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Câmara adia reforma tributária para 2009

De Josias de Souza, na Folha Online

O nariz virado da oposição prevaleceu sobre a vontade do governo. O líder de Lula na Câmara, Henrique Fontana (PT-SP), jogou a toalha. Ele se deu conta de que não havia consenso quanto à reforma nem entre os aliados.

Foi ao Planalto. Avistou-se com um Lula decidido a submeter a reforma tributária à sorte do voto. Fontana ponderou que a bancada do governo, além de fluida, estava submetida ao regimento da Câmara. Um regimento que oferece munição aos oposicionistas para levar a obstrução às raias do paroxismo.

Corria-se o risco de não votar coisa nenhuma. De volta à Câmara, Fontana topou o adiamento. PSDB, DEM e PPS concordaram em devolver a matéria à pauta em março de 2009. Sem obstruções. Até lá, vai-se tentar estreitar as diferenças. Coisa que não deve acontecer.

A reforma tributária é uma dessas matérias não que saem do papel porque todos são a favor dela.

Em vez de realizá-la, os atores preferem mantê-la viva em discurso, como um ideal retórico.

O adiamento levou Arlindo Chinaglia (PT-SP), presidente da Câmara, a soltar fogos.

Com a rendição do governo, a oposição desfez as barricadas que erguera no plenário.

E Chinaglia prepara-se para levar a voto, antes do Natal, um lote de projetos.

Na próxima semana, Chinaglia negociará com os líderes o teor da pauta de final de ano.

3 Comentários

  1. Vigilante do prtão Responder

    Não sai nem em 2009.
    A coberta é curta e não dá mais para aumentar a carga tributária.

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