Uncategorized

Venda de veículos cai 30,45% no Paraná

De Ana Paula Ehlert, do Jornal do Estado

As vendas de carros novos despencaram no Paraná. Em novembro, as concessionárias e revendas do Estado venderam 30,45% menos veículos que em outubro — foram 21.137 unidades contra 30.391 comercializadas no mês anterior. E, embora, na análise do ano as vendas apontem um avanço de 10,41%, frente ao mesmo período do ano passado, o tamanho dos estoques mexeu com o mercado.

“Há modelos com preços até 15% menores aos cobrados em janeiro deste ano”, afirma o diretor da Fenabrave-PR, Gláucio José Geara.

O executivo afirmou que, com base nestas promoções feitas pelas fábricas, está um pouco mais otimista em relação às vendas de dezembro. “A partir do momento que o governo anunciou a liberação de R$ 4 bilhões para o financiamento de carros, na segunda quinzena do mês passado, o consumidor começou a voltar às compras”, argumentou. “Então, acredito que poderemos ter sim um melhor resultado em dezembro”, disse.

Em novembro, o encolhimento do mercado paranaense foi bem maior que o nacional. No Brasil, as vendas de veículos novos caíram 22,28%, conforme os dados da Fenabrave divulgados no início da semana. Para Geara, a diferença se deve ao temor e as dificuldades de liberação de crédito que tomaram conta do mercado, principalmente na primeira quinzena de novembro.
“Não se fazia negócios porque ninguém sabia o que iria acontecer”, explicou ressaltando que o paranaense é, por natureza, mais comedido com relação a gastos.

O recuo maior foi verificado no segmento de automóveis de passeio, com uma queda de 34% (10.119 em novembro, contra 15.332 de outubro). O emplacamento de motos, que serve de termômetro sobre o comportamento da baixa renda, encolheu 26,96% no período. Foram vendidas 6.415 motos em novembro, contra as 8.783 unidades comercializadas no mês anterior.
O otimismo de Geara é explicado pela disposição que o governo tem mostrado. “Se o governo continuar a tomar medidas que desonerem o setor, como a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) das motos, acredito em uma melhora nas vendas”, afirmou o executivo.

No entanto, Geara não aposta em grandes números. Para ele, o mercado nacional vivia uma bolha de consumo, resultado da facilitação do crédito. “Nós vínhamos de um crescimento anual de 30% há três anos e que agora deve voltar a patamares mais realistas”, afirmou.

Sobre a inadimplência, os índices cresceram, mas ainda não são alarmantes. Os financiamentos em atraso há mais de 30 dias passaram de 3,27% para 4% no Brasil e os em atraso de 15 dias, passaram de 7% para 15%. “Estamos como sinal amarelo, mas ainda não estamos no vermelho”, finalizou.

2 Comentários

  1. Vigilante do prtão Responder

    É só uma marolinha. KKK
    Vai falar isso para quem está perdendo tudo o que construiu ao longo da vida.
    Serão centenas de empresas de comércio de veículos que vão quebrar.
    Os primeiros a dançar serão os funcionários, vai ser um final de ano péssimo.

  2. Segundo uma vendedora da LeLac, em Curitiba, o mercado esta aquecido!! imagine se estivesse frio!! hahaha

Comente