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A crise ameaça os hospitais

Os efeitos da crise econômica mundial já chegaram à saúde pública. Os hospitais filantrópicos que respondem por mais de 50% do atendimento dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) estão sendo afetados pela escassez de crédito para custeio, e correm o risco de não terem como fechar as contas no final do ano.

O deputado federal André Zacharow (foto), do PMDB, entrou em contato com o ministro das Relações Institucionais, José Múcio, e o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, para reivindicar que o governo federal crie uma linha especial de crédito através dos bancos oficiais – como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil – para os hospitais filantrópicos.

Zacharow lembra que o governo vem socorrendo bancos e setores como o das montadoras de automóveis, afetados pela crise mundial.

“Os hospitais também sofrem com a falta de crédito, e nesse momento não estão conseguindo levantar recursos junto às instituições financeiras para despesas de custeio e pagamento de pessoal. Precisamos de uma solução urgente, pois isso prejudica o atendimento prestado a população e traz insegurança, pois pode afetar inclusive o pagamento do décimo-terceiro salário dos funcionários desses hospitais”, alerta o deputado.

Zacharow destaca que os hospitais já sofrem com a defasagem da tabela do SUS, que remunera muitos procedimentos com valores que sequer cobrem o custo dos serviços. E também estão sendo afetados pela alta na cotação do dólar, que onera o preço dos insumos hospitalares, grande parte deles importados. Além disso, os recursos que eles recebem do governo federal através de emendas parlamentares ao orçamento não podem ser utilizados para pagamento de pessoal e outras despesas de custeio, mas somente para obras de reforma, ampliação, construção de unidades e aquisição de equipamentos.

Segundo o deputado, o País não pode prescindir dos serviços prestados por esses hospitais, já que eles na prática hoje funcionam como “braços” do poder público, atendendo os pacientes do SUS que as instituições públicas não têm como atender. “Não há dúvida de que o socorro aos bancos e empresas é necessário para garantir a estabilidade da economia. Mas não podemos esquecer da saúde. Afinal estão em jogo as vidas de milhares de brasileiros que diariamente buscam e encontram atendimento nos hospitais filantrópicos”, ressalta Zacharow.

O deputado observa ainda que permanece a espera de votação no Congresso a regulamentação da emenda constitucional 29, que fixa os percentuais que devem ser investidos anualmente pela União, estados e municípios na saúde pública. E também a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), cujo texto base foi aprovado em junho, mas teve sua votação interrompida durante a discussão de um destaque apresentado pela oposição que na prática inviabilizaria sua cobrança. Com uma alíquota de apenas 0,1% sobre as movimentações financeiras, ela garantiria mais R$ 10 bilhões anuais para a saúde. “A saúde no Brasil não pode esperar. Precisamos de soluções urgentes. Afinal não podemos deixar o paciente morrer para depois tentar ressuscitá-lo”, diz Zacharow.

1 Comentário

  1. Quem foi que deixou de dar conselhos apropriados para impedir o AVC que matou Max Rosenmann? Requião!
    Se não fosse isso, Zacharova não tinha assumido o cargo de deputado. Logo, o culpado é Requião.
    O que quer que Zacarias de Goes faça de bobagem no Congresso o culpado é o Requião.

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