Uncategorized

No ano do aperto

apertar-o-cinto

O ano começa sob o signo da crise e enorme confusa provocada pelos economistas que não se entendem sobre a situação econômica.

Quanto aos governos, recomenda-se que deixem de gastar, mas poucos se convencem de que podem ser mais úteis e bons não pelo que fazem, mas pelo que deixam de fazer ou impedem que se faça.

O prefeito Beto Richa, que hoje dá posse ao novo secretariado, poderia contrariar de vez os costumes e baixar a ordem geral do corte nas despesas, para escarmento dos eventuais talentos empreendedores de sua equipe.

A situação não recomenda desperdícios, obras inúteis e experiências de prodigalidade para satisfazer o próprio ego. A crise será maior se enfrentada pelo tipo de governante que desde o Egito dos faraós costuma caracterizar-se exatamente por essa tendência a realizar obras materiais que marquem o seu lugar na história e justifiquem ao menos aos olhos do próprio governante e das pessoas simples, a impressão de que conquistaram um lugar na eternidade.

É em circunstância como esta de crise e instabilidade que os gestores do dinheiro público deveriam ter ao seu lado figuras como a do nosso Euclides Scalco, que passou pela vida pública como exemplo da austeridade a serviço da racionalidade política que despreza qualquer laivo de populismo.

Beto tem a chance de não repetir a política dos governos de cima e assim se diferenciar. Para isso vai precisar conter os gênios do desperdício nas funções de planejamento e os burros ativos e empreendedores em algumas posições decisivas. Quando estes se juntam passam a disputar entre si quem faz mais em favor do bem-estar do povo e da maior glória da administração pública.

A julgar pelo jeito como vão as coisas, esse risco não parece pequeno na administração do país e do Paraná. Mas poderíamos começar por Curitiba e pelos novos prefeitos que assumem hoje.

4 Comentários

  1. Ocorre que no próximo ano teremos eleições.
    Este fato afasta qualquer chance de prevalecer um critério mais racional de gastos.
    Isto vale tanto para Lula quanto para Beto.
    Lula, se emplacar 2009 com sucesso em relação à quebradeira internacional, pode mudar a legislação eleitoral ao seu modo….
    Beto, se agradar como agradou até agora, abre o cofre e terá ibope para governo.
    Aos concorrentes mais fortes ainda tem o regalo de vice e senado, a negociar.
    Para nós, o que sobra de bom é o capricho redobrado que terão os potenciais candidatos em suas gestões.

  2. começou seu Beto Richa… votei nele. Pelo histórico, pelo pai, por ser anti-Gleisi-botox e anti -moreira.
    Mas… a gente aprende. Acho que a Fernanda tem mais neurônios que o marido, Pelo menos é simpática, carismatica, acolhedora, transparece inteligência , é articulada. O Beto, ao vivo (e no vídeo) não tem expressão, não demonstra empatia, tem cara de paisagem, parece que está ausente, o que se torna muito antipático…Não interage, não escuta… Cuidado Beto…tua expressao sem vida e tua cara de “saco-cheio” não ficam bem para um líder… Se for pra continuar com esta cara de “Ken da Barbie”, pelo menos escolha secretários vibrantes, LEAIS E INTELIGENTES…

  3. Leia, a cara do Beto foi sempre essa. Além do que não votei nele pela cor dos olhos dele ou para ganhar um sorriso. Mas, a atitude dele (de paisagem, como você bem diz) dá uma clara medida de como ele está desiludido com alguma coisa. E uma delas é a puxação de saco para que ele se lance governador, deixando a prefeitura nas mãos de outros que para prefeito não foram escolhidos. Deve ter percebido que a jogada é muito alta para o cacife dele e que pode se estrepar e cair de boca. Mas eu ainda quero apostar no bom senso dele e que ele terminará o mandato que o povo lhe deu pela segunda vez.

Comente