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Arte de fazer caixa

Requião continua em viagem pelo Oriente. Dubai e Hyogo – quem sabe onde mais ele levará a sua curiosidade e a sua claque. Não tem preocupações. Confia no jogo político que se trava aqui, na província, onde ganha todas por força da maioria submissa que tem na Assembléia Legislativa e pela fragilidade das oposições.

Seus fiéis escudeiros no parlamento preparam o aumento de impostos para salvá-lo dos apertos de caixa em 2009, quando precisará de munição para recuperar-se do desgaste que lhe impõe taxas de rejeição malufianas. O caixa já estava apertado antes da crise, imaginem como ficará agora. Daí a importância das audiências públicas iniciadas ontem para discutir o pacote tributário proposto por Requião e que começaram ontem na região Oeste.

Os deputados foram a Cascavel e Foz do Iguaçu para debater com empresários, industriais e representantes de entidades, como se quisessem ouvi-los para depois decidir. Todos sabem que o resultado final será aquele que deseja o Duce. Esse périplo e discussões servem apenas para dourar a pílula que é a do aumento de impostos.

O pacote prevê aumento das alíquotas do ICMS para energia elétrica, gasolina, telefonia e outros itens. O governo diz que compensará essa alta de impostos com a redução de alíquotas para bens de consumo de primeira necessidade. O governo jura que não haverá aumento da carga tributária. Mas não consegue convencer ninguém que tenha alguns neurônios funcionando. Vem aí um aumento de impostos para satisfazer Requião, que precisa aumentar a arrecadação. Um ou outro deputado da oposição vai chiar.

Mas isso também faz parte do enredo, para que se diga que houve debate democrático antes do tarifaço. Depois, a maioria no parlamento fará o que Requião mandar. Um ritual tão monótono e vexatório que derruba o ânimo de qualquer crente esperançoso da democracia.

6 Comentários

  1. O pior de tudo é a falta de autenticidade pública de todos aqueles – Inquilino do Canguiri, seus vassalos e compadres – que propuseram a tal “reforma tributária” escondendo os reais motivos da mesma – fazer caixa no Estado para bancar o do ut des (toma lá dá cá) da próxima campanha eleitoral.

  2. Os debates não seriam necessários se a imprensa não ficasse agindo com parcialidade, divulgando o Projeto do ICMs pelas metades, ocultando as vantagens do Projeto que reduz o ICMs de quase cem mil itens ou produtos de forma a favorecer os mais pobres.

  3. Shirley, graças a Deus que a imprensa não está dizendo amém para esta canalhice…, além disso, nada garante o repasse desta redução…e pior ainda: o aumento no ICMS, “para compensar”, é em itens que não tem como haver sonegação…abre o olho!!!!

  4. Jose Silva da Rocha Responder

    Pois olhem só quem apareceu no Oriente, passando a integrar a comitiva que acompanha o governador Roberto Requião no périplo franco-nipo-árabe: Jacyr Bergmann II, ex-chefe do cerimonial do Palácio Iguaçu e flagrado “sócio” da Copel no consumo de energia elétrica. Dizem que ele foi convocado por Requião para esses últimos dias de circulada pelo mundo, que inclui uma paradinha em Paris, que ninguém é de ferro e há que se reporem as energias gastas no Japão e em Dubai. Jacyr é tão íntimo de Paris quanto Requião e Maristela

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