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Isolamento marca fim da era Requião

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De Ivan Santos, no Bem Paraná:

Depois de três mandatos no comando dos destinos do Estado, a “era Requião” aproxima-se do fim sob a marca do isolamento político. Tanto que a praticamente quatorze meses de deixar o cargo, o governador Roberto Requião (PMDB) não tem um nome definido para lançar à sua sucessão, e vê até antigos aliados ameaçando uma debandada.

Como não pode concorrer a novo mandato de governador, Requião deve deixar o governo em abril de 2010, para disputar provavelmente uma vaga no Senado, evitando assim perder a imunidade e o foro privilegiado que o protege das inúmeras ações judiciais que pesam contra ele. E até agora, o único nome de seu grupo político que se apresentou para a disputa sucessória é o vice-governador Orlando Pessuti (PMDB), que deve assumir o governo com a desincompatibilização do titular.

O governador, porém, até agora não deu qualquer demonstração de apoio às pretensões do vice. Pelo contrário, ensaiou uma aproximação com o PSDB do senador Alvaro Dias e do governador de São Paulo e presidenciável José Serra. A previsão dos próprios correligionários de Requião é que ele pode “rifar” Pessuti em favor de uma aliança com os tucanos, que em troca deixariam o caminho livre para o peemedebista disputar uma cadeira no Senado, em uma eleição facilitada já que duas vagas estarão em jogo.

Esse movimento repete o que aconteceu em 2006, quando Requião tentou uma aproximação com o então presidenciável tucano, Geraldo Alckmin (PSDB), na esperança de atrair o PSDB local para sua aliança. Na época a estratégia só não deu certo porque a coligação foi derrubada pela direção nacional do PSDB e acabou embargada na Justiça.

Fora da disputa pelo governo e sem um nome forte para apresentar, Requião também já assiste aliados tradicionais ameaçarem “abandonar o barco”. É o caso do PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujo apoio foi fundamental em 2006 para que o peemedebista evitasse uma derrota para o candidato de oposição, senador Osmar Dias (PDT). Na ocasião, apesar de Requião ter se recusado a declarar voto em Lula, o presidente fez questão de assumir publicamente o apoio ao peemedebista na reta final do segundo turno, sendo decisivo para que ele acabasse reeleito por apenas dez mil votos de diferença em relação a Osmar.

Pois agora a situação se inverte, e Lula é quem vem investindo em Osmar Dias como o nome preferencial para disputar o governo do Paraná com o apoio da base de situação federal. Em troca, o pedetista garantiria um palanque forte para a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, pré-candidata preferida por Lula.

O próprio comando local do PT já deu sinais de que pode abraçar essa idéia. Apesar de oficialmente dizer que o plano é lançar um candidato próprio ao governo, a cúpula petista estadual, que inclui o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e o deputado federal André Vargas, já admitiram que a prioridade é para o projeto nacional. E que se Osmar romper a aliança com o PSDB – que ensaia o lançamento do prefeito Beto Richa para a sucessão no Estado – tem todo o interesse em aliar-se ao senador para disputar a sucessão de Requião.

Motim — Dentro do próprio PMDB paranaense, há uma inquietação latente com a falta de compromisso de Requião com o futuro do partido. A avaliação interna é de que o governador só está preocupado em garantir sua eleição para o Senado, mesmo que as custas do interesse do partido. Os peemedebistas citam como exemplo a eleição em Curitiba, onde o governador forçou o lançamento da candidatura do ex-reitor da UFPR, Carlos Moreira, que acabou a disputa com vexaminosos 19 mil votos.

Os deputados do partido temem que Requião faça o mesmo em 2010, entregando a legenda em troca do apoio para sua candidatura ao Senado. Por conta disso, eles já ensaiam um “motim” e prometem disputar a eleição que vai definir o comando estadual do PMDB, no ano que vem, para tomá-lo do governador.

Essa conflito de interesses ficou evidente ainda na diferença de reações entre Requião e a bancada peemedebista na Assembléia ao lançamento da candidatura de Pessuti ao governo. Enquanto o governador faz de tudo para ignorar as pretensões do vice, os deputados garantiram apoio a ele, até como forma de fortalecer o partido na negociação de uma eventual aliança, caso a candidatura não vingue por falta de densidade eleitoral.

11 Comentários

  1. Se esse bolivariano das araucárias for “ainda” inteligente, sai para dep.federal, pq para o senado vai levar um chumbo mto grosso, e não se elege.

  2. Enquanto o PMDB não reestruturar os seus diretórios e começar a valorizar os seus militantes, estará fadado ao insucesso.
    Vejo o partido como um lugar onde o poder está concentrado nas mãos de um grupo que opera de acordo com seus interesses.
    É por isso que as coisas estão dando errado e continuarão a dar errado.
    O PMDB não se esqueça que têm prazo para acabar e é daqui a exatamente 24 meses.

  3. FABIO.

    O HOMEM AINDA TEM OXIGÊNIO.

    CASO GANHE A ELEIÇÃO DE SENADOR, VOLTA AOS PALCOS.

    LINEU TOMASS.

  4. Almasor Abbas Adilah Responder

    É somente o falso D. Quixote e o seu “fiel” escudeiro “Sancho Benedictu$”!

  5. Duce,nem pra guardião de rua…Este é o resultado de quem não respeita o povo e seus asseclas fazendo do seu governo um cabide de empregos de seus parentes.Por um lado vejo que ele é oportunista, não apareceu ninguém que represente a justiça e o legislativo do nosso estado,com moral para barrá-lo.É muito triste ver e ter que conviver com o imperialismo e impunidade a lá Chavez e Morales…

  6. O Lineu é contra o homem, mas é dos poucos que ainda tem cerebro nessa oposição desesperada contra o Requião, como alguém que tem o voto popular para se eleger o que quiser aqui no Paraná pode estar isolado, acordem opositores que oposição não se faz somente com ciumeiras.

  7. A minha estranheza é quanto aos seus assessores. O que pensam no fundo no fundo dessa situação toda?

  8. Vaso ruim não quebra.
    Teremos que aguentar esse senhor por muitos anos. Salvo se não eleger-se a nada e tiver que fugir do país.

  9. Colhe-se aquilo que se planta… a antiga sabedoria dos nossos avós, bem sabia disso… brigas, agressões, diatribes, fanfarronices, presepadas, bravatas, histrionices, constrangimentos em rede nacional de TV, entre outras, são as pegadas deixadas no caminho de mais de dez anos de governos Mello e Silva, que jogaram a quinta comarca de volta à trilha da roça, do arado de muares, da roca de ficar e do adubo de titica de galinha… nada de obras estratégicas e de infraestrutura, programas de desenvolvimento industrial ou tecnológico e outras políticas dignas de estados desenvolvidos e civilizados… somos o Piauí do Sul… quando for, já vai tarde… xô, basta, fora…

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