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Lula, ao telefone, com Barak Obama

De Roma, o presidente Lula conversou ontem com o presidente eleito dos Estados Unidos, Barak Hussein Obama. Além dos cumprimentos e da lembrança de Obama de que Lula tem um ministro que foi seu professor em Harvard, Mangabeira Unger, a perspectiva do encontro. Obama aceitou o convite para visitar o Brasil. Falta apenas marcar a data.

Lula: ou Obama resolve ou crise vai às costas dele

De Josias de Souza, da Folha Online

Obama tocou o telefone para Lula. Alcançou-o em Roma. Falaram por 15 minutos.

A assessoria de Lula apressou-se em alardear a novidade aos repórteres.

Pela versão oficial, Obama teria tratado o Brasil como “líder mundial”. Exagero?

Claro que sim. O Brasil deixou de ser zero à esquerda. Mas ainda é um país a ser feito.

Obama teria dito que o Brasil deve compor a mesa em que se busca saída para a crise.

Faz sentido. É o que pede, aliás, o governo brasileiro, junto com outros emergentes.

Lula convidou e Obama aceitou visitar o Brasil. Ficaram de marcar a data.

Antes, em entrevista, Lula comparara o triunfo de Obama à eleição de Nelson Mandela.

A certa altura, condicionou o futuro do novo presidente americano à gestão da crise:

“Uma das razões pelas quais ele foi eleito foi a própria crise…”

“….Eu acho que, inteligente como ele parece ser, se esta crise não for debelada logo, um ano depois vai ficar na responsabilidade dele”.

Avaliação correta. Tão correta que se pode extrair dela um raciocínio análogo:

Uma das razões pelas quais Lula foi eleito, em 2003, foi a ruína do tucanato.

Embora produzida no pedaço rico do planeta, a crise atual engolfa também o Brasil.

E Lula, inteligente como parece ser, sabe que, se não esvaziar logo a “marolinha”, em 2010 a conta será espetada no governo dele.

5 Comentários

  1. Conversa fiada desse Lula, o convite já tinha sido feito pelo Babaka Obama das Araucárias, o Rodriguinho bem Nutrido…, Mr. Stone Loures.

  2. O Espirito de Natal Reply

    Lula “poderá dar lições a Obama”, diz jornal americano
    da BBC

    E agora Fábio? Como ficarão os tucodemos da provincia? Farão “haraquiri-gaúcho”? Ou japonês mesmo?

    Quando o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, e o presidente brasileiro, Luiz Inácio da Silva, se encontrarem, pode ser que o presidente Lula é quem acabe “ensinando a Obama uma ou duas coisas”, diz um editorial desta quarta-feira do jornal americano “The Christian Science Monitor”.

    O editorial, intitulado “O Obama do Brasil”, destaca o que considera pontos comuns entre os dois líderes, afirmando que “como Barack Obama, o presidente do Brasil veio da pobreza e da esquerda política e chegou ao poder. Mas durante seis anos no cargo, ele [Lula] governou do centro, aproveitando os pontos fortes do mercado do Brasil, conquistando o respeito mundial”.

    “The Christian Science Monitor” afirma que uma série de reportagens sobre o Brasil que o jornal publica esta semana mostra que o país passou de “gigante adormecido” para um país mais ativo “graças, em grande parte, à adoção por [Luiz Inácio Lula] da Silva de soluções práticas que agradam os investidores globais e também a maioria dos brasileiros”, lembrando que “os índices de popularidade dele são muito altos”.

    “Em muitas áreas, tais como agricultura, política social e diplomacia, o Brasil agora serve como modelo para outros países, especialmente da África”, diz o editorial, mencionando o programa bolsa-escola como exemplo de “uma política inovadora que une políticos da esquerda e da direita”.

    Líder regional’

    Sobre suas relações com o mundo, o jornal menciona a reunião do último fim-de-semana do G20 em São Paulo, em que Lula “repreendeu os Estados Unidos por sua responsabilidade na crise financeira global, que também está afetando o Brasil”.

    Mas ressaltou que “mais do que criticar, o ex-líder sindical e fundador do Partido dos Trabalhadores também advertiu os países contra recorrer ao protecionismo comercial”. O jornal observa que “Obama quer reformular o Nafta (tratado de livre comércio entre EUA, México e Canadá)”.

    Lembrando que o ministro Assuntos Estratégicos brasileiro, Roberto Mangabeira Unger, foi professor de Obama na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, o jornal afirma que “o filósofo manteve contato com Obama e pode servir como um elo no que pode ser uma poderosa parceria para o Hemisfério Ocidental”.

    Por enquanto, “o Brasil está tendo um bom desempenho como líder regional”, de acordo com “The Christian Science Monitor”.

    “Embora [Luiz Inácio Lula] da Silva use com freqüência o jargão esquerdista de Hugo Chávez, [presidente] da Venezuela, suas ações demonstram uma vontade de liderar a região com soluções guiadas pelo mercado e forjar uma geopolítica” que não desagrade os americanos.

    Floresta amazônica

    A presença militar brasileira no Haiti a serviço das Nações Unidas, sua participação em “acalmar a ameaça de guerra entre Colômbia e Venezuela” e as relações com a Bolívia também são mencionados no editorial.

    “The Christian Science Monitor” conclui que se o presidente brasileiro “conseguir manter um nacionalismo saudável, ele vai encontrar um parceiro em Obama em questões que vão de energia a segurança”. “O ex-líder sindical e o ex-coordenador comunitário, ambos sabem como negociar um acordo em prol do bem comum”.

    “Como [Luiz Inácio Lula] da Silva e Obama, Estados Unidos e Brasil têm coisas demais em comum para não compartilhar a liderança regional e global”, diz o editorial.

  3. Tem um ditado que diz:”Bronca é arma de otário”. Bronca, aí aplicada, não como esporro, grito, reprimenda mas sim como pinima, ranço, raiva, aversão eque tais. Esse parece ser o caso de uitos que nesse espaço comenta. A bronca com Lula chega às raias de briguinha de piá. De troca de dedinhos. Acordem pois o sujeito vem fazendo o trabalho de casa direitinho. Manteve a política econômica de FHC, soubre trabalhar com os mercados, elevou os níveis de exportação, manteve a moeda controlada e segue como lider na Amèrica do Sul. Daí vem a bronca dos cegos de má fé e dos que achavam que o governo do cara duraria pouco tempo. É, vai ser dificil não fazer o sucessor. Esse é mais um temor e mais uma bronca futura. Realmente, “bronca é arma de otário”.

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