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Baka critica ação do governo contra Paranaguá

Roger Pereira no Paraná Online:

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Reeleito prefeito de Paranaguá, José Baka Filho (PDT) fez um balanço de suas atividades nos primeiros quatro anos. Falou sobre as propostas e desafios para o novo mandato.

Em entrevista para o jornal O Estado criticou o governo do Estado e lamentou os problemas enfrentados pelo Porto de Paranaguá. Para ler a entrevista clique no leia mais.

Foto: Anderson Tozato

O Estado – Como o senhor avalia os últimos quatro anos à frente da prefeitura de Paranaguá?

José Baka Filho – O mais importante foi o trabalho com a educação. Começamos a implantar a escola em tempo integral. Já temos 10 mil alunos nesse sistema e estamos com seis obras em andamento. É um investimento que a prefeitura faz porque acreditamos que uma nação se torna grande quando investe em educação. E esse é um dos pilares do PDT, meu partido: educação soberania nacional e proteção da nossa riqueza. Contratamos professores, investimos na capacitação, pagamos bem acima do piso nacional. E a resposta já está acontecendo o nosso Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) já é um dos melhores no Estado.

Também tivemos realizações na saúde, reformamos todos os 19 postos, inauguramos novo hospital, implantamos o Saúde da Família. Investimos muito também no patrimônio histórico, na cultura e no turismo. Hoje, Paranaguá é um dos 65 destinos indutores de turismo no País, reconhecido pelo Ministério do Turismo, o que nos garante investimentos federais para atrair o turista estrangeiro. No Paraná, é só Paranaguá, Curitiba e Foz do Iguaçu nesta situação. Investimos em meio ambiente, vamos construir um novo aterro sanitário. Criamos a Secretaria do Trabalho e trouxemos para Paranaguá uma Escola Técnica Federal, para nossos jovens poderem se qualificar perto de casa.

OE – E o que o prefeito pretendia ter realizado neste mandato que se encerra e acabou ficando para os próximos quatro anos?

JBF – Não consegui investir muito em estrutura. Busquei no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) recursos para recuperar a cidade e, agora, vamos investir de verdade em pavimentação, macrodrenagem (para nossos grandes canais), microdenagem, sinalização e ciclovias, já que Paranaguá é a capital da bicicleta no Paraná.

OE – E quais as principais dificuldades enfrentadas até agora?

JBF – Minha dificuldade maior é falta de um relacionamento mais profissional com a administração do Porto de Paranaguá e com o governo do Estado. Até porque o Porto não paga o ISS para a Prefeitura. Todos os outros portos do Brasil pagam. O Porto de Paranaguá parou de pagar em janeiro de 2005, quando eu assumi. Também tive o cancelamento de obras que estavam contratadas pelo PDU (Programa de Desenvolvimento Urbano – financiado pelo Estado). São retaliações políticas, lamento.

Minha primeira atitude depois de vencer as eleições foi ligar para a Casa Civil e pedir para o secretário Rafael Iatauro marcar uma audiência minha com o governador. Mas até agora não ocorreu. Eu não sei o que se passa. Porque prejudicar tanto assim a cidade de Paranaguá. Isso que ele faz não prejudica o Baka, mas a cidade, o povo que não recebe os recursos. Mas esse “trabalho” que ele vem fazendo contra Paranaguá vai ser “reconhecido” nas próximas eleições.

OE – Paranaguá chegou a sofrer neste ano, no ápice do processo eleitoral, um processo de intervenção estadual por conta de dívidas de precatórios. Como o senhor viu essa questão e qual a situação da dívida do município com precatórios?

JBF – Todo mundo percebeu que a tentativa de intervenção era uma manobra. A prefeitura é a que mais deve precatórios no Paraná, cerca de R$ 15 milhões, heranças de outros governos. Pagamos R$ 5 milhões nestes quatro anos, sempre negociados com o Tribunal de Justiça, e esse precatório que gerou a intervenção estava agendado para ser pago em 2009. Não sei por que cargas d’água ele apareceu na mesa do governador com pedido de intervenção. Pois fizemos o deposito em juízo, não sei se o juiz liberou, e evitamos a tal intervenção. E tenho certeza que aquele vídeo que circulou na internet com declarações do candidato até então apoiado pelo governador foi fruto do fracasso na intervenção. Pois ele ficou possesso, raivoso, porque imaginava que o interventor ia ficar até 31 de dezembro na cadeira do prefeito. Tem outros precatórios na fila, um só é de quase 6 milhões. Estamos negociando o pagamento. Deste episódio, tiro a lição que não é só o poder. Com a razão do nosso lado, nos agigantamos e enfrentamos o governo do Estado.

OE – O senhor citou problemas de relacionamento com o porto. Quais os principais problemas que o senhor vê no porto?

JBF – Lamento muito o que está acontecendo com o porto porque o grau de falta de conhecimento administrativo para dirigir uma atividade portuária está a olhos vistos. O mundo está vendo, porque os grandes armadores estão saindo de Paranaguá. Lamento porque sou parnanguara, sou portuário de carreira, sou engenheiro do Porto e o conheço muito bem. Sou presidente da Associação Brasileira dos Municípios Portuários. É terrível, porque o porto é uma jóia da logística brasileira. Tem que ser tratado com todo carinho, com todo cuidado. Não está dragado, e lá se vão seis anos. Tem o problema do Terminal de Álcool que ainda desmoralizou o IAP (Instituto Ambiental do Paraná), pois a Justiça não aceitou o licenciamento ambiental feito pelo IAP determinando que o terminal só volte a funcionar com autorização do Ibama. O governo federal já viu que o porto não vai fazer a dragagem e decidiu ele mesmo fazer, mas também não tem licenciamento ambiental. O porto podia estar gerando muito mais empregos, reduzindo o custo para o produtor paranaense.

OE – E como esses problemas refletem no município? E o que o prefeito pode fazer?

JBF – O problema maior é o fato de os trabalhadores portuários perderem ganhos pela diminuição do número de navios. Estes diminuem seus gastos no comércio de Paranaguá que, por conseqüência reduziu sua atividade também. Mas Paranaguá está localizada estrategicamente no Cone Sul. Está fadada ao sucesso. E essa administração vai passar, vamos recuperar o porto e ele voltará a dar lucro para o Paraná, o Brasil e para Paranaguá.

A maioria dos portos do Brasil é pertencente ao governo federal e paga todos os impostos. Então nós da Associação dos Municípios Portuários preparamos um projeto para institucionalizar o relacionamento porto-cidade. Uma lei, com as obrigações de cada um nessa relação, como o pagamento dos impostos. Isso já foi encaminhado para a ministra Dilma (Rousseff, da Casa Civil). Acho que o Brasil tem que caminhar para a municipalização dos portos, pois é no município que as coisas acontecem.

4 Comentários

  1. Menos né BAKA , vc não é tudo de bom, apesar de ter razão em algumas coisas..mas convenhamos seu governo nesses 4 anos foram pifios e vc só se reelegeu porque a oposição se dividiu, as urnas mostraram que vc tem uma rejeição de maios de 60% da população de Paranaguá..fica na tua ai companheiro ..e tente fazer um segundo mandato com menos escandalos de pneus, moradortes de rua,, merenda super escolar superfaturada, ..vc sabe que em paranagua nem sinaleira fuciona direito.e dizer que aluno repete mais que uma vez a merenda é sinal de que ele passa fome em casa e se passa fome é porque no minimo seu pai esta desempregado. e vc criou uma secretaria de trabalho pra dar emprego para alguns pelegos que estão envovidos em coisa pesada…menos companheiro..vá de vagar

  2. Até porque companheiro suas realçizações tem como base a politica do governo federal ou seja do PT, e vc gosta muito de se jogar para o lado do PSDB do Beto Richa alias vc tenta imitar muito o Beto la em Paranaguá ..como diria o velho Brizola vc gosta de costear a cerca companheiro ..vamos ver agora em 2010 o que vc vai fazer …Beto ou Osmar ..

  3. O Prefeito Baka é uma das grandes novidades da política paranaense! Venceu com facilidade seus opositores, jogando no ostracismo o Roque “Youtube” e deu a vitória para Osmar Dias em 2006 onde Requião nunca tinha perdido. Quem conhece Paranaguá sabe do seu compromisso com a educação, o que é raro nos políticos. Baka honra a Paranaguá de Bento Munhoz da Rocha…

  4. Percebo absolutamente UMA Promessa feita pelo BAKA,,,,escola integrau, mais vamos abrir o OLHO Baka, a cidade como Berço do Paraná, esta entregue ao Lixo, inclusive RATAZANAS, percorrendo a cidade de Ponta a Ponta, e bem capaz de ter chegado a Prefeitura e na Câmara…(Desabafo). Isto é transmissível, e pode muito bem interferir no Grande Sonho dos Parnanguáras “Cidade Turística”

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