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The Economist destaca ampliação da classe média brasileira

A elevação no nível educacional e o crescimento do emprego formal foram os dois pontos-chave para a ampliação da classe média na pirâmide social brasileira, destaca reportagem da edição de sexta-feira da revista britânica The Economist.

Carro, motocicleta, cosméticos, roupas, cirurgias plásticas e crédito acessível estão cada vez mais presentes no cotidiano dessa camada que cresceu de 44% para 52% da população nacional desde 2002, assinala a publicação britânica.

Os dois pilares — nível educacional e emprego — alavancam o crescimento da economia e a transferência de renda e os fazem caminhar juntos no país, analisa a revista.

“Juntamente com transferência de renda para as famílias pobres, o que ajuda a explicar porque (a classe média cresceu em número) é que, em contraste com o desenvolvimento econômico e social da Índia ou da China, o Brasil da classe média tem crescido, assim como o rendimento dos atingidos pela desigualdade no país têm diminuído”.

Mudança econômica e política

A reportagem reconhece a “onda vermelha” que se avizinha, com candidatos do PT e de partidos da base do governo liderando em 20 das 26 capitais em que haverá eleições no dia 5 de outubro.

Traz, ao mesmo tempo, um recado para os petistas: ele tem que estar atento ao novo perfil do eleitorado que cresce com a classe média, um eleitor mais conservador em questões, por exemplo, como aborto e homossexualidade.

“Aqueles que subiram das classes C e D e experimentaram a ajuda do governo neste caminho, devem ficar com o PT”, declarou à revista Mauro Paulino, diretor do instituto de pesquisas Datafolha.

De acordo com The Economist, o crescimento econômico e a consequente transformação social mudaram a preferência do eleitorado. Se, antes, o PSDB era o partido da classe média, hoje, Lula e PT à frente do governo conquistaram esse eleitorado.

4 Comentários

  1. Não entendi esse comentário, Sr. Ricardo. O que tem o texto sobre a classe média a ver com o Beto Richa?
    Trata-se de uma dessas mistificações fabricadas por números questionáveis. Não teria sido a classe média que teria sido ampliada no Brasil, mas nivelada para baixo, incorporando-se ao que se convencionou chamar de classe média BAIXA. Eu sei de gente da chamada classe alta que vota só com o Lula (e não é pouca gente não).
    Por outro lado, a classe dita “pobre” que Lula conquistaria é uma classe artificial que tenderá a voltar ao patamar inferior no momento em que esses programas assistencialistas caírem por terra por uma razão ou outra.

  2. JoãoMariaDeAgostinho Responder

    Pode crer, Ricardo. Se não fosse o Beto Richa não teríamos esses resultados, né?

    Beto pra presidente.

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