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Lição do Brizola: acabou a lua de mel com Obama

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Leonel Brizola dizia que “a felicidade em política tem prazo de validade: da eleição à posse”. O velho Brizola nunca esteve tão certo quanto no caso de Barack Obama.

O presidente Obama queria nomear Tom Daschle para cargo de primeiro escalão: era a pessoa escolhida para cumprir uma das grandes promessas de campanha, a reforma da assistência médica. O projeto melou quando veio à luz que o conselheiro de anos anteriores tem problemas com o imposto de renda.

Daschle conhece bem o jogo e tomou o caminho honrado: pulou fora antes que Obama tivesse que defendê-lo, poupando o presidente do desgaste maior. Se fosse nascido no Paraná, o nomeado Tom Daschle iria espernear até que fosse conduzido à outro cargo, talvez em Brasília.

Mas esse tropeço foi suficiente para que Obama tivesse que admitir publicamente o erro. Da mesma forma, o presidente americano esperava subir ao postos e no embalo já emplacar programa de US$ 900 bilhões contra a crise. Não aconteceu. Teve que segurar a onda e dar passos mais curtos.

Acabou a lua de mel. A invejável oratória de Obama deu lugar à humildade quando a nomeação saiu pela culatra. Também não há saída fácil para a crise: jogar dinheiro no problema e esperar que tudo se resolva deixou de ser o consenso de outrora. Ainda bem. Nessas horas, Slavoj Zizek talvez diria à Obama: “Bem vindo ao deserto do real”.

3 Comentários

  1. Só não podemos nos esquecer que, diferente de qualquer político brasileiro, Obama nãoi fugiu à sua responsabilidade em relação às indicações “erradas”. Assumiu a culpa, sem dizer que foi “traído” como Lula fez em relação ao mensalão, ou sem achar um laranjão pra culpar, como característico do governador Roberto Requião. Ou seja, por enquanto, mesmo com os “problemas iniciais” Obama continua surpreendendo positivamente…

  2. Almasor Abbas Adilah Responder

    Enquanto o Lula aqui só tem carcará no governo ao Obama só resta os falcões!

  3. Barack Obama é um cidadão americano sério. É presidente do atualmente mais poderoso país do mundo. Não é pouca porcaria.
    E gostem ou não alguns da esquerda festiva, está éons-luz distante de Lula sob todos os aspectos.

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