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Commodities Agrícolas

Do Valor Econômico

Piso em seis semanas. Em uma sexta-feira inesquecivelmente ruim para as commodities agrícolas, o açúcar não foi exceção e despencou na bolsa de Nova York, tragado pela mesma onda de pessimismo, alimentada pelo aumento do desemprego nos Estados Unidos, que varreu os demais mercados. Os papéis para entrega em março encerraram a semana negociados a 10,57 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 23 pontos, ao passo que os contratos com vencimento em maio caíram 22 pontos, para 11,11 centavos de dólar, conforme informou a Dow Jones Newswires. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq não acompanhou a tendência e subiu 0,1%, para R$ 30,95 a saca de 50 quilos. Com isso, a variação acumulada do indicador foi positiva (0,85%) na primeira semana do mês.

Sem sustentação. Colapso. Foi com esta expressão que traders consultados pela agência Dow Jones Newswires definiram a queda das cotações do café na sexta-feira na bolsa de Nova York, dia de forte baixa nos mercados de commodities em geral em virtude da elevação do dólar e da expectativa de forte desaceleração econômica global. Os contratos futuros com vencimento em março encerraram o pregão a US$ 1,0320 por libra-peso, queda de 295 pontos em relação à véspera. A mesma variação negativa abateu os papéis para entrega em maio, que fecharam a US$ 1,0580. Em Londres houve baixa, mas menos, e no mercado brasileiro o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do arábica recuou 0,37%, para R$ 262,26. A desvalorização acumulada na primeira semana de dezembro foi de 0,67%.

Nas ondas da crise. As cotações do suco de laranja voltaram a cair na sexta-feira na bolsa de Nova York e permaneceram no mais baixo patamar dos últimos quatro anos. Uma vez mais a perda de sustentação foi provocada por quedas de preços em outros mercados e pelo cenário adverso para o consumo do produto. Os contratos com vencimento em janeiro encerraram a semana negociados a 73,10 centavos de dólar por libra-peso, em baixa de 20 pontos, ao passo que os futuros para entrega em março caíram 125 pontos e fecharam a 74,95 centavos de dólar. Traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires voltaram a lamentar o pessimismo geral. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu, em média, por R$ 7,55, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq.

Tombo em NY. As cotações do algodão não resistiram às perdas generalizadas nos mercados de commodities e tombaram na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 39,33 centavos de dólar por libra-peso, em baixa de 233 pontos, ao passo que março encerrou a semana a 41,37 centavos de dólar, queda de 223 pontos, e maio caiu 231 pontos, para 41,24 centavos de dólar. Também pesou para algodão as perspectivas de demanda retraída em virtude da desaceleração econômica decorrente da crise financeira irradiada a partir dos Estados Unidos. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso registrou desvalorização de 0,29% e fechou a semana a R$ 1,1267. No mês, a baixa acumulada chega a 1,36%.

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