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O plebiscito do Colégio Estadual do Paraná

Começa às 22h de hoje a contagem dos votos do plebiscito realizado pelos alunos do Colégio Estadual do Paraná para saber se estudantes, professores e funcionários preferem que a diretora do colégio seja escolhida por votação direta ou não.

Uma aluna do colégio diz que todos estava muito ansiosos, principalmente os professores que, segundo ela, “tem sofrido muito com a administração de Madselva Feiges”.

7 Comentários

  1. Requião e Pessuti, vcs estudaram no colégio estadual do paraná. Chega de teimosia e faça eleição direta já. Todas as universidades e todas as escolas estaduais tem eleições diretas. Porque só o colégio estadual não tem. Errar é humano agora persistir é burrice. Vamos lá e acate pelo menos o resultado do plebiscito………….

  2. Mas não é possivel, como podem contrariar a democracia e ficar enrolando para fazer a eleição direta.

  3. Vergonhosa incoerênc Responder

    http://www.jornalcomunicacao.ufpr/node/2930
    20/11/2008

    Democracia para o Colégio Estadual do Paraná?
    Projeto de lei insitui eleições diretas para o Colégio Estadual do Paraná, e é alvo de críticas por parte de sua atual diretora
    Reportagem Rafael Rodrigues
    Edição Vanessa Prateano
    Rafael Costa

    O Colégio Estadual do Paraná, patrimônio educacional do estado: alunos protestam por mais democracia
    No final do ano de 2007, alunos do Colégio Estadual do Paraná [CEP] protestaram contra a indicação, feita pelo secretário de Educação do Estado e aprovada pelo governo do Estado, da professora do Setor de Educação da UFPR, Maria Madselva Ferreira Feiges para a di-retoria do colégio. As mobilizações reivindicavam a sua retirada do cargo e acabaram resultando num projeto de lei do deputado Mauro Moraes (PMDB-PR) que institui eleições diretas para o cargo. O deputado afirma que há mais de 2.000 instituições estaduais de ensino no estado que se valem das eleições diretas para cargos de diretoria, como forma de integrar alunos, professores e diretor num processo democrático, e que o caso do CEP não poderia ser diferente. O projeto está em vias de ser votado na Assembléia Legislativa. A diretora, conhecida como Madselva, critica o projeto e levanta aspectos, segundo ela, ignorados ou desconhecidos durante a elaboração da lei.

    Comunicação: Como a senhora se coloca diante do projeto de lei que propõe eleições diretas para o CEP, retirando-o das exceções na lei de eleição para diretores da rede estadual?

    Maria Madselva Ferreira Feiges: Esta proposta de eleição tem um equivoco já no ponto de partida. Não é apenas o Colégio Estadual do Paraná que não tem eleição para diretor. É o colégio da Polícia Militar e todas as instituições conveniadas com a igreja. O primeiro equívoco é o projeto de lei ter uma intenção direta e não democrática. O princípio da democracia é universalizante. Na lei da eleição para diretores, o Governo do Estado faz essa exceção a todos. Por que a Assembléia Legislativa não tira a exceção de todos? Então, se a intenção é atingir só o CEP, o principio não é o da eleição para diretor. É fazer algo especificamente no CEP.

    Comunicação: Por que o governo do estado excetua o CEP das eleições para diretor?

    Madselva: Porque ele [CEP] se situa no que é chamado de regime especial. O CEP goza de certa autonomia orçamentária (portanto, financeira), pedagógica e administrativa. Isso significa que nós temos orçamento próprio [em torno de 12 milhões de reais por ano]. Parte do orçamento do estado, isto é, do tesouro estadual, é repassado diretamente para a direção do CEP. Fazemos a nossa folha de pagamento, pagamos todas as despesas da escola com orçamento próprio. Isso diferencia o CEP das demais escolas. Pelo fato de ser um regime especial, nosso orçamento é uma pequena fatia do orçamento do estado delegada à direção, que é a ordenadora de despesas. Nós prestamos contas diretamente para o Tribunal de Contas e diretamente para o governo do estado.

    Comunicação: É preciso manter o colégio nessa condição?

    Madselva: Em todas as outras escolas a verba principal é a verba do fundo rotativo. O CEP jamais sobreviveria com essa verba, jamais se sustentaria se saísse do regime especial. Com a eleição de diretores, necessariamente ele terá que sair. Porque, se eu faço eleição de diretor, o principio democratizante é que a escola tem que ser tratada como todas as outras. E os diretores da escola vão ter que se virar para arrumar recursos para mantê-la. Pela história dessa escola, ela não tem condições de sobreviver com o fundo rotativo, que é um valor repassado por aluno. No ano passado, foram 88 mil reais, que não cobrem as despesas de material de limpeza nessa escola. Então, essa verba, mesmo que fosse de 200 mil reais (o máximo a que chegaria pelo fundo rotativo), não sustenta a escola. Só para manutenção de piscinas, de pistas, de ginásio, as despesas estão previstas em 300 mil reais. Esta idéia de gestão da escola é completamente ignorada pelos defensores da eleição de diretores. Isso, por exemplo, não significa que eu seja contra a eleição. Só que o diretor não vai gozar deste recorte que existe quando o regime é especial.

    Comunicação: As eleições diretas podem, então, trazer um problema orçamentário?

    Madselva: Gravíssimo, gravíssimo. Eu não vejo um governador mantendo isso aqui em regime especial com um diretor eleito.

    Comunicação: Por quê?

    Madselva: Porque não se vai correr um risco, com certeza, de ter um gestor da escola eleito administrando uma verba que é parte do tesouro nacional e, portanto, quem responde diretamente por ela, quando liberada desta forma, é o governador. Eu não vejo isso acontecendo dessa forma, não vejo mesmo. Da mesma forma que o governador escolhe o diretor do CEP, ele escolhe o diretor da Biblioteca Pública do Paraná, que também é de regime especial. Você acha que eles vão eleger o diretor da Biblioteca Pública do Estado do Paraná?

    Comunicação: Há o risco de disputa de interesses políticos ou lobbies dentro da escola com as eleições?

    Madselva: Sempre vai haver. Mesmo nas outras escolas que possuem 30 professores, que possuem eleição, sempre há. Porque todo processo eletivo estabelece relações de poder. Na posição em que a escola está hoje, enquanto regime especial, eu não vejo condições de um processo de eleição aqui dentro.

    Comunicação: Qual seria, então, a melhor solução para o CEP?

    Madselva: No ano passado, quando assumi a direção da escola, fiz uma defesa com os professores, alunos, funcionários, que continuo fazendo: eu gostaria de ser a última diretora de fora indicada para dirigir esta escola. Essa escola deve ter professores competentes, um quadro que seja capaz de dirigir políticas públicas. Que o governador do estado mantenha o regime especial, mas que possa escolher daqui de dentro o dirigente desta escola. Que, entre os 300 professores dessa escola haja, no mínimo, 50 professores para os quais o governo do estado possa apontar o dedo e dizer: dentro do CEP há profissionais, professores que compreendem a questão das políticas públicas, de gestão publica, do dinheiro publico, e escolher daqui de dentro qualquer um destes professores. Que possuam uma visão administrativa, uma visão pedagógica e uma visão orçamentária das próprias necessidades da escola.

    Comunicação: Por que isso ainda não pôde ser feito?

    Madselva: A escola tem que se qualificar pra isso. Porque, nos últimos anos, os diretores têm sido de fora. E nós também temos de nos perguntar por quê. Os professores também teriam que responder por que, no entendimento deles, tem que ser trazido alguém de fora. Por que o governo não escolhe, do grupo que há aqui dentro, um professor ou uma professora para ser o diretor da escola? Então, isso seria uma questão que daria um longo debate.

    Comunicação: O que a senhora responderia?

    Madselva: É a questão de políticas públicas, mesmo. Para você ter idéia, no final de 2006, na forma que a ex-diretora estava conduzindo essa escola, os professores se recusaram a utilizar o livro didático publico. Então, nós nos perguntamos: isso é um posicionamento de direção de escola? Apoiar um grupo de professores que se recusa a utilizar um livro público? A questão pedagógica deve passar por alguém que tenha conhecimento e determinação para encaminhar políticas públicas. E políticas públicas não passam pela concepção individual de um grupo de professores ou alunos. Política pública é pública.

    Comunicação: Aparentemente, baseada neste conceito de política pública, a senhora vem implantando algumas mudanças que geram reclamações por parte dos alunos. Reclamam de medidas autoritárias, dizem sentir-se vigiados…

    Madselva: Para que esta escola tenha qualidade, a primeira coisa: aluno tem que estar em sala de aula vendo aula. Aluno não deve ficar no corredor nem no pátio da escola gritando democracia. Democracia é acesso ao conhecimento. É a socialização do conhecimento. É criar uma qualidade, que eu não precise pensar que tenho que ir pra uma escola privada fazer cursinho. Isso é um eixo da democracia. Penso a gestão democrática em dois eixos: um é a composição dos instrumentos de gestão democrática: eleição de diretor, conselho escolar, APMF, grêmio estudantil, conselho de classe, as grandes ferramentas da gestão democrática. Há aqui no CEP uma discussão nestes últimos anos que é a seguinte: democracia é gritar ‘eleição de diretor’, ou ‘fora ‘alguém’. E isso não é democracia. Democracia passa pela institucionalização, sim, dos órgãos de democratização. Mas passa, principalmente, pelo cumprimento da finalidade da escola, que é a socialização do conhecimento. E eu tenho defendido isso. Defendi no ano passado e vou continuar defendendo.

    O que é a Lei de Eleição atualmente válida para o CEP

    A Lei Estadual nº. 14.231, de 26/11/2003, estabele regras para a eleição de Diretores e Diretores Auxiliares da Rede Estadual de Educação Básica do Paraná. Segundo a lei, a eleição de diretores dos colégios estaduais são de competência da Comunidade Escolar, mas “Excetuam-se da presente lei os Estabelecimentos de Ensino em regimes especiais, regidos nos termos dos convênios celebrados com a Secretaria de Estado da Educação, os que funcionam em prédios privados, cedidos ou alocados de instituições religiosas, os da Polícia Militar do Estado do Paraná e o Colégio Estadual do Paraná”.

    Segundo determina a lei, o orçamento do CEP é repassado diretamente do Estado para o diretor, que, devido a isso, precisa ser da confiança do governador. Além disso, para um colégio do porte do CEP, as verbas repassadas através de regime comum (valor repassado por aluno) seriam insuficientes para manter sua infra-estrutura e corpo docente. Caso a eleição direta seja aprovada, o regime passará a ser comum, e as verbas serão repassadas de acordo com o número de alunos, o que, segundo Madselva, poderá inviabilizar a sobrevivência financeira do colégio

  4. A entrevistada acima é aquela senhora que andou pelo estado do Paraná inteiro dando “cursos” sobre gestão democrática?
    Não pode ser!!! Impossível tamanha incoerência! Ah, acho que entendi, na verdade, o que ela está dizendo nas entrelinhas é que ninguém que tem amor ao Colégio Estadual do Paraná, ou seja, nenhum professor que ama aquela instituição de ensino se prestaria a desmontar a tradição de respeito, democracia e educação de qualidade até então ali praticados. O governador precisou buscar fora da escola alguém sem nenhum vínculo afetivo com aquela comunidade escolar para fazer o servicinho sujo que esta que se diz pedagoga está fazendo! Agora entendi!!!

  5. Leonardo - aluno Responder

    O regime especial do CEP NÃO VAI SER MODIFICADO. Vamos modificar a Lei Estadual nº. 14.231, de 26/11/2003, na qual iremos tirar o nome do CEP das “exceções”, garantindo assim as eleições para diretor.
    O que garante a “verba diferenciada”, é o regime especial. E nós NÃO VAMOS MEXER NO REGIME ESPECIAL. Esse é um argumento sem consistência e utilizado por pessoas que não apóiam as eleições diretas.

  6. Professor do CEP Responder

    Esta senhora Madselva não tem a menor noção do que diz… E nem daquilo que dizia há bem pouco tempo atrás!!! Alguém poderia ensinar a ela, por favor, o significado da palavra “coerência”? Sócrates já dizia que “é muito melhor estar em desacordo com o mundo do que estar em desacordo consigo mesmo”. Mesmo diante da morte, manteve-se firme diante daquilo que acreditava e que sempre professou publicamente. Por isso, mereceu ficar para a história como um dos pilares do pensamento ocidental. E como a “melhor pedagoga” do Paraná, “arauto da gestão democrática” da escola pública, vai ser lembrada? Como alguém que, ao invés do diálogo e da argumentação, da boa dialética, prefere o processo administrativo contra quem discorda de suas idéias… Que usa o poder institucional para ameaçar quem representa um obstáculo às suas idéias… Que faz exatamente o contrário de tudo o que sempre defendeu publicamente… Para a história ela não vai ficar, porque as pessoas irão esquecê-la… Mas não vão esquecer tão cedo e esta senhora, que não merece a honra de ser chamada de Professora, vai ter que voltar para a sala de aula na UFPR… Como ela irá olhar para os alunos e sustentar o “velho discurso” diante de tudo o que o Estado do Paraná já a viu – e está vendo – fazer? Esta entrevista é um documento e tanto para a anto[a]logia desta senhora!!! Só faltou ela dizer que se o Rei mandá-la comer mamona, ela pede o cacho inteiro!!!

  7. Hoje digo que jamais saberei o que é me orgulhar desse colégio.
    digo que amigos nos fazemos em qualquer lugar, piscinas procuramos em clube mas e a educação exemplar onde se encaixa?
    sinto por não ter presenciado a decada exemplar do CEP, hoje vivemos uma ditadura onde alunos são exposto e professores esqueceram o que significa ensino de qualidade e boas maneiras, onde escutamos do professor dicas como:
    mulheres se vocês pensam que abrir as pernas farâo todos os homens caírem em seus estão enganadas.
    obs: isso foi uma dica!
    sinto dizer que o CEP ao qual o Paraná se orgulhava não existe mais, possuimos cursos, piscinas, planetario e pistas menos a educação exemplar dignada a tal estabelecimento, sinto por raros professores que mantem sua postura e são exelentes profissionais por viverem esse mesmo “inferno”, mas hoje pedimos direitos,eleições DIRETAS e um pouco da honra do passado.
    ” CEP ame-o ou deixe -o “

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