Uncategorized

Mais uma safra de más notícias

  1. Demissões, consumo em queda e estagnação nos Estados Unidos. No Brasil, a produção industrial caiu mais de 10% nos últimos meses do ano passado.
  2. Pela primeira vez desde 2001 a balança comercial fechou o mês de janeiro no vermelho: US$ 518 milhões negativos.
  3. A agricultura vai mal: A estiagem no norte e no oeste do Paraná já frustrou as safras de grãos e deve causar prejuízo de R$ 3 bilhões para os produtores.
  4. No plano nacional, estima-se que as exportações do agronegócio brasileiro devem cair pela primeira vez em dez anos. Declinará dos R$ 71,8 bilhões registrados em 2008 para algo em torno de R$ 63,4 bilhões.
  5. O Bradesco, terceiro maior banco brasileiro, prevê desaceleração no crédito e aumento da inadimplência.
  6. Os juros que os bancos cobram devem continuar estratosféricos. Guido Mantega, da Fazenda, disse que uma comissão constituída a pedido de Lula está levantando o que está por trás do maior spread bancário do mundo. Ou seja: não há solução à vista.

4 Comentários

  1. Aquele barbudo só sabe liberar vale e bolsa de 500 conto, Lula não tem bago roxo pra segurar uma crise, se seguremm, muito burro, sabe fazer uma caipirinha e nada mais. è Lula, chupa essa manga, não se preparaou e nem se previniu. O Povo mais uma vez vai pagar o pato e dizem que ele tem 77% só nos presidios do Brasil. Só comem os presos dele.

  2. FABIO.

    VOCÊ NÃO ACHA QUE É MUITO BLÁ, BLÁ?

    MUITA CONVERSA MOLE A TODO O INSTANTE?

    PARECE QUE OS DIRIGENTES E LÍDERES SÓ FAZEM DISCURSOS VAZIOS QUE NÃO DÃO NENHUM RESULTADO PRÁTICO.

    PASME FÁBIO.
    OS BANQUEIROS DIZEM QUE NÃO PODEM BAIXAR OS JUROS (SPREAD), PORQUE O GOVERNO COBRA MUITO IMPOSTO NA GRANA QUE VAI AO EMPRÉSTIMO.

    BOMBA, BOMBA.
    FABIO, OS BANQUEIROS ESTÃO DIZENDO QUE O “CADASTRO POSITIVO” DE BONS PAGADORES, ATÉ HOJE NÃO SAIU POR CULPA DO GOVERNO.

    VEJA QUE ESTE CADASTRO SERIA A PRIMEIRA MEDIDA PARA BAIXAR O TAL DE “SPREAD” OU PERCENTUAL DE JUROS.

    AÍ ENTÃO, DÁ PARA COBRAR FORTE:

    AFINAL DR. MEIRELES, DE QUEM É A CULPA PELOS JUROS ALTOS?

    É DO GOVERNO? É DO LULA? É DO MEIRELIES? É DOS BANQUEIROS? É DA FEBRABAN?

    AFINAL VOCÊ PENSAM QUE NÓS NÃO PENSAMOS? SOMOS TODOS BOBOS?

    ATÉ PARECE PIADA. ESTÃO “TIRANDO UMA DE NÓS”, COMO SE DIZ NA GÍRIA DA JUVENTUDE.

    ENTREM NUM ACORDO URGENTE, E PAREM DE JOGAR A CULPA, NO ESTILO UNS NOS OUTROS.

    LINEU TOMASS

  3. Prezado Fábio Campana,

    Safra, para mim, tem o sentido de colheita, de boa promessa de frutos. Fomos nós que plantamos esta “safra”. Foi a indiferença da sociedade com relação à reforma agrária que tirará da mesa os alimentos que precisamos para sobreviver. O agronegócio e a monocultura é elogiado até por um presidente “socialista”.
    Os bancos e as indúsrias nada vão perder. Só o humilde trabalhador será atingido.
    pois ele desconhece a sua força, nunca teve oportunidades de estudar.

    Permita-me citar Neruda em homenagem ao Antonio, ao João, ao Fancisco, ao Ramirez e a todos os demais “homens de roupa rasgada” que fazem movimentar as engrenagens do progresso com seu trabalho insano. Com a sua própria vida. Estes homens são tratados como peças descartáveis – e facilmente repostas – neste capitalismo desumano em que vivemos, onde o lucro de poucos, determina a miséria de muitos.

    A Greve
    Era estranha a fábrica inativa
    Um silêncio em todas as seções,
    uma distância
    entre as máquinas e o homem,
    como um fio cortado
    entre planetas,
    um vazio das mãos dos homens
    que passam o tempo construindo,
    e os recintos sem ninguém.
    sem trabalho e sem um som.
    Quando o homem deixou
    o esconderijo da turbina,
    quando desligou
    seus braços da fogueira
    as entranhas do forno diminuíram,
    quando tirou os olhos da roda
    a luz vertiginosa se deteve
    em seu círculo invisível,
    de todos os poderes poderosos
    dos círculos puros da potência
    da energia surpreendedora
    e ficou um montão de inúteis aços
    nas salas sem homem, um ar viúvo
    o solitário aroma do azeite.
    Nada existia
    sem aquele fragmento batido,
    sem Ramirez,
    sem o homem de roupa rasgada.
    Lá estava a superfície dos motores,
    acumulada em morto poderio
    como negros cetáceos
    no fundo pestilento
    dum mar sem ondulação,
    ou como montanhas escondidas
    de repente sob a solidão
    dos planetas.

    Um abraço,
    Nédier

    http://meunomeenedier.blogspot.com/2007/05/tempos-modernos-uma-homenagem-ao.html

Comente