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Empresariado é contra minirreforma tributária do governo

De Roger Pereira, no Paraná Online:

As seis audiências públicas (a última, em Curitiba, contando até com a presença do governador Roberto Requião) realizadas pela Assembléia para debater o projeto de minirreforma tributária apresentada pelo governo do Paraná parecem não ter sido suficientes para o governo convencer os empresários a concordarem com a proposta.

Enquete promovida pela Rede de Participação Política – da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) — aponta, até agora, que 69,7% dos participantes são contra o projeto.

Apenas 30,30% dos visitantes da página da rede política da Fiep se posicionam a favor da proposta que reduz de 18% para 12% a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestações de Serviços (ICMS), sobre 95 mil produtos de consumo popular, mas como compensação, aumenta em dois pontos percentuais a alíquota de cinco produtos e serviços dos setores onde o Estado mais arrecada: gasolina, telefonia, fumo, bebidas alcoólicas e energia elétrica. A votação é mantida através do site www.redeempresarial.org.br.

O projeto, encaminhado pelo governo para a Assembléia Legislativa, tramita na Comissão de Constituição e Justiça da Casa. O relator da matéria, deputado Reni Pereira (PSB), prometeu apresentar seu parecer à comissão na segunda-feira. A Assembléia pretende votar o projeto já na próxima semana.

Na audiência pública realizada no último dia 26 de novembro, na sede da Associação Comercial do Paraná, em Curitiba, o vice-presidente da Fiep, Evaldo Kosters, apresentou uma posição neutra da Federação em relação à minirreforma por entender que, como representante da indústria paranaense, não poderia se posicionar contra ou a favor de um projeto que beneficia um grupo de seus filiados e prejudica outros.

No entanto, a Fiep apresentou preocupação quanto à possibilidade de aumento da arrecadação tributária do Estado e sugeriu uma cláusula de salva-guarda caso empresas tenham sua atividade prejudicada a partir da aplicação do novo projeto.

A Rede de Participação Política do Empresariado é uma iniciativa apartidária lançada pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em parceria com a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap), e visa a aglutinar forças da sociedade em torno da construção de um projeto de aprimoramento da maneira de fazer política no Brasil.

O principal instrumento é o site que se tornou um grande fórum virtual entre os participantes. Lançada em abril de 2006 pela Fiep, a Rede já conta com mais de 5 mil cadastrados, espalhados por 25 estados brasileiros.

Em resposta à preocupação dos empresários, o líder do governo na Assembléia, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), disse que a nova tabela do ICMS beneficiaria diretamente 2,9 milhões de famílias paranaenses “que terão, em média, uma redução na carga tributária dos bens de consumo salário entre 7% e 9,87%, e vão ter uma redução no custo de vida de 0,98%.

Isso é documento real com base no orçamento familiar, dados do IBGE, calculados pelo Departamento de Economia da UEM”. Para Romanelli, os deputados, empresários e a opinião pública entenderam a necessidade do reajuste de 2% percentuais na gasolina, álcool anidro, cigarro, bebidas, energia elétrica e telefone.

2 Comentários

  1. Admar de Barros,foi Governador de São Paulo
    disputou uma eleição presidencial.Em um dos seu comicios referiuse ao outro candidato da epoca Gal. Lotte, que em um discurso seu tinha falado sobre a crise da batata que na época chegou a preço exorbitante,Ademar disse o Lotte só conhece batata na maione, e assim esta o Dep. Romanelli, querendo falar de economia defendendo o Projeto do chefe,ele só conhece sobre economia da carne,onde militou por muitos anos na profissão.

  2. Então DUCE você está com tão baixo prestígio que não consegue levar vantagem até em enquete entre os empresários sobre o que você pensa que está mandando bem.
    Lembrem-se, este é o DUCE que nem + ou – 70% dos empresários paranaenses acreditam no que ele propõe ,agora em 2010 lembrem dele ,nem pra guardião de rua…

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