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Paulo Bernardo anuncia cortes no orçamento

O PIB e a arrecadação vão cair, prevê o governo Lula. Isso significa que a parte que cabe ao Paraná também vai diminuir e passou a ser o principal motivo da pressa de Requião em aprovar sua reforma que aumenta impostos para o ano que vem.

Vejam só. O PIB do próximo ano, último de Requião no poder, foi estimado inicialmente em 4,5%, caiu para 4%. A arrecadação de tributos será reduzida em R$ 15 bilhões.

Os novos dados foram remetidos ao Congresso pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e se encontram na Comissão Mista de Orçamento.

Em agosto, o governo previra que a economia cresceria 4,5% no ano de 2009. Agora, prevê 4%. Um índice otimista. Organizações como o FMI projetam o crescimento do Brasil para o próximo ano em 3,5%. Operadores do mercado prevêem PIB abaixo de 3%.

A economia vai murchar e o governo estimou em R$ 15 bilhões a queda na arrecadação. Desse total, R$ 10 bilhões referem-se à diminuição na coleta de impostos federais. Os R$ 5 bilhões restantes referem-se a royalties de petróleo.

Na primeira versão do Orçamento, o governo estimara em US$ 111 o preço médio do barril de petróleo no ano de 2009. Agora, crava U$ 76,37. Daí a queda nos royalties.

Os cortes são inevitáveis. Com menos dinheiro em caixa, o Planejamento fixou em R$ 8 bilhões a necessidade de cortes de despesas. A depender de Lula, serão poupados da lâmina os investimentos do PAC e os gastos em programas sociais.

O dólar teria, no próximo ano, cotação média de R$ 1,71. Agora, crava R$ 2,04. Hoje, a cotação da moeda americana roça os R$ 2, 40. A inflação seria de 4,5%. Agora, crava 5,19%. A meta oficial de inflação é de 4,5%, com tolerância de dois pontos para cima ou para baixo.

Ou seja, vai ser um ano difícil para todos e também para os governantes. Requião quer ficar fora dessa e para isso providencia a sua reforminha tributária.

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