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O déficit habitacional e a cartelização do cimento

A falta de concorrência dos principais materiais para construção faz com que o déficit habitacional seja cada vez mais expressivo. Segundo o Sinduscom, os preços dos materiais como cimento, por exemplo, chegam a variar 70% dependendo da região. Aqui no Sul, desde 1996, o mercado mudou com a cartelização e o monopólio de duas grandes empresas.

6 Comentários

  1. tarcisio barth Reply

    é uma vergonha.as grandes cimenteiras acabaarm com os comerciantes pequenos.e ainda fazem, reuniao do cartel

  2. nao da pra aceitar que sao paulo tenha o preço do cimento menor do que o parana.é uma vergonma esta divisao de planilhas e este cartel das cimenteiras

  3. Almasor Abbas Adilah Reply

    No Brasil, a produção de cimento ficou por muito tempo concentrada nas mãos de reduzido grupo de grandes empresas, que por diversas vezes foram inclusive acusadas de formação de cartéis para elevação dos preços do produto, ao arrepio das diretrizes governamentais – já que o cimento é matéria-prima da construção civil e esta é uma atividade altamente geradora de empregos, especialmente para os trabalhadores com baixo nível cultural e de especialização profissional.

    A cartelização dos produtores de cimento é apenas a ponta do iceberg, aliás uma das muitas, na história de práticas econômicas pouco ortodoxas, para não dizer criminosas, de organizações de empresários que agem em combinação (quando se forma um cartel) e mesmo de único grupo empresarial que dita seus preços de forma abusiva (o que caracteriza o monopólio), no fornecimento de materiais de construção no Brasil. Práticas que contribuem fortemente para a absurda elevação nos preços, inviabilizando a construção civil no País e praticamente paralisando o mercado, com o conseqüente desemprego de milhares de pessoas, numa reação em cadeia que prejudica toda a economia nacional (pois desempregado não consome, ou consome bem menos).

    É um problema bastante antigo, pois basta lembrar que a mais de 20 anos chegou a ser colocado um navio-fábrica de cimento no porto de Santos (“Heracles Spirit”), pois era bem mais barato importar os insumos de lugares como a Turquia e preparar o produto final num navio atracado na Ilha Barnabé, que buscá-lo na fábrica nacional. Mesmo assim, só agora começa a ser denunciado, após mais uma onda de aumentos excessivos que reverteu a fase de crescimento da construção civil verificada nos últimos anos, mergulhando o setor numa fase de retração que só deve se aprofundar.

  4. Anor pinto Filipi Reply

    Parabéns Campana
    Quem dera o Ministério Público e o CADE, tivessem o mesmo interesse de contrariar os grandes cartéis que existem nesse país.
    Existem algumas barbaridades, como por exemplo o preço do cimento em São Paulo, estar a R$10,87/saco e no Sul do Brasil que não tem concorrência, na faixa de R$18,00/saco. Sem falar no concreto, que se divide as obras entre as concreteiras, e a premiada com a obra que tem a “cobertura” de preço dos demais. E o Brasil com um déficit habitacional de 8 milhões de moradias.
    Perguntar não ofende:
    O Sr. Antonio Ermirio de Moraes sabe como funciona as suas empresas? Como é definido o preço? É claro que não. O que ele deve saber muito bem é onde ele vai saborear o seu caviar do dia-a-dia.

  5. devaneios/loucuras Reply

    Atualmente não se pode mais acusar o cimento com um dos principais vilões entre os insumos da construção civil, o ferro, o cobre, e seus derivados sofreram reajustes sem precedentes, em razão da demanda mundial, no entanto, com a redução da demanda desses produtos no mercado internacional, ainda assim, continua extremamente alto. Enquanto, o cimento encontra na faixa entre Us$ 6 a 7 Us$, esse valor está neste patamar há mais de 10 anos. Ao que parece o governo reduziu o icms sobre este produto contribuindo para maior acessibilidade dos consumidores de menor poder aquisitivo.
    Entretanto, a burocracia, carga tributária o excesso de entraves criada por legislações, ambientais e urbanas participam de forma pronunciada no desenvolvimento desse setor, ocasionando restrições, aumentado custos, pois, trata de uma atividade complexa em função da imensa cadeia envolvidas neste ramo de atividade. Portanto, atribuir ao cimento como principal fator que onera a construção sem verificar que este insumo representa somente 10% do custo global da obra, e desta maneira, estariamos superficializando a realidade.

  6. CONTRA DEVANEIOS E LOUCURAS.

    Realmente nao da pra acusar só o cimento como um dos viloes da contruçao civil.Até porque hoje o grupo votorantim esta no setor de ferro com a votraço,de areia,de pedra e de argamassa.E para pegar carona no comentario anterior,o ferro teve alta de 80% em 2008,entao realmente tem mais viloes.O que me assusta é que todos os viloes estao no seguimento que a votorantim atua.Deus queira que esse grupo nao entre em nenhum outro segmento da construçao.Se isto acontecer veremos o deficit habitacional crescer ainda mais como esta ocorrendo hj

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