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Shows na Pedreira estão liberados, mas com restrições

A Pedreira Paulo Leminski poderá voltar a receber shows e eventos. A liberação foi assinada pelo juiz Douglas Marcel. A decisão, no entanto, não permite a utilização do espaço de forma “ampla e genérica”.
Os organizadores terão que fazer um esclarecimento prévio, por escrito, com detalhes do evento que será realizado, horário e público-alvo.

Desta forma, determinados eventos “potencialmente nocivos à comunidade, como shows musicais, especialmente os voltados para o público jovem”, ainda podem ser vetados, alertou o juiz.

Outra exigência: nenhum show ou evento poderá terminar depois das 23h.

4 Comentários

  1. Esse projeto Lerner, assim como as linhas de ônibus, todos já ultrapassados, pelo crescimento demográfico, Curitiba precisa de implementar o metro, desde a região metropolitana assim como também de um novo espaço cultural para eventos de porte. É bom alertar, que a maioria das áreas livres são ocupadas por uma diversidade biológica,o barulho também iria perturbar outros seres vivos, os ambientalistas de plantão não concordaria. Como temos a moda dos parques, então implantar um parque temático, festas e eventos. Os empreendedores tem aí uma boa oportunidade de negócio.

  2. Decisão absurda…!!!

    Concordo totalmente com o autor desse e-mail que circula poraí:

    A Pedreira Paulo Leminski foi amordaçada. Local de inúmeros apresentações musicais em Curitiba, e que inclusive serviu de palco até para um Beatles, a pedreira foi lacrada. Motivo? O obladi-obladá incomodava os vizinhos.

    Só isso! O barulho do que outrora foi uma pedreira, com picaretas e explosões, incomodou os vizinhos com música e agito ocasional. Então, depois de quase duas décadas, um cartão-postal de Curitiba foi amordaçado e o sono dos vizinhos assegurado.

    Dizem que o fato de ter sido obra de um governo anterior e que fazer concorrência a palcos particulares mais novos e caros, também ajudou a calar a pedreira. Porém, no despacho do doutor juiz, o que pegou foi mesmo o tal do barulho. E barulho não tem distinção. Confere?

    Então eu, que durmo perto do Couto Pereira e da Igreja do Perpétuo Socorro, exijo isonomia. Vamos lacrar o campo do Coxa e o altar da Santa. Afinal, geram barulho, atravancam o tráfego, sujam a rua e incomodam a vizinhança. E não me venham dizer que rock, reza e gol são barulhos diferentes. Barulho é som alto e isso se mede em decibéis.

    Assim, eu garanto meu sono mesmo que os coxas e os crentes ,vizinhos da Pedreira Paulo Leminski, fiquem sem seus altares. Isonomia é isonomia. Assim, pela isonomia, fechamos a Baixada e a Vila Capanema, que devem incomodar por aquelas redondezas. Pensando melhor, o aeroporto também gera um baita barulho, assim como o entra-e-sai de ambulâncias no Cajuru. Lacra tudo!!! Outra coisa que incomoda muito é criança na mesa ao lado, gragalhando na fila do banco, roda de amigos na calçada do Bar do Dante, cachorro do vizinho. Aliás, na raiz da bandalheira é essa coisa de vizinho que é o problema. Tem que enquadrar esse vagabundo, seu juiz!!! Onde já se viu andar de sapato em apartamento, tem que ser lei: em casa só vale andar de pantufas!

    Para garantir tranquilidade, vamos meter cabo de vasouras em todos os tetos, colocar pôster daquela enfermeira com dedo na boca em todos os postes e radares eletrônicos de ruídos em todas as esquinas. Assim Curitiba, que já foi a cidade mais verde do Brasil, passa a ser a mais muda.

    Não sei se repararam, mas um dos indícios de vida é um batuquinho no peito e mesmo nossa primeira fala nessa terra é um berro. Amigos, meus amigos, civilização implica em barulho. E para ser civilizado hoje em dia é preciso coexistir. Abuso é abuso e deve ser resolvido mas não sem abrir a mão da coexistência. Fechar um palco de milhares porque afeta centenas, senão dezenas, é um abuso tão gritante como show do Metálica.

    Por fim, a esses eternos incomodados que sempre encontram no vizinho uma fonte de desavenças e acham que coexistir é coisa lá pra judeu e palestino, sugiro que se mudem o quanto antes para o Cemitério Parque Iguaçu, que é um dos cantos mais verdes, limpos, organizados e silenciosa dessa nossa cidade.

    Eduardo Visinoni

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