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Moraes quer eleição direta urgente no Colégio Estadual

O deputado estadual Mauro Moraes (foto) garante que se o projeto que prevê a eleição direta para a escolha da direção do Colégio Estadual do Paraná não for colocado em votação nesta semana, ele organizará mobilização para que seja votado com urgência.

“É impossível aguardar mais tempo para votar o projeto. O clima está cada dia mais tenso no CEP. Alunos e professores cobram a implantação de um regime democrático de escolha da direção do maior colégio público do Paraná”, disse o deputado.

12 Comentários

  1. A Diretora da Selva, que se manque é peça para sair já para não agravar a situação com pais e alunos, e que se marque as eleições Diretas para a Direção do Colégio Estadual com a modificação da Lei de Regime Especial, ao Colégio Estadual do Paraná, que é um absurdo sem propósito se não o de cabresto político do ano de 1969! (Hoje é outra realidade).

  2. Com certeza nós paranaenses, não precisaríamos que fosse votada uma lei nacional, para então mostrar a democracia em nosso “quintal”.
    Ora, nossos políticos, poderiam se antecipar e concretizar as eleições, deixar que ocorra o voto para eleger a direção no Colégio Estadual do Paraná. Afinal, se a interventora é tão democrática e tão boa ditadora, ops, diretora, quanto ela diz, com certeza ficará no “trono”.

  3. Parabéns ao Deputado Mauro Moraes pelo projeto que vem ao encontro ao interesse da maioria das pessoas da comunidade do Colégio Estadual do Paraná. Tenho acompanhado a distância os acontecimentos mais recentes, através do relato de ex-colegas professores e ex-alunos, e concordo com o Deputado sobre a grande tensão instalada na escola. Sou professor do CEP (tenho o meu padrão fixado na escola), mas estou afastado desde o ano passado através de um despacho do ex-secretário da educação argumentando que “a minha oposição à Profª Madselva” inviabilizaria minha permanência no colégio. Atualmente, trabalho no Colégio Poty Lazarotto e como professor substituto na UFPR no Departamento de Teorias e Fundamentos da Educação. Na época em que fui afastado, sofri muito e tive dificuldades em me adaptar a outras escolas. Hoje, diante dos relatos que tenho escutado, sei que não haveria pior ambiente de trabalho do que o Colégio Estadual do Paraná. É uma grande pena!
    Em 2003, quando fiz a seleção para o Mestrado na USP, o Prof. Moacir Gadotti, um dos grandes nomes da educação brasileira, que fazia parte da banca que me entrevistou, ao observar que no meu curriculum constava o Colégio Estadual do Paraná, fez referências extremamente positivas. Tenho certeza de que o fato de eu ter sido professor do CEP teve um grande peso na minha aprovação. Terminei o Mestrado em 2007 e iniciei o Doutorado na mesma universidade no início deste ano. Se sou um “quase” doutor em educação por uma das mais renomadas universidades do Brasil, devo muito ao Colégio Estadual do Paraná pelas significativas experiências que me proporcionou. Naqueles tempos não havia eleições para diretor, mas o ambiente de trabalho permitia que debatêssemos os problemas da escola e que participássemos das decisões mais importantes acerca do seu funcionamento pedagógico. Mesmo assim, já discutíamos sobre eleições para diretor, pois considerávamos a indicação política uma grande arbitrariedade. Além do que, a eleição para diretor permitiria a toda comunidade escolar posicionar-se acerca do projeto de escola que desejaria assumir.
    Espero que os demais Deputados tenham a mesma sensibilidade que o Deputado Mauro Moraes e aprovem o Projeto de Lei que viabiliza as eleições no Colégio Estadual do Paraná. Só para lembrar, o Projeto de Lei da Senadora Ideli Salvatti (Projeto de Lei do Senado nº 344/2007), que torna obrigatória a eleição para diretores de escolas públicas em nível nacional está aguardando apenas a sanção do Presidente da República. A oportunidade para os Deputados do Paraná demonstrarem que são, de fato, comprometidos com a democratização do país é agora.

  4. Ex Professor do CEP Responder

    Parabéns professor Wanderley pelas posições claras e comprometidas. Todos que acompanhamos o seu caminho profissional sabemos de seu compromisso e eu como tantos outros espero que a Sra Madeselva saia do CEP para que possamos retornar juntos e recuperarmos tudo o que ela destruiu.

  5. Perfeito Professor Wanderley, espero que ao fim deste Reino de terror da Má dselva, nos encontremos em um ambiente de trabalho e não em um local administrado pelo ódio.
    Claro que se demorar muito, não sobrará o que fazer, ela já destruiu muito da organização e dos bons profissionais que lá existiam, agora estes profissionais preferem outras localidades, afinal, sabemos que ser professor do estado não “paga” por esta dor de cabeça que está no colégio estadual, por isso estes profissionais, que têm outras fontes de renda, vão para colégios com direção mais sensata.
    Saudades do professor Ederson, professora Elena, professora Camila, professora Ilcéa, professor Denilson, professora Cleusa, professora Malu, Angela, Nancy, professora Juliana, Iracema e aos tantos outros que não me recordo no momento. Acredito que estejam em um local melhor para trabalhar, mas a sa´pida de vocês não precisaria ter sido por causa de UMA pessoa, que sequer é funcionária do estado!!
    Requião, nunca mais! Moreira nunca!

  6. Ex Professor do CEP Responder

    Orquidea , ainda acrescentaria na sua lista todos os vices afastados, assessores que a MAdselva trouxe e que rapidamente desistiram por não concordarem com a proposta pedagógica …. e tristemente temos que acrecentar os que faleceram ( 3 pessoas em 1 ano e meio de forma muito parecida será que ninguém vai acordar e ver o que está ocorrendo no CEP? MOREIRA NEM PENSAR, REQUIÂO nunca mais!!!!

  7. Eleição direta em escola pode ser viável em pequenas comunidades, onde todo mundo se conhece. Já numa cidade como Curitiba é besteira.
    Cabe ao governador, PESSOALMENTE, comparecer ao estabelecimento, tomar conhecimento, à revelia do secretário de educação que ele tiver nomeado, das condições em que se encontram o local, os corpos docente e discente.
    E ali, no grito, resolver o problema.

  8. Na pior das hipóteses, são apenas mais dois anos da gestão Madselva. A campanha para prefeito em Curitiba deixa claro que Requião não irá conseguir eleger o seu sucessor. Mas a questão é: o que será do CEP daqui há dois anos? O que me deixa mais impressionado é a capacidade de fazer o que ela está fazendo mesmo sabendo que não vai durar. A roda da vida está sempre girando e o tempo não poupa ninguém. Nem mesmo o Requião! O engraçado (ou trágico?) é que, desde os meus dezesseis anos, sempre votei Requião. Meu primeiro voto! Hoje sou obrigado a concordar: Requião, nunca mais! Moreira nunca!

  9. Caro Fábio, mais uma vez, peço que desconsidere o comentário anterior. Faltou eu colocar a quem estava respondendo. Por favor, publique este que segue. Abraço,
    Wanderley

    Colega Zé do Coco

    A eleição direta permite a comunidade escolher o projeto de escola que pretende seguir. Não se vota apenas na pessoa, mas no projeto de educação que se defende. E não se trata de uma pessoa, mas de uma equipe que forma a direção. O problema do CEP é que acontece exatamente isso que você defende no seu comentário. O governador não vem pessoalmente para resolver as coisas “no grito”, mas indica alguém geralmente vinculado ao seu projeto político. A questão é que na “política tupiniquim”, de um modo geral, praticamente não existem projetos autênticos. Talvez principalmente por parte desta “metamorfose ambulante” chamada PMDB. O que acontece é que a indicação deixa de ser POLÍTICA e passa a ser POLITIQUEIRA, pois o cargo de diretor do Colégio Estadual do Paraná, pela importância histórica da instituição e pela sua dimensão estrutural em relação às demais escolas, é uma “excelente moeda de barganha” na conturbada e contraditória política de alianças. E é isso que tem ocorrido no CEP há muito tempo: a cada mudança de governo – ou de alianças políticas em um mesmo governo – troca-se o diretor do Colégio Estadual do Paraná. No prazo de 9 anos em que trabalho no CEP, já tivemos 4 diretores diferentes. No início, aceitávamos esta situação sem muita contestação. Mas acontece que a nossa cultura política está mudando. Já estava na hora, pois já são mais de 20 anos desde o final da ditadura quando as coisas eram “legitimamente” resolvidas “no grito”. As tensões da escola precisam ser resolvidas no âmbito da própria escola, no jogo político interno, para que tenham algum sentido. É a clássica diferença entre autonomia e heteronomia: ser autônomo significa exercer a própria liberdade; ser heterônomo, relembrando o grande filósofo do Iluminismo, Immanuel Kant, significa “ser menor, viver tutelado”. Se o objetivo da escola é formar sujeitos autônomos, emancipados, como é defendido no próprio Projeto Político Pedagógico do CEP, ela também precisa ser autônoma na sua organização pedagógica e administrativa. A maior instituição da democracia não é o poder executivo, mas a Constituição. Por isso, não é o “grito do governador” o elemento que deve organizar a sociedade civil, mas a força da lei a quem o próprio governador tem o dever de respeitar. Caso contrário, desaparece a liberdade, bem como o sentido da política. A filósofa Hannah Arendt escreve que para a pergunta bastante comum sobre a política, se ela ainda teria algum sentido “existe uma resposta tão simples e tão concludente em si que poderia achar outras respostas dispensáveis por completo. Tal resposta seria: o sentido da política é a liberdade”. Liberdade que nos permite, inclusive, questionar o sentido da lei estadual – que está em evidente contradição em relação à Constituição – que atualmente impede as eleições diretas para diretor do Colégio Estadual do Paraná.

  10. O que mais me intriga é este sindicato com maioria petista, quer dizer requionista, pois está claro que mesmo nestas eleições a Gleisi e Requião estão lado a lado, sendo assim me intriga saber o que realmente este sindicato negocia!!

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