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Autoritarismo à paranaense

São assim, a gente sabe, os caminhos do autoritarismo à paranaense, que se eriça contra um espontâneo movimento de posseiros sem-teto e depois tenta corrigir a tragédia com outro ato autoritário.

O secretário convoca a imprensa e decide demitir, ali, na presença da mídia, os comandantes da desocupação para demonstrar que não concordou com os métodos e ao mesmo tempo exibir autoridade de quem passa por cima de todos, inclusive do comandante geral da Polícia Militar, o coronel Anselmo, pobre Anselmo já desautorizado antes do incidente, porque era contra a desocupação e ela foi feita assim mesmo, à revelia de seu comando.

O exemplo vem de cima, do governador Requião, que a esta altura dos acontecimentos voa para Dubai, com passagem marcada para o Japão e depois vai à Paris. Para essa trupe não há crise, tudo está ao seu alcance, inclusive uns dias, inclusive as estadias num dos dois hotéis mais caros do mundo.

Há um lado francamente bufo nessa história. Sobreleva, contudo, a tragédia. Seus principais responsáveis, os mais evidentes, são o governante e seus auxiliares vulgares e incautos, prepotentes e ineptos. Mas há tragédia também na esperança (ou será pretensão?) de negociar um futuro melhor, alimentada por quem se imagina no papel de líder da nossa Revolução Francesa. Sosseguem leões, ou melhor, Robespierres

Do governo de Requião ficou a seqüência de arbitrariedades neste exemplo emblemático de todo o autoritarismo do Duce e sua turma na desocupação do terreno da Fazendinha.

Agora reparem no povo frustrado. O Paraná está vivendo o dia de hoje com a paúra de quem já percebeu que a marolinha de Lula é maior do que se anunciou. Enquanto os suseranos permanecem ancorados a pensamentos políticos de 50 anos atrás e viajam para Dubai, Tóquio e Paris.

Cuidado com o povo. Não parece inclinado a aceitar á toa o papel de sans culottes.

3 Comentários

  1. Fabio – com razão o oportuno alerta.
    Até quando toleraremos – o povo, a sociedade civil – a sucessão de malfeitorias do governo de ocasião ?
    Eles – o governo de ocasião e as ditas autoridades de controle público – compadrinhados nos interesses personalíssimos (nepotismo, revogação de leis, viagens compartilhadas, etc), de parte a parte, entendem que tudo podem.
    Vão a Dubai, ao Japão, com passagem por Paris, ora, Paris, é uma festa para esta gente, à custa do dinheiro do povo.
    Justificativa da viagem: NENHUMA.
    Benefício para o povo: NENHUM (se deduzirmos pelas anteriores excurções a cada 70 dias, segundo apurado pela imprensa).
    Quando será que o povo, a sociedade – os sans-culottes – além de seu pantalon, carmagnole e sabots, passará a usar o barrete frígio da liberdade frente a estes malversadores impunes do dinheiro suado do povo, recebendo-os, na volta destes turismos acidentais, com belos processos de improbidade administrativa para que se lembrem até o final de seus dias de que o autoritarismo deve ceder à pratica republicana ?

  2. E vejam so…o dito governador, viajou ,acompanhado de toda a familia– periquito , papagaio e tudo o mais, as custas do poder público..ou será que cada um daqueles que o acompaham vão sacar os seus cartões de credito? So espero que não sejam os cartões corporativos, mas como no reino do REiquião tudo e possivel.
    E nos, povo, que continuemos a pagar a conta!!!!!

  3. Tá certo: o Requião dificilmente acerta uma. Agora, dizer que o terreno foi invadido por um “espontâneo movimento de posseiros sem-teto” aí já é demais. Demais também foi que memebros desse movimento que de espontâneo nunca teve nada, de colocar crianças na frente de tropas e de se insrugir contr ao coumprimento de ordem judicial. Errado estava o Cel. Anselmo em não querer despejar os delinqüentes.

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