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Balanços indicam 62% de atraso nas obras do PAC

Dados oficiais de 75 projetos mostram que 47 estão fora do cronograma, informa Renée Pereira, de O Estado de S. Paulo.

O ritmo de execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), principal bandeira do governo para aliviar os efeitos da crise mundial na economia brasileira, está longe de atender as carências do País. Levantamento em 75 projetos de logística (portos, ferrovias, rodovias e aeroportos), energia (energia elétrica, transmissão e gás natural) e transporte urbano, mostra que 62% dos empreendimentos estão com o cronograma atrasado.

A pesquisa acompanhou apenas obras que constavam do terceiro balanço do PAC, até janeiro de 2008, e do último, até setembro. De acordo com a amostra analisada, os obstáculos ao avanço do programa, que completou dois anos em janeiro, variam de entraves burocráticos, ambientais, ideológicos a questões financeiras.

Em alguns casos, os projetos aguardam há meses edital de licitação para sair do papel. Em outros, os projetos executivos estão sendo feitos em etapas e ainda não foram concluídos. Na lista de problemas, há ainda barreiras para fechar os financiamentos das obras e dificuldades na desapropriação de terras para iniciar os projetos.

Um dos setores com maior número de atrasos é o portuário. A maioria dos editais de licitação do programa de dragagem dos terminais brasileiros, para aprofundar o canal de acesso dos navios, não foi publicado na data prevista. No Porto de Santos, o maior da América Latina, a previsão, em janeiro de 2008, era pôr o edital no mercado até 31 de agosto.

No último balanço do PAC, o prazo havia sido revisto para 31 de outubro e, mais uma vez, não foi cumprido. O documento só foi publicado em dezembro. Na semana retrasada, as propostas apresentadas pelas empresas interessadas em fazer a dragagem em Santos até abril de 2010 foram desabilitadas por falta de documentação.

Entre as rodovias, um exemplo é a BR-163, que prevê a pavimentação de 1.000 km entre Guarantã do Norte (MT) até Santarém (PA). No trecho 1, por exemplo, que vai de Rurópolis a Santarém, a expectativa era terminar 20 km de terraplenagem e execução de 15 km de pavimentação até 31 de janeiro de 2008. Em setembro, a obra havia avançado só 11 km de terraplenagem e 10 de pavimentação. Neste caso, a lentidão é decorrente de atraso nos projetos executivos e de licenças ambientais.

As concessões rodoviárias também estão atrasadas. A terceira etapa, que vai licitar trechos da BR-040, BR-381 e BR-116, em Minas Gerais, foi adiada de novembro para março. É provável que a nova data também seja postergada, já que o edital, previsto para sair em janeiro, ainda não foi publicado.

“O PAC está empacado. Por mais esforço que façam, o programa está aquém das expectativas”, diz o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Pesada (Sinicon), Luiz Fernando dos Santos Reis. Para ele, para usar o PAC como a base de investimentos do País, será preciso mais agilidade.

6 Comentários

  1. Campana!
    Os atrasos NÃO ocorrem por falta de recursos.
    E SIM pela incompetencia das entidades intervenientes executora das obras.
    Pergunte ao GABÃO pq em Piraquara está atrasada.
    Só espero que ele fale a verdade,e não culpe o Governo Federal.

  2. Vigilante do Portão Responder

    É o que dá, muita mídia e pouca ação.
    A prática é velha, foi largamente utilizada na campanha para a prefeitura de Curitiba.
    Na ânsia de dar visibilidade e alguma credibilidade à candidata do PT, nosso maior jornal, a Gazetana, deu em manchete a entrevista da Sra. Gleisi, contando aos Curitibanos que o DENIT havia elaborado 2 (dois) projetos: 1) fazer um túnel de 8KM, em mão dupla, para retirar os trens do Alto da XV; 2) Outro prjeto, bem mais anbicioso, de trazer um ramal do famoso “trem-bala” até nossa capital.
    Veladamente estava a idéia de afirmar que tais benesses seriam exeguíveis, caso a candidata eleita fosse ela.
    A gazetona deu como projeto sério e adiantado; Bem mais zelosa, a rábio BandNews, entrevistou o chefe do DENIT no Paraná, aperta de cá, aperta de lá, o tal Sr. confessou que não havia nada de concreto, mas que seria possível realizar tais obras. Nem um rascunho dos projetos exisitia.
    Resumo, era tudo mídia, para ganhar votos dos incautos.
    O mesmo se dá com as obras do PAC, fazem anúncio retumbante, com direito a foguetório e políticos da base de apoio aplaudindo, ministro, de preferência os vinculados ao estado beneficiado (aqui, sempre o Paulo Bernardo), uma pequena verba para o estudo de viabilidade é liberado e fica assim. A obra? quem sabe um dia. KKK

  3. O Lulinha Paz e Amor pensa que governar é discursar em cada esquina deste país. Ocorre que a nomenklatura petista incrustada no governo ou são aloprados ou incompetentes. Onde já se viu uma dinheirama destas sem projetos e sem execução para atender as necesidades públicas. Onde sobram discursos (com ou sem reforma ortagráfica), faltam cérebros. É um desperdício, mas uma década perdida.

  4. Esse tal de PAC é apenas um nome marketeiro para o que sempre foi ” execução orçamentária”. Essa petezada sempre inventando nomes bonitos para pouca ação. XÔ. Obs: já fizeram o pac da cara da dilma, mãe do dito cujo, falta agora o pac do ânus, se é que já não fez…

  5. SYLVIO SEBASTIANI Responder

    Não está dando nada certo para o Lula.Ele determinou que a Dilma fosse considerada a “Mãe do PAC”, precebendo que ela era antipática, feia, sem atrativo bonito nenhum, mandou fazer uma operação plástica, pouco resolveu, os fotógrafos pegam ela no normal, mandaram ela sorrir, o sorriso mostrou o ar prepotente.Não arrumaram ela por dentro, a cabeça, o pensamento, as atitudes e o rancor, não foi arrumado, permanece o mesmo. E agora vêm a pior :
    ” O tal do PAC, não está dando certo, não estão construindo nada, as obras estão atrazadas, o Lula esqueceu que é assim o seu Governo, o Governo do “papo furado”!.

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