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Polícia não tem pistas dos assassinos de Irene Rolek

A polícia ainda não tem qualquer pista sobre o assassinato da artista plástica Irene Rolek, 87 anos, na madrugada de ontem. Os assaltantes invadiram a casa de Irene e de sua irmã Sofia, de 86 anos, na Rua Ermelino de Leão, Alto São Francisco. Irene foi agredida até a morte. Sophia, também agredida e está internada no Hospital Evangélico.

Os bandidos entraram pelo telhado e despencaram pelo forro tomado por cupins. Caíram no quarto de Irene e a torturaram até a morte. Sophia também foi agredida. Os bandidos conseguiram fugir. Na fuga, deixaram um tênis manchado de sangue e um revólver calibre 38. Para saber tudo sobre o cirme, clique no

O crime ocorreu por volta das 2h da madrugada. As irmãs dormiam quando os criminosos invadiram a antiga moradia. Caminharam pelo forro sobre o quarto de Sophia até chegar ao de Irene. Ali, a madeira não suportou o peso e eles depencaram para dentro do quarto da artista. Atacaram Irene, que foi espancada, assim como sua irmã, que estava no outro cômodo. Os gritos alertaram os vizinhos, que chamaram a polícia.

Foram chutes e socos na cabeça até a artista plástica sofrer um ataque cardíaco e morrer no chão, ao lado da cama. Os marginais reviraram o quarto à procura de dinheiro, jóias e outros bens.

Fuga

Quando policiais militares chegaram, os bandidos estavam fugindo pelo telhado de casas vizinhas. Andaram por em cima do Museu Paranaense, pularam para o chão e sairam correndo. Na queda, um dos assaltantes perdeu um pé de tênis e um revólver calibre 38.

O outro pé do calçado, manchado de sangue, foi encontrado junto ao chafariz da Praça Garibaldi. Não se sabe se o marginal se machucou na queda ou se o sangue era das vítimas.

Enquanto estava sendo socorrida, Sophia teria dito que alguns homens estiveram na casa de dia, para instalar uma torneira, o que, segundo ela, poderia ser um subterfúgio para sondar o local.

De acordo com o delegado Luís Carlos de Oliveira, titular da Delegacia de Furtos e Roubos, esta informação não foi confirmada. Ele espera Sophia se recuperar para poder conversar e obter outros detalhes. Até a noite de ontem a polícia não tinha pista dos assassinos.

Nas paredes da antiga casa os quadros da artista plástica Irene Rolek, 87, disputavam espaço. Ela e a irmã, Sophia Rolek, 86, ambas farmacêuticas, formadas em uma das primeiras turmas da Universidade Federal do Paraná, nunca se separaram. Nasceram em Mallet, no interior do Estado, e vieram estudar na capital. Não tinham irmãos, não casaram nem tiveram filhos.

Depois do crime, a prima delas, Halina Paulo, 74, foi com o filho até a casa em busca de documentos de Irene para liberar o corpo no Instituto Médico-Legal. Ela contou que as duas eram mulheres reservadas e não costumavam receber visitas. “Sophia passa o dia lendo e assistindo televisão e Irene pintava seus quadros”, contou Halina.

As duas eram aposentadas. Parte da renda de Irene vinha da venda de suas obras, às quais se dedicava desde a juventude. Muitas delas foram premiadas internacionalmente. Já Sophia trabalhou durante muitos anos da Rede Ferroviária Federal. Separadas pela tragédia, a sobrevivente está em choque.

“Ela mal consegue falar. Disse-me apenas que o que aconteceu foi uma tragédia. Agora vou levá-la para morar comigo”, contou Halina, enquanto

5 Comentários

  1. Mais um caso do descaso em relação a Segurança Pública, do Senhor Requião e do Secretário Delazari, que preferem fazer policagem ao invés de cuidar dos graves problemas de segurança que são atribuições do Estado dar garantia a nós cidadãos!
    Todos os dias um relato diferente de violência, contra tudo e contra todos!
    Cuidado, a próxima vítima pode ser você!

  2. Cuidado, pessoal!!!!! daki a pouco vão estar dizendo que se chover, a culpa é do Requião!!!
    Se cada cidadão ao invés de esbravejar e continuar “fazendo nada”, fizesse ao menos a sua parte, seria bem mais fácil! É bom ter em quem botar a culpa.
    Parem de ser hipócritas e vão fazer caridade…. Vão ajudar aos que precisam!!! Não adianta esperar tudo do Estado. Saem nas ruas, fingem que garotos nos sinaleiros são invisíveis, humilham garçons, copeiras, assessoristas… quando os invisíveis pegam armas pra tornare-se visíveis, gritam e falam mal desse ou daquele governante! A culpa não é de Requião, de Beto Richa, Lula ou sei lá quem, e sim da falta de capacidade das pessoas em se comover com a pobreza, de querer ver e AJUDAR, não esperar que outros façam!!!!!

  3. Fazer a “minha parte”, caro “irritado”? Eu já pago impostos demais. Já o sr. Governador não passa de um incompetente que passou os últimos meses preocupado com a nomeação do irmão para uma verdadeira mamata. Não gostou do comentário marquemos um encontro.

  4. Me dá nojo da justiça deste país.
    Quando pegarem estes canalhas verificarão a ficha corrida de crimes. Com certeza não deve ter sido o primeiro.
    Até quando vamos ficar a mercê da impunidade?
    Até quando pessoas como Irene vão morrer em vão?
    Basta, Brasil. Enquanto não matarem presidente ou pessoas famosas as coisas não vão mudar.
    Dá vontade de ir embora país injusto e podre como o telhado coberto de cupim…

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