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Real é a moeda mais instável do mundo, e desorganiza a economia

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Nos últimos três meses, a diferença entre a cotação mínima e máxima da moeda brasileira superou os 40%.

Um levantamento feito pela B&T Corretora de Câmbio revela que o real tem sido a moeda mais instável do mundo do fim de agosto para cá. Esse vaivém tem reflexos importantes sobre a economia real, especialmente no comércio exterior e nos investimentos.

Desde que a crise global se aprofundou em setembro, os preços dos ativos financeiros movem-se para cima e para baixo como em uma montanha russa. O Brasil não foge à regra, especialmente no mercado de câmbio.

No dia 12 de setembro, véspera da quebra do banco de investimentos americano Lehman Brothers, o dólar valia R$ 1,781. Na última sexta-feira, fechou em R$ 2,370. Se já não bastasse a expressiva desvalorização no período (24,9%), o real oscilou brutalmente. Nesse intervalo, o dólar chegou a valer R$ 2,519.

Comparando-se as cotações máxima e mínima do período, a oscilação supera os 40%. O won da Coréia, que ficou em segundo lugar no levantamento da B&T Associados, variou 36%. O alto grau de volatilidade é um perigo para empresários, que convivem sem referência de taxa de câmbio para exportadores e importadores, o que acaba causando recuo no comércio externo.

Leia mais: entrevista com Nathan Blanche, um dos maiores especialistas do País em câmbio, publicada pelo jornal O Estado de São Paulo. Segundo ele, grau de volatilidade do real é inaceitável e se deve a equívocos cometidos pela autoridade monetária.

1 Comentário

  1. Foi só a trupe petista assumir o governo, desorganizou toda a economia. De lambugem, nunca a roubalheira foi tanta na história do País.

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