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Criação de empregos cai pela metade no Paraná

Da Gazeta do Povo

Com o impacto da crise financeira, apenas 6 mil vagas foram abertas no Paraná em outubro – no mesmo mês de 2007, foram 13 mil. Redução acompanha tendência do resto do país.

O ritmo da geração de empregos no Paraná sofreu uma forte desaceleração em outubro. Foram 6 mil vagas criadas no mês passado contra 13 mil no mesmo mês de 2007, uma retração de mais de 50%. O setor industrial foi o que apresentou o pior desempenho, com geração de apenas 370 vagas, muito abaixo das 4,5 mil registradas em outubro de 2007. Em relação a setembro deste ano, a freada no emprego foi ainda maior – o saldo de postos de trabalho abertos no mês anterior foi de 17,4 mil.

O Paraná seguiu a tendência do restante do país e sentiu os primeiros efeitos da crise financeira sobre a economia real. O nível de emprego formal (a soma de todas as pessoas com carteira assinada) no Brasil subiu apenas 0,2% em outubro, na comparação com setembro. No Paraná, o avanço foi levemente maior, de 0,28% – menos da metade dos 0,65% do mesmo mês de 2007. No saldo acumulado no ano, porém, os números do estado ainda são robustos. Foram criados 160 mil postos de trabalho de janeiro a outubro, volume 11% superior ao do mesmo período de 2007, e que fez o nível de emprego subir 8,6%. No país, o crescimento foi de 7,2%.Boa parte do fraco desempenho do Paraná em outubro se deve a uma contração da indústria de transformação em um mês em que o setor em geral ainda estaria contratando para atender às encomendas de fim de ano. No mês passado, esse segmento demitiu 29 mil pessoas, 8 mil a mais do que em outubro do ano anterior, e contratou 29,4 mil. Assim, a expansão no nível de emprego nessa área caiu de 0,78% em 2007 para 0,06% em 2008. Cinco subsetores tiveram saldo negativo, ou seja, mandaram embora mais trabalhadores do que admitiram: o de produtos minerais não-metálicos, madeira e mobiliário, fumo e couros, calçados, e produtos alimentícios, que fechou mais de 590 postos de trabalho.

Apesar de ter sido sacudido pela crise financeira, o setor de construção civil continuou contratando. Foram abertas 380 vagas no estado em outubro, cerca de 20% menos do que no mesmo mês de 2007 e bastante abaixo das 1,6 mil criadas em setembro. Com as contratações para o fim de ano, o varejo abriu 3,2 mil vagas. O ritmo é também menor do que em outubro do ano passado, quando o setor teve um acréscimo de 4,7 mil postos de trabalho. A pesquisa mostra, portanto, que o ritmo de criação de empregos no estado não resistiu à crise, mesmo com a proximidade do Natal.

Brasil

A forte desaceleração no ritmo de geração de empregos foi sentida em todo o país e é atípica. A retração foi mais acentuada do que o esperado. Em outubro de 2007, o número de trabalhadores com carteira assinada subiu 0,7% em relação a setembro, contra 0,2% em 2008. A indústria de transformação e a construção civil foram os setores que mais pisaram no freio. Em outubro de 2007, o segmento industrial abril 60 mil vagas. No mês passado, foram apenas 8 mil. Na construção, a queda foi de 21 mil postos para 2 mil, no mesmo período de comparação.

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, admitiu que os números de outubro estão abaixo do esperado, mas sustenta que os primeiros três trimestres do ano foram bons o suficiente para manter 2008 como o ano com o maior volume de empregos formais criados. “Ao final de 2008 teremos o melhor resultado da história da geração de empregos no Brasil, com mais de 2 milhões de vagas criadas”, disse o ministro ao apresentar os dados. O número de vagas formais cresceu 7,4% nos primeiros dez meses do ano, com 2,1 milhão de postos criados, acima dos 6,5% do mesmo período de 2007.

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