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Requião é desmentido por capitão da PM

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Ao contrário do que afirmou o governador Requião ontem, o Centro de Detenção e Ressocialização de Foz do Iguaçu não pode receber 300 novos presos para resolver o problema da superlotação de cadeias em Curitiba e região metropolitana.

A negativa foi dada hoje pelo vice-diretor da unidade, capitão João Zeni, em entrevista à Band News FM. “Não posso receber 300 novos presos. Isso iria comprometer outros municípios que atendemos. Não se despeja uma grande quantidade de detentos assim, de uma hora para outra”, garantiu o vice-diretor.

Segundo o capitão Zeni, a unidade não poderia receber no momento mais do que 150 presos da capital. Ouça:

Ou clique aqui para baixar o arquivo em formato mp3.

5 Comentários

  1. Isso prova que o governador do Paraná ainda é um mentirozo como foi durante campanhas políticas. FORA REQUIÃO

  2. O Requião falou em 400 vagas sobrando no interior e não falou em mandar 300 presos para Foz do Iguaçu, o que esta acontecendo é que parece que o juiz de Francisco Beltrão, não quer receber presos de Curitiba. O que se da para perceber eu que sou da região do Sudoeste e que sempre vi essa região enviar presos para as penitenciarias de Curitiba e também nunca vi juizes da Capital não aceitarem presos do interior, já que tudo é Paraná, se existe vagas sobrando e tem presos em super lotações que isso seja resolvido com as vagas que estão sobrando. Se a coisa funcionar conforme a cabeça desse juiz, não vamos poder prender também bandidos de outros estados já que eles não são Parananenses. Vamos parar com esse absurdo e cadeia para quem merece não interessa em que cidade o bandido vai pagar a pena.

  3. Vigilante do Portão Responder

    Então é incopetência dupla, do Requião e do Secretário, pois construíram um presídio no local errado. Caso a falta de vagas estivesse concentrada em Curitiba e Região, o presídio deveria ter sido construído na RM de Curitiba.
    Quanto ao fato de que a justiça não permite que presos da capital cumpram pena no interior, a orientação é dos Tribunais superiores, criminosos comuns devem cumprir pena em local que facilite a visita da família, cumprindo a vontade da lei que é a de tentar reabilitar a pessoa do criminoso. Mais, esses presos, normalmente respondem por outros crimes, já imaginaram, seria um tal de leva preso para o interior, traz preso para depor, facilitando fugas e gastando dinheiro público em transporte e escolta, destacando policiais para a tarefa, desfalcando a segurança pública.
    O Oficial disse o óbivio, nosso governador é que não entende nada de segurança, prova é que o “Roberto Carlos” ainda é Secretário.
    São mais de cinco anos de governo Requião, e os distritos policiais continuam sendo depósitos de presos. Vejamos o exemplo do distrito de Sta. Quitéria, deve ter mais de 30 anos. Quando foi projetado e construído, o bairro tinha alguns ladões de galinha e um ou outro estelionatário, brigas de boteco poucos crimes graves. Nas últimas décadas os crimes se avolumaram e ganharam gravidade e o Distrito continua o mesmo, não colocaram um tijolo, NADA.
    Claro que os criminosos agradecem.
    A retida dos módulos também foi um erro e não parece que será corrigido, pelo menos nesse governo.
    Nos últimos tempos resolveram coliocar policiais nas esquinas mais movimentadas da cidade. Boa medida, evita os constantes assaltos em sinaleiros. Acontece que já estão desvirtuando a medida, passo todas as manhãs cruzamento da Rápida com Av. Água Verde, dois Policiais Militares estão de plantão, supostamente observando possíves bandidos. Nada, passam o tempo todo anotando placas de incautos motoristas sem cinto ou dirigindo e falando ao celular. Note-se que não são do Batalhão de Trânsito, não trazem blocos de autuação, anotam em cadernetas e repassam para o pessoal do BT, Não tenho certeza se é legal, pois algumas infrações o Código de Trânsito exige que a multa seja lavrada pelo Agente de Trânsito e mais, que ele tenha presenciado a ocorrência da infração.
    O mesmo esquema vem sendo adotado em várias outras esquinas. Parece que é uma represália dos policiais, alguns do serviço interno, que são destacados para um serviço que não querem fazer. Na corporação, a tarefa de ficar plantado nas esquinas, é considerado “castigo”.

  4. celso guisard thauma Responder

    NOTA DE ESCLARECIMENTO

    Considerando as recentes manifestações do Exmo. Governador do Estado do Paraná, no sentido de que há vagas ociosas em Foz do Iguaçu, sem embargo de me encontrar em gozo de férias, entendo necessário fazer pessoalmente algumas considerações que acredito pertinentes.

    Primeiramente ressalto que jamais, em tempo algum, a VEP de Foz do Iguaçu foi consultada, direta ou indiretamente, acerca da possibilidade de implantação de presos da Capital nesta Comarca.

    Foz do Iguaçu é dotada de três estabelecimentos Penais, à saber: CPLN – Cadeia Pública Laudemir Neves; PEF – Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu e CDR – Centro de Detenção e Ressocialização de Foz do Iguaçu.

    A Cadeia Pública Laudemir Neves, estabelecimento destinado aos ergastulados do sexo masculino, possui capacidade para 172 presos provisórios. Atualmente, conta com 420 presos, sendo 120 mulheres. A PEF – Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu, estabelecimento destinado aos ergastulados do sexo masculino, possui capacidade para 468 presos condenados em regime fechado. Atualmente conta com 447 presos. O CDR – Centro de Detenção e Ressocialização de Foz do Iguaçu, estabelecimento penal destinado aos ergastulados do sexo masculino, possui capacidade para 800 presos condenados em regime fechado, ou provisórios. Atualmente conta com 560 presos.

    Realizando-se uma singela operação matemática, conclui-se que a CPLN possui uma superlotação de 248 presos, ou seja, um déficit de 248 vagas. Importante relatar que a CPLN ainda conta com presos condenados aguardando implantação no CDR, o que demanda certo tempo para triagem e classificação. Realizando-se a mesma operação, vê-se que na PEF há 21 vagas para presos condenados em regime fechado. No CDR, utilizando-se o mesmo critério, tem-se que há 240 vagas.

    Subtraindo-se o número de vagas (261), do número correspondente à superpopulação carcerária da CPLN (248), chega-se a exatas 13 vagas em Foz do Iguaçu.

    Não se perca de vista que a jurisdição da VEP de Foz do Iguaçu inclui carceragens extremamente problemáticas como as das Comarcas de Toledo, Marechal Cândido Rondon, São Miguel do Iguaçu, Medianeira dentre outras, todas com superpopulação carcerária e das quais têm sido recebidos presos diariamente. Não se olvide que o Sistema Penitenciário Estadual em Foz do Iguaçu recebe, ainda, os presos oriundos da Polícia Federal, em números alarmantes em razão de se localizar em região de fronteira com alto índice de criminalidade.

    Em síntese, não há, em números expressivos, vagas em Foz do Iguaçu. Ao contrário, faltam vagas para se albergarem os presos das Comarcas jurisdicionadas pela Vara de Execuções Penais de Foz do Iguaçu e fazer frente à demanda local.

    Finalmente, acredita-se que o problema de existência ou não de vagas passa, primordialmente, pelo respeito ao regime de pena imposto aos condenados. O que se tem visto nos últimos anos, principalmente depois do novo enfoque dado aos crimes hediondos – primeiro pelo Supremo Tribunal Federal e depois pela própria inovação legislativa – é a total carência do Sistema em relação aos condenados em regime semi-aberto e também aos presos provisórios.

    Ademais, não obstante os números trazidos neste breve relato, a VEP de Foz do Iguaçu se prontifica a unir esforços com as autoridades públicas competentes, no sentido de minorar os problemas relatados pelo Excelentíssimo Governador do Estado do Paraná, os quais são de conhecimento geral.

    Sendo estes os esclarecimentos cabíveis, subscrevo-me.

    CELSO GUISARD THAUMATURGO

    JUIZ DE DIREITO

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