito pelo contrário. Muito pêlo mesmo!! A coisa é mais cabeluda do que pensamos. A minha hipótese é que: A corrupção no Brasil é uma questão cultural. São comerciantes que fraldam pesos e medidas, técnicos que apertam parafusos e cobram peças, O tal do contato, do tipo, eu conheço uma pessoa lá dentro que quebra este galho…que consegue uma vaga, que dá uma certidão não muito certa, etc…E o famoso vinte real pra “trabalhar” no dia da eleição…milhares de londrinenses teriam algum interesse neste “”trabalho””? Nãão, isto é coisa pra político. Aí sociólogos uma sugestão para uma tese de mestrado!!!!!

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